Thursday, May 18, 2017

Neste mês de maio de 2017, o Café Científico Salvador retorna com um tema urgente na sociedade contemporânea: o papel que as redes sociais têm desempenhado na política, como temos presenciado no Brasil e nos Estados Unidos, por exemplo! Estamos em um NOVO LOCAL: Shopping Paseo Itaigara. E TAMBÉM UM NOVO DIA DA SEMANA: QUARTA!

O QUE?
O que as redes sociais digitais têm a ver com a crise política?

QUANDO?
24 de Maio de 2017 (Quarta-Feira)

A QUE HORAS?
18:30 HORAS

ONDE?
Shopping Paseo Itaigara, Rua Rubens Guelli, 135 - Itaigara, Salvador - BA

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O que as redes sociais digitais têm a ver com a crise política?

Wilson Gomes

(Faculdade de Comunicação/UFBA)

Estamos acostumados a explicar os fenômenos políticos a partir exclusivamente da relação entre instituições políticas e meios de comunicação. Está mais do que na hora, entretanto, de considerarmos seriamente, na equação, os meios e os ambientes digitais de produção e circulação de conteúdo político e de discussão da política. Em um quadro explicativo mais complexo, devemos enfrentar questões como: o papel dos meios digitais na confusão política brasileira; o que redes digitais têm a ver com democracia, governo e política; o que a sociedade anda fazendo online para ajudar ou prejudicar a democracia; tretas online, novos movimentos sociais e novas formas de fazer política. São essas as questões a serem discutidas neste Café Científico. 

Wednesday, March 22, 2017

Neste mês de março de 2017, o Café Científico Salvador retorna com um tema científico que tem merecido muita atenção da sociedade, a descoberta de planetas em sistemas similares ao sistema solar! A partir deste ano, estamos em um NOVO LOCAL: Auditório do Museu Carlos Costa Pinto. E TAMBÉM UM NOVO DIA DA SEMANA: QUARTA!

O QUE?
PLANETAS EXTRASSOLARES: NOVAS JANELAS PARA O UNIVERSO

QUANDO?
29 de Março de 2017 (Quarta-Feira)

A QUE HORAS?
18:30 HORAS

ONDE?
Auditório do Museu Carlos Costa Pinto, Avenida Sete de Setembro, 2490, Vitória, Salvador-BA

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Planetas extrassolares: Novas janelas para o universo

Alberto Brum Novaes
(Instituto de Física/UFBA)

Exoplaneta – ou planeta extrassolar – é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol, pertencendo a um sistema planetário diferente do nosso. Embora a existência de outros sistemas planetários tenha sido objeto de muita especulação, até o final da década de 1980 nenhum exoplaneta tinha sido detectado, devido principalmente à dificuldade tecnológica de realizar este tipo de detecção. Um planeta do tamanho de Júpiter, por exemplo, tem luminosidade 1 bilhão de vezes menor que o Sol. Por conta disso, observações diretas de exoplanetas, mesmo nos dias de hoje, ainda apresentam grandes dificuldades. A descoberta do primeiro exoplaneta foi anunciada em 1989, pelos cientistas Lawton e Wright, quando variações nas velocidades radiais da estrela Altair (γ Cephei) foram explicadas como efeitos gravitacionais causados por um corpo de massa sub-estelar, possivelmente um planeta gigante gasoso, de massa 2 a 3 vezes maior que a de Júpiter. Os próximos exoplanetas só foram detectados em 1992, resultado do trabalho do astrônomo Aleksander Wolszczan, que encontrou três exoplanetas ao redor do pulsar PSR B1257+12, explicando as suas formações a partir dos remanescentes da supernova que produziu o pulsar.
Exoplanetas orbitando estrelas da chamada sequência principal, ou mais especificamente as do tipo solar, só foram detectados a partir de 1995.

As observações de inúmeros exoplanetas nos últimos anos confirmam a hipótese inicial de que a existência de sistemas planetários é um evento muito comum no Universo. Hoje, em março de 2017 já foram descobertos 3.593 exoplanetas.

Os exoplanetas são próximos uns dos outros e orbitam a estrela anã Trappist-1, (figura abaixo) que emite uma luz bem mais fraca que a do Sol: a combinação de características permitiria a existência de água líquida.

Uma das perguntas que o homem mais se faz desde que olhou pela primeira vez para o céu pode estar perto de ser revelada. Astrônomos anunciaram ontem a descoberta de Trappist-1, um sistema solar composto por sete planetas que orbitam uma estrela anã a 40 anos-luz da Terra, uma distância que, em termos cósmicos, é quase um logo ali. Três deles estão na zona habitável, ou seja, a que tem condições atmosféricas e climáticas para abrigar vida, com temperaturas que oscilam de 0°C a 100°C.


A última descoberta de planetas extrassolares

Saturday, July 09, 2016

Neste mês de julho de 2016, o Café Científico Salvador trata de um tema candente do mundo contemporâneo, a medicalização da vida, a transformação de experiências humanas comuns (como o luto ou a desatenção) em transtornos ou doenças.

O QUE?
Medicalização da vida: quando nossas experiências são transformadas em transtornos

QUANDO?
18 de Julho de 2016 (Segunda-Feira)

A QUE HORAS?
18:30 HORAS

ONDE?
Sala de Projeção Luís Orlando, Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Biblioteca Dos Barris), Rua General Labatut, 27, Barris, Salvador-Ba


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Medicalização da vida:
Quando nossas experiências são transformadas em transtornos

Tiago Alfredo da Silva Ferreira
Instituto de Psicologia/UFBA

A medicalização da vida é caracterizada por um processo de transformação de experiências humanas comuns (e.g., luto, desatenção e ansiedade), em transtornos ou doenças (e.g., Depressão, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e Transtorno de Ansiedade Generalizada) (BRZOZOWSKI & CAPONI, 2013). Esse processo é consonante com a expansão do poder biomédico (LEMOS, 2014), bem como com a Medicina e a indústria farmacêutica como agências de controle social, influenciando o desenvolvimento da vida dos sujeitos em diversos ambientes com os quais interagem, como a escola, a família e o trabalho. A presente comunicação não possui por objetivo julgar se determinados problemas particulares podem ser “realmente” problemas médicos, mas objetiva examinar as principais implicações da expansão da medicalização da vida no ensino das ciências da saúde.

O fenômeno da medicalização mobiliza diversas áreas do conhecimento, tais como Medicina, Biologia, Sociologia e Psicologia. Em especial, há influência das práticas de medicalização no modo como os estudantes das áreas de saúde aprendem a tratar de questões relativas à experiência de sofrimento subjetivo e no modo como elaboram propostas para resolução destes problemas. Segundo Timimi (2010), apesar de a cultura ocidental dispor de métodos psicoterápicos (e.g. terapia familiar; terapia cognitivo-comportamental; terapia psicodinâmica) e farmacêuticos para lidar com tais questões, o ensino desses métodos se apresenta por uma abordagem que enfatiza a reprodutibilidade técnica de acordo com manuais de classificação, isto é, enfatiza-se o aprimoramento de técnicas para elaboração de diagnósticos muito mais do que reflexões (como as éticas) sobre a sua necessidade e das subsequentes receitas de medicamentos.

A partir do referencial da Relational Frame Theory (RFT), esta comunicação propõe que as ciências da saúde, quando envoltas em práticas de medicalização da vida, estão diretamente vinculadas ao fortalecimento de processos avessos à saúde e qualidade de vida (e.g. esquiva experiencial), aumentando o sofrimento humano enquanto, paradoxalmente, tenta reduzi-lo (HAYES, 1999). Em outras palavras, as ciências da saúde podem estar gerando os problemas que procuram combater quando, a partir de processos educacionais, preparam profissionais para considerar como transtornos médicos determinadas experiências humanas comuns. Para fundamentação desta proposta, esta comunicação envolverá (a) uma definição do processo de medicalização da vida, (b) uma breve exposição da RFT enquanto teoria explicativa das consequências subjetivas da medicalização e (c) uma reflexão acerca das implicações desta discussão para o ensino de ciências da saúde.


PARA SABER MAIS:

BRZOZOWSKI, F. S.; CAPONI, S. N. C. Medicalização dos Desvios de Comportamento na Infância: Aspectos Positivos e Negativos. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília , v.33, n.1, p.208-221, 2013.

HAYES, S. et al. Acceptance and Commitment Therapy: een derde-generatie gedragstherapie. Gedragstherapie, v.2, p.69-96, 2003.

LEMOS, F. C. S. A medicalização da educação e da resistência no presente: disciplina, biopolítica e segurança. Rev. Quadr. Assoc. Bras. Psi. Esc. Edu. São Paulo, v.18, n.3, p.485-492, Dez. 2014.

TIMIMI, S. The McDonaldization of childhood: children's mental health in neo-liberal market cultures. Transcultural Psychiatry, v.47, n.5, p.686-706. 2010. Disponível em . Acesso em 31 mar. 2015. 

Tuesday, May 17, 2016

NESTE MÊS DE MAIO DE 2016, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, TRATANDO DO ZIKA VÍRUS, UM DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE PÚBLICA QUE O BRASIL ENFRENTA HOJE.

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – ZIKA VÍRUS: UM NOVO ARBOVÍRUS NO BRASIL.

QUANDO?
23 DE MAIO DE 2016 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS

ONDE? SALA DE PROJEÇÃO LUÍS ORLANDO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA

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Zika Vírus: Um Novo Arbovírus no Brasil

Gubio Soares Campos

Coordenador do Lab. de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde/UFBA

Arbovirus é originário da expressão em língua inglesa arthropod borne viruses, que significa vírus transmitidos por artrópodes ou segundo a definição da Organização Mundial da Saúde: vírus mantidos na natureza entre hospedeiros vertebrados através da transmissão por artrópodes hematófagos (alimentados por sangue). O aumento de doenças transmitidas por mosquitos em países tropicais está alinhado com um aumento global de doenças emergentes, provavelmente impulsionado por uma combinação de fatores sócio-econômicos, ambientais e ecológicos. Zika vírus (ZIKV), pertence a Familia Flaviviridae, gênero Flavivirus  (mesma família que o vírus da Dengue) é um arbovirus transmitido por mosquitos hematófagos do gênero Aedes ( Kuno et al, 1998, Gubler et al 2001). A infecção viral em humanos resulta em uma doença febril, auto-limitante semelhante a dengue e outras infecções virais de regiões tropicais. O ZIKV foi isolado pela primeira vez em 1942 a partir de um Macaco Rhesus cativo na floresta de Zika perto de Entebbe, Uganda, durante o curso de investigação sobre a epidemiologia do vírus da febre amarela (Dick et al.,1952). Mais tarde, ZIKV foi isolado em 1948 a partir de Aedes africanus um grupo de mosquitos capturados na área selvagem da mesma região da floresta Zika. ZIKV era conhecido por inquéritos sorológicos em Uganda e Nigéria de ser capaz de infectar o homem (Dick, 1952) mas ainda nada se sabia das manifestações clínicas da infecção. Os únicos relatos de isolamento de ZIKV do homem são os de MacNamara (1954) e Bearcroft (1956) na África Ocidental, o vírus isolado desses trabalhadores foi identificado inicialmente como próximo, ao vírus Spondweni (família Flaviviridae). ZIKV foi isolado pela primeira vez no Brasil pelo grupo de pesquisa liderado pelo Dr Gubio Soares Campos e Prof. Dra Silvia Ines Sardi, do Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia a partir de um surto de doença maculo-exantemática sem antecedentes na população brasileira, na cidade de Camaçari, Salvador, Bahia (Campos et al 2015, http://atarde.uol.com.br/bahia/noticias/1668971; http://g1.globo.com. G1 Portal de Noticias da Globo. Bem Estar - Ministério da Saúde confirma 8 casos de zika vírus no RN e 8 na BA).  Esta primeira identificação e isolamento viral no pais foram reconhecidos pelo Instituto de referência nacional Evandro Chagas e validado pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos. Desde o reconhecimento das autoridades nacionais da presença de ZIKV realizado pelo grupo do Laboratório de virologia na Bahia, outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Sergipe detectaram o vírus em quadros clínicos similares aos reportados inicialmente na Bahia.

Tuesday, March 08, 2016

NESTE MÊS DE MARÇO DE 2016, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, TRATANDO DO NOVO MARCO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COM O PRÓ-REITOR DE PESQUISA, CRIAÇÃO E INOVAÇÃO E DE ENSINO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA.

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – MARCO LEGAL DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA (C & T).

QUANDO?
14 DE MARÇO DE 2016 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS



ONDE? SALA DE PROJEÇÃO LUÍS ORLANDO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA

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Marco Legal de Ciência e Tecnologia (C & T)

Olival Freire Jr.
Instituto de Física/UFBA. Pró-Reitor de Pesquisa, Criação e Inovação e de Ensino de Pós-Graduação, UFBA

A aprovação, pelo Congresso Nacional, e subsequente sanção presidencial, do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016) abriu novas perspectivas para o enfrentamento de obstáculos burocráticos que têm dificultado o desenvolvimento das atividades científicas no país, particularmente aquelas relacionadas à tecnologia e à atividade de inovação. Como todo marco institucional novo, ele traz potencialidades e requer empenho na sua implementação, mas traz também riscos na sua implementação, o que demanda atenção na adequação das instituições de ensino e pesquisa ao novo cenário legal. O seminário examinará estas implicações. 

Acesso ao Marco Legal de C & T:
http://www.senado.leg.br/atividade/rotinas/materia/getPDF.asp?t=185413&tp=1

Thursday, November 19, 2015

NESTE MÊS DE DEZEMBRO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, TRATANDO DE UMA TEMA MUITO IMPORTANTE NO BRASIL CONTEMPORÂNEO, AS DIFERENÇAS ENTRE OS GÊNEROS. O QUE A BIOLOGIA E A CULTURA TÊM A VER COM ESSAS DIFERENÇAS? VALE LEMBRAR QUE O TEMA FOI DESTACADO PELA ONU NA AGENDA 2030 PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, QUE TEM COMO UMA DE SUAS METAS A BUSCA DA IGUALDADE DE GÊNEROS.

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – “TEM POUCA DIFERENÇA”?  BIOLOGIA, CULTURA E DIFERENÇAS ENTRE OS GÊNEROS.

QUANDO?
14 DE DEZEMBRO DE 2015 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS

ONDE? AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA


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“Tem pouca diferença”?  Biologia, cultura e diferenças entre os gêneros

Ângela Maria Freire de Lima e Souza
NEIM/UFBA

Diferenças entre homens e mulheres estão sempre em discussão em meios acadêmicos, na mídia e em conversas informais, sempre numa perspectiva de se tentar explicar suas “bases biológicas” e entender possíveis interações sociais envolvidas no processo de construção das identidades de gênero. Não raro tais discussões são marcadas por preconceitos e ideias deterministas que podem contribuir para uma hierarquização entre os sexos em campos como o cognitivo e comportamental, extrapolando assim as meras e óbvias características anatômicas e/ou fisiológicas de homens e mulheres. Em uma conversa informal e mesmo despretensiosa vamos tentar reconhecer o que de biológico e cultural pode ser evocado para explicar tais diferenças, sem deixar de atentar para as implicações sociais dessas explicações. 

Leituras sugeridas:
ANDRADE. Francisco Leal de. DO(S) SEXO(S) À IDENTIDADE DE GÊNERO: como a biologia transita neste/s caminho/s? Resenha do livro de FAUSTO-STERLING, Anne. Sex / Gender: biology in a social world. Lillington, Carolina do Norte: Routledge,2012.  Revista Feminismos, vol 2, número 3, 2014. Disponível em http://www.feminismos.neim.ufba.br/index.php/revista/article/viewFile/164/133
ANDRADE, Francisco Leal de; LIMA E SOUZA. Ângela M F de. Já nasce homem ou mulher: determinismo biológico no discurso de docentes de Biologia sobre sexo e gênero. Anais do III SINECT, Ponta Grossa, PR, 2012. Disponível em: https://www.academia.edu/13247619
FAUSTO-STERLING, Anne. Dualismos em duelo. Cadernos Pagu, São Paulo, n.17-18, p. 9-79, 2001.
FINE, Cordelia. Homens não são de Marte, mulheres não são de Vênus – como a nossa mente, a sociedade e o neurossexismo criam a diferença entre os sexos. Tradução Claudia Gerpe Duarte e Eduardo Gerpe Duarte. São Paulo: Cultrix, 2012.
KIMURA, Doreen. Sexo e Cognição. Tradução de Cristina Mateus de Carvalho. Lisboa: Gradiva, 2004.

Monday, October 26, 2015

NESTE MÊS DE OUTUBRO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, EM SEU DIA ORIGINAL, ÀS SEGUNDAS, DISCUTINDO UMA DAS TEORIAS CIENTÍFICAS QUE MAIS DESPERTA O INTERESSE DE TODAS AS PESSOAS, A TEORIA DA RELATIVIDADE

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – O PRINCÍPIO DA RELATIVIDADE: DE GALILEU A EINSTEIN

QUANDO?
26 DE OUTUBRO DE 2015 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS

ONDE? AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA


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O princípio da relatividade: de Galileu a Einstein

Saulo Carneiro
Instituto de Física, UFBA. Diretor Científico, FAPESB


O antigo modelo geocêntrico do Universo guardava consistência com as concepções físicas aristotélicas a respeito do movimento dos corpos. Essas concepções sofreram profunda transformação com as ideias de Galileu a respeito da relatividade do movimento, as quais, por sua vez, garantiam consistência ao modelo heliocêntrico de Copérnico. Nessa conversa breve e informal, discutiremos como isso alterou nossa concepção do espaço, e como mais tarde o Princípio de Relatividade de Galileu foi generalizado por Einstein, levando a uma transformação conceitual ainda mais profunda em nossas concepções sobre o tempo. 

Tuesday, August 25, 2015

NESTE MÊS DE AGOSTO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, EM SEU DIA ORIGINAL, ÀS SEGUNDAS, DISCUTINDO NOVAS E VELHAS PRÁTICAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS, UM ASSUNTO MUITO ATUAL, NUM CONTEXTO EM QUE OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS DEVERIAM, POR FORÇA DA LEI, JÁ TER MUDADO SUA PRÁTICA DE GESTÃO DE RESÍDUOS, MAS NÃO O FIZERAM, EM SUA MAIORIA. NÃO DEIXE DE PARTICIPAR DESSA DISCUSSÃO!

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – RESÍDUOS SÓLIDOS E O SEU MANEJO: NOVAS  OU VELHAS  PRÁTICAS?

QUANDO?
31 DE AGOSTO DE 2015 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS

ONDE? AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA


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Resíduos Sólidos e o seu Manejo: Novas ou Velhas Práticas?


Viviana Maria Zanta
Escola Politécnica, UFBA

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010, estabelece as diretrizes para a gestão de resíduos sólidos no Brasil. Essas diretrizes contemplam diversos aspectos, podendo-se destacar a responsabilidade compartilhada e a hierarquia das ações para a gestão dos resíduos sólidos. Refletir sobre como os vários segmentos da sociedade incorporaram essas diretrizes nos últimos cinco anos possibilita elaborar um cenário no qual se observa que os desafios para a gestão de resíduos sólidos ainda persistem. Pretende-se, portanto, abordar as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a percepção e a resposta dos atores envolvidos e as tendências de manejo de resíduos sólidos, contemplando velhas e novas práticas de modo a estabelecer um diálogo sobre como avançar na prática da gestão sustentável de resíduos sólidos no nosso país. 

Saturday, May 30, 2015

NESTE MÊS DE JUNHO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, EM SEU DIA ORIGINAL, ÀS SEGUNDAS, DISCUTINDO COMO PODERIAM FILOSOFIA E CIÊNCIA RELACIONAR-SE, AOS OLHOS DE UM DOS FILÓSOFOS MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA, LUDWIG WITTGENSTEIN. O TEMA SERÁ ABORDADO POR UM DOS GRANDES ESPECIALISTAS BRASILEIROS NA FILOSOFIA DE WITTGENSTEIN, PROF. JOÃO CARLOS SALLES, REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA.

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – CIÊNCIA E FILOSOFIA EM WITTGENSTEIN.

QUANDO?
1 DE JUNHO DE 2015 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS



ONDE? SALA LUIS ORLANDO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA

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Ciência e Filosofia em Wittgenstein


João Carlos Salles
Reitor da Universidade Federal da Bahia, professor do Depto. de Filosofia, FFCH/UFBA

Para Wittgenstein, filosofia e ciência não estão no mesmo plano e, de forma radical, ao contrário do que advogam importantes correntes contemporâneas, não se põem exatamente em linha de conta. No Tractatus, afirma: "A filosofia não é uma das ciências naturais. (A palavra 'filosofia' deve significar algo que esteja acima ou abaixo, mas não ao lado das ciências naturais.)". Não é muito diferente sua posição nas Investigações Filosóficas, quando reitera não poder a filosofia ser uma teoria, comportar enfim proposições, mesmo as mais gerais. Pretendemos mostrar não ser trivial nem obscurantista sua posição, podendo a filosofia beneficiar-se dos progressos da ciência, assim como a ciência pode, com proveito, enfrentar os cuidados lógico-epistemológicos resultantes das elucubrações filosóficas. Afinal, mesmo quando projeta o horizonte de suas considerações utópicas para um passado irrecuperável, a filosofia (essa a sua negatividade) sempre lança um desafio radical tanto às pretensões vãs da filosofia quanto aos desvios totalitários da razão científica. 

Friday, March 13, 2015

NESTE MÊS DE MARÇO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR RETORNA, EM SEU DIA ORIGINAL, ÀS SEGUNDAS, DISCUTINDO UM DOS TEMAS MAIS SÉRIOS DE NOSSO CONTEXTO ATUAL, O USO RACIONAL DA ÁGUA.

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – USO RACIONAL DA ÁGUA: O GRANDE DESAFIO ATUAL.

QUANDO?
23 DE MARÇO DE 2015 (SEGUNDA-FEIRA)

A QUE HORAS? 18:30 HORAS

ONDE? SALA LUIS ORLANDO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA


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Uso racional da água: o grande desafio atual


Luiz Roberto Santos Moraes
Escola Politécnica/UFBA

O planeta Terra poderia ser chamado de planeta Água, pois tem 2/3 de sua superfície coberta de água (1.386 milhões de km3). Mas 97,5% dessa água encontra-se em oceanos, mares e no cume das montanhas, restando apenas 2,5% de água doce (34,6 milhões de km3) mal distribuídas. Por outro lado 68,9% dessa água doce encontra-se em calotas polares e geleiras, 29,9% água subterrânea doce, 0,9% em pântanos e apenas 0,3% encontra-se nos rios e lagos, logo precisa ser bem cuidada, manejada e gerida. O Brasil dispõe de 12% da água doce do mundo, porém 72% dessa água encontra-se concentrada na região amazônica, 16% no Centro-Oeste, 8% no Sul e Sudeste e 4% no Nordeste.
O homem usa a água doce em diferentes atividades, como para agricultura, dessedentação de animais, consumo humano, indústria, geração de energia, navegação, dentre outros, não tendo o cuidado em sua utilização, podendo ela ser desperdiçada e poluída. Essa falta de cuidado junto com a ocorrência de eventos climáticos extremos tem levado a situações de escassez ou de cheias em algumas regiões. 
Assim, fazer uso eficiente e racional da água nas diferentes atividades que demandam água é uma necessidade e o grande desafio atual. Usar a água de maneira eficiente inclui medidas que reduzam a quantidade da água que é utilizada por unidade de qualquer atividade e que contribua para a manutenção ou melhoria da qualidade da água. Abordaremos então, como controlar e reduzir perdas em sistemas de irrigação e sistemas públicos de abastecimento de água, aproveitar a água de chuva, realizar o reúso de água, minimizar a geração de efluentes líquidos e resíduos sólidos, proteger os mananciais, como medidas importantes para tal, porém todas elas considerando as dimensões social, ambiental, econômica e político-institucional e relacionadas ao projeto de desenvolvimento da Nação.


Indicações de leitura:


Barlow, M. (2009) Água: Pacto Azul. São Paulo: M.Books.
Gonçalves, R.F. (Coord.) (2009) Conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água. Rio de Janeiro: ABES.
Miranda, E.C. (2006) Gerenciamento de perdas de água. In Heller, L. & Pádua, V.L. (Orgs.), Abastecimento de água para consumo humano (pp.798-816. Belo Horizonte: Editora UFMG.
Pedrosa, F. (2014) A crise hídrica e as soluções no mundo inteiro. Revista Brasileira de Saneamento e Meio Ambiente-Bio, Rio de Janeiro, XXI, 73: 12-18, out./dez.
Queiroz, J. (2013) Envase de água: mercantilizando a sede. São Paulo: Annablume; Belo Horizonte: Fapemig.
Rebouças, A. (2004) Uso inteligente da água. São Paulo: Escrituras Editora.
Tomaz, P. (1999) Conservação da água. São Paulo: Edição do Autor.

Winblad, U. (Editor), Esrey, S., Gough, J., Rapaport, D., Sawyer, R., Simpson-Hébert, M., Vargas, J. (1999) Saneamiento Ecológico. México: Sida; Fundación Friedrich Ebert.  

Monday, December 08, 2014

NESTE MÊS DE DEZEMBRO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR DISCUTE A BRINCADEIRA COMO UMA CARACTERÍSTICA UNIVERSAL DA INFÂNCIA, MAS VARIÁVEL ENTRE AS CULTURAS. 

O QUE?

CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – BRINCAR OU BRINCAR: EIS A QUESTÃO. 

QUANDO?

19 DE DEZEMBRO DE 2014 

A QUE HORAS? 

18 HORAS 

ONDE? 

SALA KÁTIA MATTOSO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA



Brincar ou brincar: eis a questão

Ilka Bichara
Instituto de Psicologia/UFBA


Resumo

A espécie humana é curiosa e lúdica. Não importa onde, na cidade ou no campo, no palácio ou na favela, no frio ou no calor, no pântano ou no deserto, brincar é uma característica predominante nas crianças e não está ausente entre os adultos. Ainda que cada cultura, cada grupo, cada turma de amigos e mesmo cada criança tenha suas brincadeiras particulares, a simples existência do fenômeno é inquestionavelmente universal. Podemos então afirmar que brincar é uma característica definidora e universal da infância, embora culturalmente variável. Mas o que é brincar e por que essa é uma atividade tão presente?
Antes de qualquer tentativa de definição, é importante registrar que não só as crianças brincam. Filhotes de outras espécies, principalmente mamíferos, também brincam, mas nem todos. Vamos então começar nossa conversa tentando encontrar o que existe de comum entre as espécies que brincam. Foi o que fez Burghardt (2005) ao elaborar uma síntese com cinco grupos de critérios identificadores, o que ele denomina os “big five” da brincadeira:  Função imediata limitada; Componente endógeno; Diferença temporal ou estrutural; Ocorrência  repetida; Ambiente relaxado.
Mas, para que serve o brincar? Por que esse comportamento foi selecionado? Como um comportamento pode ser crucial e supérfluo ao mesmo tempo? E, se brincar é uma extravagância, como persistiu? Deve ter alguma função de adaptação ou, ao menos, um benefício que sobreponha seu custo, se não teria sido eliminada pelas forças da seleção natural.
Discutiremos esta questão a partir da hipótese de que brincar é, provavelmente, uma adaptação ontogenética, ou seja, um sistema comportamental que melhora a adaptação do indivíduo nos estágios imaturos da vida, perdendo seu significado na idade adulta.

Indicações de leitura:

Bichara, I.D.; Lordelo, E.R.; Carvalho, A.M.A. & Otta, E. (2009) Brincar ou brincar: eis a questão – perspectiva da psicologia evolucionista sobre a brincadeira. In: Yamamoto, M. E. e Otta, E. (Orgs) Psicologia Evolucionista. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 104-113.

Carvalho, A. M. A. (1989). Brincar juntos: natureza e função da interação entre crianças. In C. Ades  (Org.), Etologia: de animais e de homens (pp.199-210). São Paulo: Edicon.

Carvalho, A. M. A.; Pontes, F. A. R.; Magalhães, C. M. C. & Bichara, I. D. (2003). Brincadeira e Cultura: viajando pelo Brasil que brinca. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Yamamoto, M.E. & Carvalho, A.M.A. (2002). Brincar para que? Uma abordagem etológica ao estudo da brincadeira. Estudos de Psicologia, 7(10), 163-164.

Burghardt, G. (2005). The genesis of animal play: testing the limits. Cambridge: MIT Press.

Johnson, J. E., Christie, J. F., & Yawkey, T. D. (1999). Play and early childhood development. New York: Longman.

Thursday, November 20, 2014

NESTE MÊS DE NOVEMBRO, O CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR DISCUTE AS LIÇÕES QUE PODEMOS DERIVAR DE EXPERIÊNCIAS DE CONVIVÊNCIA COM A SECA NO SEMIÁRIDO NORDESTINO PARA NOSSA FUTURA ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS.

O QUE?
CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR – CONVIVÊNCIA COM A SECA, E O QUE PODEMOS APRENDER PARA A ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS: EXPERIÊNCIAS DO PROJETO MATA BRANCA

QUANDO?
21 DE NOVEMBRO DE 2014

A QUE HORAS? 18 HORAS

ONDE? 
SALA LUIZ ORLANDO, BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA (BIBLIOTECA DOS BARRIS), RUA GENERAL LABATUT, 27, BARRIS, SALVADOR-BA

Convivência com a seca, e o que podemos aprender para a adaptação às mudanças climáticas: Experiências do Projeto Mata Branca

Martin Obermaier
Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, COPPE/UFRJ


Resumo

Muito se fala hoje sobre o acontecimento da mudança climática, e seus possíveis impactos – frequentemente desastrosos – sobre o homem e a natureza. O IPCC – principal órgão científico para o avanço do conhecimento sobre a ciência da mudança climática, incluindo medidas mitigatórias e protetoras contra potenciais impactos negativos – considera agora como provável que as interferências humanas no sistema climático elevarão as temperaturas médias globais terrestres entre 2016 e 2035 em +0.3°C a +0.7°C; e em +0.7°C a +4.8°C até o final deste século. Para regiões caraterizadas por climas semiáridos ou áridos, como é o caso da Caatinga, as recentes projeções preveem também consideráveis reduções nos níveis de precipitação (–40 a –50%) e uma maior variabilidade climática, ou seja, uma crescente concentração das chuvas em poucos meses, contribuindo potencialmente para secas mais fortes ou para o processo da desertificação.
Não há dúvida de que a mudança do clima poderá causar fortes consequências para o semiárido nordestino, principalmente no meio rural onde a renda dos pequenos produtores depende muito das condições climáticas e da saúde do meio ambiente. Mas no mesmo tempo em que temos estas perspectivas bastante pessimistas, sabemos também que há um enorme conhecimento acumulado em práticas sustentáveis aplicadas que ajudam os agricultores familiares a sustentarem as suas famílias e protegerem a Caatinga no mesmo tempo – seja pela prática de fundo de pasto, construção de cisternas de placa, uso de hortas comunitárias, aplicação de adubo orgânico, ou melhorando a governança via cooperativismo ou associativismo. Instituições regionais e locais promovem este processo, que também é chamado de convivência com o semiárido, baseado na afirmação de que é (1) possível conviver – em vez de combater – com as características naturais e climáticas da Caatinga; e (2) que a riqueza sociocultural e biológica precisa de proteção para garantir a sobrevivência do povo rural.
Existe aqui uma conexão entre a lógica da convivência e a necessidade de se adaptar à mudança climática; ao final, os dois conceitos pretendem responder à questão da melhor maneira de lidar com condições climáticas adversas, ao mesmo tempo promovendo o desenvolvimento sustentável. Mas enquanto os impactos piores da mudança climática são projetados para o futuro distante – aproximadamente a partir dos anos 2040-50 para frente – a seca e as consequências dela têm um histórico, e são de relevância iminente: desde 2010 a região semiárida do Nordeste está sendo atingido por uma das piores secas do passado, afetando cerca de 10.6 milhões de pessoas. Neste contexto, gastos em ações emergenciais e estruturantes têm ultrapassado R$ 12 bilhões desde 2012.
O objetivo desta palestra é discutir o que podemos aprender desta convivência com a seca para uma futura adaptação às mudanças climáticas. A discussão é baseada nas experiências do Projeto Mata Branca – iniciado em 2007 –, que apoiou até agora 132 subprojetos nos Estados da Bahia e do Ceará com foco em arranjos produtivos locais sustentáveis e medidas de conservação, relacionando-as com o empoderamento de comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas, revitalização de padrões culturais da Caatinga e promoção de igualdade de gênero.

Indicações de leitura:
Conceitos chaves: vulnerabilidade de impacto versus vulnerabilidade social, e mudança climática
Obermaier, M., Rosa, L.P., 2013. Mudança climática e adaptação no Brasil: uma análise crítica. Estudos Avançados 27, 155–176.

Estadão, 2014. IPCC: Como as mudanças climáticas afetarão o Planeta [WWW Document] URL http://topicos.estadao.com.br/ipcc (acessado 11.5.14).

Segurança alimentar e mudanças climáticas
Obermaier, M., Martins, R.D., Antoniazzi, L.B., Lemos, M.C., Herrera, S., 2014. Contextualização da relação entre Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) e adaptação às mudanças climáticas: complexidade do tema e abordagens conceituais, Projeto Estado da Arte: Segurança Alimentar e Adaptação às Mudanças Climáticas. OXFAM, MMA, Salvador.

Pinto, H.S., Assad, E.D. (Orgs.), 2008. Aquecimento Global e a Nova Geografia da Produção Agrícola no Brasil. Embrapa, UNICAMP, São Paulo.

Sobre a convivência com o semiárido
FLEM, CAR, CONPAM, 2013. Projeto Mata Branca. [WWW Document] URL http://projetomatabranca.org.br/ (acessado 11.5.14). Resumo
Silva, R.M.A., 2007. Entre o combate à seca e a convivência com o semi-árido: políticas públicas e transição paradigmática. Revista Econômica do Nordeste 38, 466–485.

Outros estudos
Silva, H.V.O., Silva, G.L., Obermaier, M., Paiva, J.J.J., Nascimento, G.F., Pires, S.H.M., La Rovere, E.L., 2013. Estudo Estratégico de Políticas Públicas em Área do Bioma Caatinga do Estado da Bahia - Sumário Executivo. CAR, Salvador.

Barbieri, A.F., Confalonieri, U.E.C., 2008. Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste, 2000-2050. Cedeplar, LABES/FIOCRUZ.

Marengo, J.A., 2008. Água e mudanças climáticas. Estudos Avançados 22, 83–96.

Propostas para um planejamento de adaptação
Obermaier, M., Lemos, M.C., Martins, R.D., Torres, R.R., Lapola, D.M., 2014. Relatório final com propostas de medidas adaptativas, Projeto Estado da Arte: Segurança Alimentar e Adaptação às Mudanças Climáticas. OXFAM, MMA, Salvador.


COEP, 2011. Subsídios para a Elaboração do Plano Nacional de Adaptação aos Impactos Humanos das Mudanças Climáticas. Grupo de Trabalho Mudanças Climáticas, Pobreza e Desigualdade, Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), Rio de Janeiro.