Friday, July 29, 2011

Café Científico Salvador - 05/08/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Riscos para a saúde humana da exposição cotidiana a radiações eletromagnéticas: o uso de telefones celulares como exemplo

Emerson Sales (Instituto de Química/UFBA)


A radiação eletromagnética associada ao uso do celular foi classificada como
possivelmente carcinogênica e deve ser alvo de mais estudos, segundo avaliação da agência da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável pelo estudo do câncer (Iarc, na sigla em inglês). A conclusão foi divulgada por 31 cientistas de 14 países reunidos em Lyon, na França, para revisar centenas de pesquisas sobre o risco de uso destes e de outros aparelhos. A evidência foi revisada criticamente e avaliada como limitada entre os usuários de celulares para glioma e neuroma (tumores no cérebro), mas inadequada para conclusões sobre outros tipos de câncer. O grupo de trabalho, diz o texto, não quantificou o risco, mas salientou que uma pesquisa no passado sobre uso de celulares, até o ano de 2004, mostrou um crescimento de 40% no risco de glioma na categoria dos usuários mais frequentes de celular - cerca de 30 minutos por dia ao longo de dez anos. Serão apresentados trabalhos recentes sobre o tema, bem como um testemunho de um episodio ocorrido na França em 2007, referente ao uso de sistemas wi-fi.O objetivo da apresentação é de compartilhar informações visando formar uma opinião crítica sobre o assunto, com base nas últimas informações tornadas públicas, permitindo uma reflexão sobre este possível problema da vida moderna, mais um que evidencia nosso contraditório desenvolvimento.

Referências:
1) The Lancet Oncology, Volume 12, Issue 7, Pages 624 - 626, July 2011
doi:10.1016/S1470-2045(11)70147-4
2) The Biointiative report (http://www.bioinitiative.org/)
3) http://www.cancer.org/cancer/cancercauses/othercarcinogens/athome/cellular-phones
4) Christensen HC, Schuz J, Kosteljanetz M, et al. Cellular telephone use and
risk of acoustic neuroma. Am J Epidemiol. 2004;159:277-283.
5) Cellular Telecommunications & Internet Association. Wireless Quick Facts.
2008. www.ctia.org/media/industry_info/index.cfm/AID/10323
6) Centers for Disease Control and Prevention. Frequently Asked Questions about
Cell Phones and Your Health. 2005.
www.cdc.gov/nceh/radiation/factsheets/cellphone_facts.pdf
7) Food and Drug Administration. Cell Phones: Health Issues. 2009.
www.fda.gov/Radiation-EmittingProducts/RadiationEmittingProductsandProcedure
s/HomeBusinessandEntertainment/CellPhones/ucm116282.htm
8) Federal Communications Commission (FCC). Wireless. 2008.
www.fcc.gov/cgb/cellular.html on September 28, 2009.
9) Hardell L, Nasman A, Pahlson A, et al. Use of cellular telephones and the
risk for brain tumors: A case-control study. Int J Oncol. 1999;15:113-116.
10) Hardell L, Hallquist A, Mild KH, et al. Cellular and cordless telephones and
the risk of brain tumours. Eur J Cancer Prev. 2002;159:277-283.
11) Hardell L, Carlberg M, Mild K. Case-control study on cellular and cordless
telephones and the risk for acoustic neuroma or meningioma in patients
diagnosed 2000-2003. Neuroepidemiology. 2005;25:120-128.
12) Inskip PD, Tarone RE, Hatch EE, et al. Cellular telephone use and brain
tumors. N Engl J Med. 2001;344:79-86.
13) International Agency for Research on Cancer. IARC Classifies Radiofrequency
Electromagnetic Fields as Possibly Carcinogenic to Humans. (Press Release)
www.iarc.fr/en/media-centre/pr/2011/pdfs/pr208_E.pdf
14) INTERPHONE Study Group. Brain tumor risk in relation to mobile telephone
use: results of the INTERRPHONE international case-control study. Int J
Epidemiol. Epub ahead of print on May 17, 2010.
15) Johansen C, Boice JD Jr, McLaughlin JK, et al. Cellular telephones and
cancer -- a nationwide cohort study in Denmark. J Natl Cancer Inst.
2001;93:203-207.
16) Lai H, Singh NP. Acute low-intensity microwave exposure increases DNA
single-strand breaks in rat brain cells. Bioelectromagnetics. 1995;16:204-210.
17) Lonn S, Ahlbom A, Hall P, et al. Swedish Interphone Study Group. Long-term
mobile phone use and brain tumor risk. Am J Epidemiol. 2005; 161:526-535.
18) Malyapa RS, Ahern EW, Straube WL, et al. DNA damage in rat brain cells after
in vivo exposure to 2450 MHz electromagnetic radiation and various methods
of euthanasia. Radiat Res. 1998;149:637-645.
19) Minn Y, Wrensch M, Bondy M. Epidemiology of primary brain tumors. In: Prados
M, ed. Brain Cancer. Hamilton: BC Decker; 2002:1-15.
20) Muscat JE, Malkin MG, Thompson S, et al. Handheld cellular telephone use and
risk of brain cancer. JAMA. 2000;284:3001-3007.
21) Muscat JE, Malkin MG, Shore RE, et al. Handheld cellular telephone use and
risk of acoustic neuroma. Neurology. 2002;58:1304-1306.
22) National Cancer Institute. Cellular telephone use and cancer risk. 2009.
www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/cellphones
23) National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). An Investigation of
the Safety Implications of Wireless Communications in Vehicles. 1997.
www.nhtsa.dot.gov/people/injury/research/wireless
24) National Institute of Environmental Health Sciences. Cell Phones. 2011.
www.niehs.nih.gov/health/topics/agents/cellphones/index.cfm
25) Redelmeier DA, Tibshirani RJ. Association between cellular telephone calls
and motor vehicle collisions. N Engl J Med. 1997;336:453-458.
26) Repacholi MH. Radiofrequency field exposure and cancer: What do the
laboratory studies suggest? Environ Health Perspect. 1997;105:1565-1568.
27) Rothman KJ, Chou CK, Morgan R, et al. Assessment of cellular telephone and
other radio frequency exposure for epidemiologic research. Epidemiology.
1996;7:291-298.
28) Savitz DA. Mixed signals on cell phones and cancer. Epidemiology.
2004;15:651-652.
29) Schoemaker M J, Swerdlow AJ, Ahlbom A, et al. Mobile phone use and risk of
acoustic neuroma: results of the Interphone case-control study in five North
European countries. Br J Cancer. 2005;93:842-848.
30) Schuz J, Jacobsen R, Olsen JH, et al. Cellular telephone use and cancer
risk: Update of a nationwide Danish cohort. J Natl Cancer Inst. 2006;98:1707-1713.
31) Stang A, Anastassiou G, Ahrens W, et al. The possible role of radiofrequency
radiation in the development of uveal melanoma. Epidemiology. 2001;12:7-12.

Wednesday, July 06, 2011

Café Científico Salvador - 08/7/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Sistemas complexos: como esta abordagem teórica pode ser usada para analisar dados quantitativos de algumas peculiaridades da vida e da cultura da Bahia

Roberto F. S. Andrade (Instituto de Física/UFBA)


O conceito de sistemas complexos foi formado de maneira espontânea ao longo da segunda metade do século XX, baseado em técnicas matemáticas desenvolvidas no estudo de sistemas dinâmicos não lineares caos e física estatística. De uma forma bastante natural e paulatina, estas metodologias começaram a ser utilizadas por comunidades de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Rigorosamente, até hoje não se tem uma definição precisa que permita delimitar e caracterizar quais objetos pertencem a esta classe. Do ponto de vista matemático, no entanto, o fato do objeto apresentar uma série de propriedades similares, mensuráveis através de algoritmos e definições razoavelmente precisas, permite que possamos formar uma lista de sistemas que atendem a diversos requisitos para poderem adotar tal denominação: não linearidade nas interações com de seus constituintes, presença de aleatoriedade correlacionada com memória de interações passadas, propriedades de invariância de escala, desvio das leis de distribuição para eventos estatisticamente independentes, etc. Nós pretendemos mesclar a nossa exposição, atentando a dois princípios: Ser objetivo na caracterização das propriedades matemáticas, mas evitando ao máximo a utilização da notação que não seja do domínio comum. Sugerir alguns temas que são de nosso cotidiano que sejam passíveis de ser investigado dentro desta abordagem como, por exemplo, o congestionamento da Av. Paralela ou o desfile do carnaval.
Café Científico UFBA - Primeira sessão - 05/07/2011, 20:00

Local: Salão Nobre da Reitoria, UFBA

Muito além do nosso eu

Miguel Nicolelis (Duke University, EUA)



A partir de julho de 2011, a iniciativa do CAFÉ CIENTÍFICO passa a contar com edição mensal na LDM - Livraria Multicampi, o CAFÉ CIENTÍFICO SALVADOR, e edição trimestral na UFBA, o CAFÉ CIENTÍFICO UFBA.

A sessão inaugural do CAFÉ CIENTIFICO UFBA aconteceu no dia 05 de julho às 20:00 horas, no Salão Nobre da Reitoria, com a participação do Prof. Miguel Nicolelis (Duke University, EUA), que na ocasião também lançou seu livro MUITO ALÉM DO NOSSO EU, pela Companhia da Letras.

Sobre o conferencista:
Miguel Nicolelis nasceu em São Paulo, em março de 1961. Formou-se em medicina (1984) e doutorou-se (1988) pela Universidade de São Paulo. Em 1989, determinado a desvendar as leis fisiológicas que regem a interação entre grandes populações de neurônios, mudou-se para os Estados Unidos. Desde 1994 está à frente de um grande laboratório na Universidade Duke, o Duke’s Center for Neuroengineering, base física das avançadas experiências com implantes de microeletrodos neurais em macacos que o tornaram conhecido no mundo todo. É também professor de neurociência na mesma universidade. Suas pesquisas foram publicadas na Nature, na Science e em inúmeras outras revistas científicas. A Scientific American o elegeu um dos vinte cientistas mais influentes do mundo. Membro das Academias de Ciências do Brasil e da França e da Pontifícia Academia das Ciências em Roma, é também fundador e Diretor Científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, entidade dedicada ao fomento da pesquisa científica de ponta e ao desenvolvimento educacional e socioeconômico do Rio Grande do Norte e da região nordeste do Brasil.

Tuesday, May 31, 2011

Café Científico - 20/6/2011, 18:30

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Produção de alimentos em larga escala: O desafio de alimentar o mundo e os impactos ambientais

Pedro Afonso de Paula Pereira (Instituto de Química/UFBA)



Após um crescimento lento pela maior parte da história da humanidade, a população mais do que dobrou na última metade do século XX e início do século XXI. Por volta de 2006, era de cerca de 6,7 bilhões e, de acordo com as previsões mais recentes, deverá alcançar a marca de 9,1 bilhões em 2050. Assim, um grande desafio está posto diante de políticos, administradores públicos e cientistas, entre outros, que é garantir a oferta de energia, serviços de saúde e alimentação de qualidade, a preços acessíveis e não comprometendo a sustentabilidade dos recursos naturais do planeta. Nesse encontro, serão abordados alguns dos principais impactos ambientais provocados pela produção de alimentos em larga escala, discutindo-se os seus aspectos gerais, permeados por uma visão química.

Leituras sugeridas:
• Edward O. Wilson: “A Criação – Como salvar a vida na Terra”; Companhia das Letras; 2006.
• Jared Diamond: “Colapso - Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso”; Ed. Record; 2007.

Tuesday, May 10, 2011

Café Científico - 20/5/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Polinizadores, por que são importantes?

Blandina Felipe Viana (Instituto de Biologia/UFBA)


Os polinizadores desempenham um papel crucial na reprodução da maioria das plantas em todos os ecossistemas terrestres. Eles são responsáveis pela transferência dos grãos de pólen das anteras para o estigma das flores. Este processo, denominado polinização, é fundamental para a conservação e sustentabilidade da flora e da fauna do planeta. A limitação de polinizadores, resultante do declínio das suas populações, causada, principalmente, pelo uso indiscriminado de agroquímicos, uso intensivo do solo, perda de habitat e mudanças climáticas, reduz o potencial reprodutivo das plantas, podendo, em casos extremos, causar a extinção de plantas e animais e levar a mudanças nas paisagens e na oferta de alimentos. Na ultima década, em todo o mundo, ações voltadas para a conservação e uso sustentável de polinizadores vem sendo empreendidas. Entretanto, ainda são necessários esforços para ampliar a compreensão geral sobre o valor dos polinizadores para a conservação dos recursos agrícolas e naturais. Assim, nessa palestra, pretende-se apresentar os polinizadores, o que fazem, as principais ameaças e os desafios para a conservação e o manejo, em sistemas naturais e agrícolas.

Saturday, April 02, 2011

Café Científico - 8/4/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

A Ciência de Criar Substâncias Sobrenaturais

Silvio Cunha (Instituto de Química/UFBA)


Desde que domesticamos o fogo, nós humanos temos modificado a variedade de substâncias presentes na natureza através de transformações químicas.
A necessidade de comer, vestir, locomover, viver mais e melhor, amar e ser feliz tem motivado a criação, primeiro em laboratório e depois em escala industrial, de substâncias que não estão disponíveis na natureza – substâncias denominadas não naturais (de certa forma, “sobrenaturais”). Além da necessidade, a boa e velha curiosidade – apenas ela – também tem sido um bom estímulo.
A ciência que proporciona esta façanha é a síntese química e, em particular, a síntese orgânica, que se dedica à criação de moléculas de carbono e derivados. A forma como se faz isto, promovendo reações químicas de forma controlada, será o mote de nossa conversa, exemplificando com substâncias bem conhecidas do público em geral.

Leitura Complementar – se for ler apenas uma delas, leia a primeira.
1. Os Botões de Napoleão – as 17 moléculas que mudaram a história, Jorge Zahar Editor.
2. Barbies, Bambolês e Bolas de Bilhar – 67 deliciosos comentários sobre a fascinante química do dia-a-dia, Joe Schwarcz, Jorge Zahar Editor.
3. Moléculas, P. W. Atkins, EDUSP.
4. Descobertas Acidentais em Ciências, Roystin M. Roberts, Papirus.
5. Vitórias da Química – a conquista do direito à saúde, Daniel Bovet, Editora da UnB.
6. Alquimistas e Químicos – o passado, o presente e o futuro, José Atílio Vanin, Editora Moderna.

Wednesday, March 09, 2011

Café Científico - 18/03/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Como os Materiais Quebram?

João Augusto de Lima Rocha (Departamento de Construção e Estruturas da Escola Politécnica da UFBA)



É de grande interesse o conhecimento da capacidade resistente dos sólidos, pelo que isto representa para a maioria das atividades que envolvem nossas vidas. Embora seja importante o conhecimento de como se dão, no íntimo da matéria, os processos que levam os materiais a oferecer resistência, diante de ações externas impostas aos sólidos, a ênfase aqui será colocada na compreensão dos fenômenos, pelo lado do desempenho efetivo do objeto sólido, que pode ser, por exemplos, uma taça de cristal, um pino minúsculo, um avião, um osso, um tênis, um edifício, um navio, uma montanha, uma encosta ou uma nave espacial. O que interessa é garantir, com grande probabilidade, no projeto de um sólido, sua estabilidade material, a nível local e global, para que os padrões de desempenho dele esperados sejam considerados satisfatórios, durante o tempo de sua vida útil. O exame do fenômeno das tensões e das deformações nos sólidos é fundamental na formulação dos modelos matemáticos desses problemas.

Referências:
Carneiro, F. L. Lobo B. Galileu e os efeitos do tamanho, Revista Ciência Hoje, v. 9, n.
50, jan/fev 1989, Rio de Janeiro.
Carneiro, F. L. Lobo B. Galileu, fundador da teoria dos materiais. In: História da técnica e da tecnologia. Ruy Gama, org., São Paulo: T. A. Queiroz, 1985.
Galilei, Galileu Duas Novas ciências, São Paulo: Nova Stella, 1988.
Rocha, João Augusto de L. Termodinâmica da Fratura: uma nova abordagem do problema da fratura nos sólidos, Salvador: EDUFBA, 2010.
Timoshenko, S. P.; Gere, J. Mecânica dos Sólidos, 2. vols., Rio: LTC, 1984. Há uma boa síntese histórica no final de cada volume, retirada do excelente livro de S. P. Timoshenko, History of Strength of Materials, New York: Dfover, 1983, que, infelizmente, ainda não existe em português.

Friday, February 04, 2011

Café Científico - 11/02/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

O relevante e o significativo: Alguns limites entre filosofia e ciência

João Carlos Salles (Depto. de Filosofia, FFCH-UFBA)

Friday, January 28, 2011

Simpósio EPISTEMOLOGIA, MODELAGEM MATEMÁTICA E A CONSTRUÇÃO DE MODELOS PREDITIVOS EM ECOLOGIA

O Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, aprovado no Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq, e coordenado pelo Prof. Charbel El-Hani (IB-UFBA) promove, no dia 8 de Fevereiro de 2011, o Simpósio "Epistemologia, Modelagem Matemática e a Construção de Modelos Preditivos em Ecologia". O Simpósio reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros para debater as contribuições da epistemologia e da modelagem matemática para a construção de uma ecologia com maior poder preditivo e maior impacto sobre a gestão e o manejo de problemas ambientais.

O evento ocorrerá no Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA, no dia 8 de Fevereiro de 2011 nos turnos matutino e vespertino. A abertura do evento ocorrerá às 9 horas da manhã.

O simpósio é gratuito, mas necessita de inscrição, que deve ser feita através do email iv.simposio.pronex@gmail.com, informando o nome do simpósio em que está se inscrevendo

EPISTEMOLOGIA, MODELAGEM MATEMÁTICA E A CONSTRUÇÃO DE MODELOS PREDITIVOS EM ECOLOGIA



Promoção: Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq.



Organização: Profs. Charbel Niño El-Hani (IB-UFBA), Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA), Francisco Carlos Rocha de Barros Junior (IB-UFBA), Hilton Ferreira Japyassu (IB-UFBA), Blandina Felipe Viana (IB-UFBA), Leila Costa Cruz (IMS/UFBA), Raymundo José de Sá Neto (Depto. Ciências Naturais, UESB), Washington de Jesus Sant’Anna da Franca Rocha (Programa de Pós-Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente, UEFS).



Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA.



Manhã

09:00-10:00 – o Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”

Prof. Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA)



10:30-12:00 – Ecology and prediction: The case of biodiversity (Ecologia e Predição: O caso da Biodiversidade) – Esta palestra será proferida em inglês.

Julien Delord (Equipe de recherche: Patrimoine, Histoire des Sciences etTechniques – PaHST. Université de Bretagne Occidentale, France)



Tarde

14:00 – 15:30 – Generalizações na ecologia

Prof. Charbel Niño El-Hani (IB-UFBA)



15:30 – 16:00 – Coffee break



16:00 – 17:30 – Técnicas computacionais aplicadas a modelos em biologia e ecologia

Profa. Claudia Pio Ferreira ((UNESP, Botucatu)



17:30 – 19:00 – Persistence and extinction in mathematical biology (Persistência e Extinção na Biologia Matemática) – Esta palestra será proferida em inglês.

Prof. Herb Freedman (Dept. of Mathematical and Statistical Sciences, University of Alberta, Canada)

Tuesday, January 25, 2011

O Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, aprovado no Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq, e coordenado pelo Prof. Charbel El-Hani (IB-UFBA) promove, no dia 7 de Fevereiro de 2011, o Simpósio "Problemas Ambientais do Estado da Bahia e as Contribuições da Pesquisa Ecológica". O Simpósio reunirá pesquisadores e técnicos ambientais para debater os seguintes temas:

Restauração Ecológica e Reintrodução de Fauna
Plano Estadual de Combate à Desertificação
Problemas Ambientais da Baía de Todos os Santos
Conservação de Populações de Espécies Ameaçadas

O evento ocorrerá no Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA, no dia 7 de Fevereiro de 2011 nos turnos matutino e vespertino. A abertura do evento ocorrerá às 8 horas da manhã.

O simpósio é gratuito, mas necessita de inscrição, que deve ser feita através do email iv.simposio.pronex@gmail.com, informando o nome do simpósio em que está se inscrevendo


PROBLEMAS AMBIENTAIS DO ESTADO DA BAHIA E AS CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA ECOLÓGICA


Promoção: Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq.


Organização: Profs. Charbel Niño El-Hani (IB-UFBA), Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA), Francisco Carlos Rocha de Barros Junior (IB-UFBA), Hilton Ferreira Japyassu (IB-UFBA), Blandina Felipe Viana (IB-UFBA), Leila Costa Cruz (IMS/UFBA), Raymundo José de Sá Neto (Depto. Ciências Naturais, UESB), Washington de Jesus Sant’Anna da Franca Rocha (Programa de Pós-Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente, UEFS).


Local: Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA.


Manhã

08:00 – Abertura do evento.



08:30 – 10:30 – Mesa redonda: Restauração Ecológica e Reintrodução de Fauna

Participantes:

Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA)

Simone Souza Campos (IBAMA)

Samanta Levita Coutinho (IBAMA)



10:30-10:45 – Coffee break



10:45 – 12:45 – Mesa redonda: Plano Estadual de Combate à Desertificação

Washington de Jesus Sant’Anna da Franca Rocha (Programa de Pós-Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente, UEFS).

José Augusto de Castro Tosato (Diretoria Socioambiental Participativa – DSP, INGÁ)

Luis de Lima Barbosa (Coordenação Socioambiental – COSAM, INGÁ)



Tarde

14:30-16:30 – Mesa redonda: Problemas Ambientais da Baía de Todos os Santos

Francisco Carlos Rocha de Barros Junior (IB-UFBA)

Erika Meireles Campos (Diretoria Geral de Projetos, IMA)

Eratóstenes de Almeida Fraga Lima (Coordenador da Universidade Popular das Águas – UNIHIDRO, INGÁ)



16:30-16:45 – Intervalo



16:45 – 18:45 – Mesa redonda: Conservação de Populações de Espécies Ameaçadas

Raymundo José de Sá Neto (Depto. Ciências Naturais, UESB)

Fátima Oliveira (ICMBio)

Gustave Lopez (Coordenador Regional-BA, Projeto Tamar)

Thursday, January 20, 2011

Resumo Café - 21/01/2011, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Violência Urbana em Salvador

Luiz Viana (IML)


Com o objetivo de analisar a evolução das desigualdades socioespaciais na mortalidade por causas externas e homicídios em Salvador (BA), 2000 e 2006, foi realizado estudo ecológico, tendo as zonas de informação (ZI) e estratos sociais como unidades de análise. O IBGE e Secretaria Municipal de Saúde foram fontes de dados. As causas básicas de óbito foram revisadas e reclassificadas com base em relatórios do IML. As ZIs foram classificadas em quatro estratos sociais a partir da renda e escolaridade. Calculou-se a razão entre as taxas de mortalidade (Razão de Desigualdade). Verificou-se aumento de 98,5% na taxa de homicídios no período. Em 2000, o risco de morte por causas externas e homicídios n o estrato de piores condições de vida foi, respectivamente, 1,40 e 1,94 vezes maior que no estrato de referência. Em 2006 estes valores foram de 2,02 e 2,24. Os autores discutem as implicações para as políticas publicas intersetoriais evidenciados pelos achados do presente estudo.
Resumo Café - 13/12/2010, 18:30

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

A Zona Costeira e O Dilúvio Universal

José Maria Landim Dominguez (IG-UFBA)

A zona costeira é a zona de interação entre os continentes e os oceanos. Sua origem na maior parte dos casos data da separação entre os continentes, que determinam seus principais traços geológicos, como os tipos litológicos que afloram nas praias, a orientação da linha de costa etc. Nos últimos milhões de anos perturbações na orbita da terra (inclinação do eixo de rotação, precessão dos equinócios e variação na ecentricidade da órbita terrestre) resultantes da atração gravitacional de planetas como Jupiter e Saturno, provocaram mudanças no grau de insolação do planeta principalmente nas regiões de alta latitude. Estas mudanças por sua vez resultaram em expansões e retrações de grandes lençois de gelo no hemisfério norte que tiveram como principal consequencia variações no nivel dos mares da ordem de várias dezenas de metros. Assim é que desde 120.000 anos atrás com a expansão destes lençóis de gelo, o nivel do mar desceu progressivamente, posicionando-se cerca de menos 120m abaixo do nível atual por volta de 20.000 anos atrás. Durante este prolongado periodo de abaixamento o homem se espalhou por todos os continentes. A partir de 20.000 anos atrás os grandes lençóis de gelo começaram a derreter e o nivel mar subiu rapidamente. Durante este periodo, algumas vezes o nível do mar subiu até 5 m em um século. Este foi o verdadeiro dilúvio universal que inundou as plataformas continentais e zonas costeiras de todo o mundo deslocando populações e mudando dramaticamente a geografia destas regiões. O objetivo desta palestra será portanto o de contar esta história da origem da zona costeira deste grande diluvio, com enfase principalmente na costa da Bahia.

Sunday, November 07, 2010

Resumo Café - 19/11/2010, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

O que é um número? Das quantidades às estruturas algébricas abstratas:
uma história

André Luis Mattedi Dias (IHAC-UFBA)


O que é um número? Como pessoas com diferentes graus de escolaridade e diferentes perfis de formação profissional respondem a esta pergunta? Quando esta pergunta é apresentada para professores de matemática, formados ou prestes a se formar, normalmente é imensamente majoritária uma resposta: os números representam quantidades. Todavia, não é este o conceito moderno de número institucionalizado na comunidade científica-profissional dos matemáticos, que domina nos currículos dos cursos de matemática de graduação, licenciatura ou bacharelado. Apresentaremos uma brevíssima e sintética história sobre o assunto, destacando aspectos sobre a produção desta concepção tradicional de número, que o associa com quantidade, contrapondo-a à produção da concepção moderna e científica de número.

LEITURAS COMPLEMENTARES:
ALMEIDA, Manoel de Campos. Origens dos numerais. SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MATEMÁTICA, IV, Natal, 2001. Anais... Rio Claro: SBHMat,
2001, p. 119-130.
GERDES, Paulus. Sobre a origem histórica do conceito de número.
Boletim GEPEM. Rio de Janeiro, ano XVII, n. 30, p. 39-47, 1o sem.
1992.
DAMEROW, Peter. Números: herança biológica ou invenção humana? In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MATEMÁTICA, IV, Natal, 2001.
Anais... Rio Claro: SBHMat, 2001, p. 150-173.
RITTER, James. A cada um a sua verdade: as matemáticas no Egipto e na
Mesopotâmia. In: SERRES, Michel. (dir.). Elementos para uma história
das ciências, v. I. Lisboa: Terramar, 1996, p. 49-72.
ÁVILA , Geraldo. Grandezas incomensuráveis e números irracionais . RPM, n. 5.
ÁVILA , Geraldo. Eudoxo, Dedekind, números reais e ensino de
Matemática . RPM, n. 7
CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da matemática. Lisboa:
Sá da Costa, 1984.
GLAESER, Georges. Epistemologia dos números negativos. Boletim GEPEM.
Rio de Janeiro, n. 17, p. 29-124, 1985.
SCHUBRING, Gert. rupturas no estatuto matemático dos números
negativos. Boletim GEPEM. Rio de Janeiro, n. 37, p. 51 – 64, ago.
2002; n. 38, p. 73 – 93, fev. 2001.
BALDINO, Roberto Ribeiro. A ética de uma definição circular de número
real. Bolema. Rio Claro, a. 10, n. 9, p. 31-52,1994.

Wednesday, October 06, 2010

Resumo Café - 08/10/2010, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

O Fascinante Mundo dos Fungos

Aristóteles Goés Neto (Depto. de Ciências Biológicas, UEFS)



Os fungos juntamente com os insetos são um dos grupos de organismos mais diversos da Terra. São conhecidos apenas cerca de 105.000 espécies de fungos, aproximadamente 7% do estimado de 1,5 milhões de espécies. Os fungos são organismos eucarióticos, quimioheterotróficos, de nutrição absortiva com digestão extracorpórea parcial, predominantemente aeróbicos ou fermentadores facultativos, que
apresentam estrutura corpórea pluricelular micelial (fungos filamentosos) ou unicelular leveduriforme (leveduras), com parede celular constituída de quitina, glicanos e proteínas tendo o ergosterol como principal esteróide constituinte da membrana plasmática. Os fungos são predominantemente sapróbios e a decomposição, particularmente em ambientes terrestres, é a principal função ecológica desempenhada por este grupo de organismos. Eles podem ainda viver associados a outros organismos como parasitas ou mutualistas, como também formarem associações que não compreendem nem relação de parasitismo estrito nem mutualismo estrito, como no caso
dos líquens e fungos endobióticos. A importância econômica dos fungos para as sociedades compreendem tanto aspectos negativos, ou danos que estes organismos podem causar à economia, quanto aspectos positivos, podendo ser aproveitados economicamente. Os aspectos positivos dos fungos na economia, entretanto, suplantam os negativos. No setor agropecuário, os fungos já são utilizados para a micorrização de
sementes de algumas plantas cultivadas e no controle biológico de animais, plantas e fungos parasitas de vegetais agricultáveis. O impacto positivo dos fungos na economia decorre principalmente do setor industrial, já que diversos produtos são o resultado direto da atividade biológica desses organismos. Toda a indústria de processos fermentativos, quer de bebidas ou de alimentos fermentados, baseia-se na utilização industrial do processo natural de fermentação realizado por fungos. Os fungos são ainda utilizados para a produção tanto de metabólitos primários, como enzimas, como de metabólitos secundários como antibióticos, alcalóides e pigmentos. Os fungos ainda têm sido utilizados na biorremediação de compartimentos ambientais (ex. solo) comprometidos por altos índices de poluentes, de forma que vêm sendo
utilizados para uma decomposição mais eficiente do lixo orgânico, de compostos naturais recalcitrantes e de xenobióticos, assim como na biosorção de metais pesados e compostos radioativos. Além disso, os fungos compreendem uma importante fonte de novos compostos bioativos.

Bibliografia (em português):
AZEVEDO, J. L. ESPOSITO, E. 2009. FUNGOS - UMA INTRODUÇAO A BIOLOGIA,
BIOQUIMICA E BIOTECNOLOGIA. Caxias do Sul: EDUCS, 2ª Edição.

Tuesday, September 07, 2010

Resumo Café - 13/09/2010, 18:30

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Nanotecnologia e Nanociência: O que é? Como se faz? Para que serve? Que perigos encerra?

Caio Mário Castro de Castilho (Instituto de Física/UFBA)


Neste seminário serão apresentados alguns aspectos relativos ao que atualmente se denomina de Nanotecnologia e Nanociência. Após um brevíssimo histórico a respeito de alguns marcos do desenvolvimento destas áreas de atividade, serão discutidos o significado destes termos, como se realizam investigações e como se executam atividades relativas ao tema, quais os seus potenciais benefícios, algumas das suas aplicações e algumas perspectivas, inclusive a respeito dos perigos que potencialmente estas atividades podem encerrar.

A apresentação será feita numa linguagem simples, accessível a um público leigo mas com o necessário rigor no emprego na terminologia e na formulação dos conceitos.

Bibliografia sugerida (disponível na rede):
Parcerias Estratégicas/Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – no 18, (agosto de 2004) – Brasília: CGEE 2004.

Monday, August 16, 2010

Resumo Café - 20/08/2010, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

UM DIÁLOGO COM DOIS LIDERES INDÍGENAS:
ISAKA HUNI KUIN (Osvaldo Kaxinawá) &
INKA MURU (Agustinho Manduca Kaxinawá)


Com participação da Professora Cecilia McCallum (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA/Depto. de Antropologia)


Professora Cecilia McCallum (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA/Depto. de Antropologia) introduzirá Isaka e Inka Muru Huni Kuin, os palestrantes principais, que discorrerão sobre o tema Conhecendo os Huni Kuin (Kaxinawá) do Acre: uma civilização indígena amazônica no Brasil do século XXI. A Profa. McCallum é antropóloga, pesquisadora e estudiosa da cultura Huni Kuin do Acre. Durante a sua breve apresentação, ela falará sobre o que aprendeu durante a sua vivência numa aldeia no alto Purus e introduzirá esse povo indígena, para o que utilizará uma amostra de imagens. Por fim, ela tratará da situação dos Huni Kuin no rio Jordão, área de onde procedem os palestrantes principais, os líderes Agostinho e Osvaldo Kaxinawá.


Quem são os Kaxinawá, Huni Kuin



Os Kaxinawá, que se autodenominam Huni Kuin, “Gente Verdadeira”, são falantes da família lingüística Pano Hãtxa Kuin, “língua verdadeira”. Eles habitam a floresta tropical desde o leste peruano até o Acre, constituindo a população indígena mais numerosa desse estado. Conquistaram o reconhecimento legal do seu posse de várias áreas indígenas, nas quais a sua população está crescendo e fortalecendo a sua antiga civilização, através do estabelecimento da sua independência econômica e cultural, o fortalecimento da sua organização política e o engajamento com o estado nacional e a civilização não-indígena. Em todas as terras Kaxinawá do Acre há escolas funcionando com professores indígenas bilíngües, um agente de saúde e um agente agroflorestal. Como professor bilingue, Isaka (Osvaldo) participa de um verdadeiro renascimento cultural; e Inka Muru (Agostinho), que participou da reconquista das terras do seu povo, nas décadas finais do século XX, segue liderando os Huni Kuin, social e culturalmente.

Entre novembro e dezembro de 2009, dois representantes da Organização Não-Governamental, a AMEI - Associação de Arte, Meio Ambiente, Educação e Idosos de Salvador-BA - conheceram a aldeia São Joaquim, no Rio Jordão, desencadeando, assim, uma parceria na área de educação. Agostinho e Osvaldo Kaxinawá visitam Salvador através dessa parceria.

Recomendações para leitura:
WEBER, Ingrid. Um copo de cultura: os Huni Kuin (Kaxinawá) do rio Humaitá e a escola. Rio Branco: Edufac. 2006.
LAGROU, Els M. A fluidez da forma: arte, alteridade e ação em uma sociedade amazônica (Kaxinawá, Acre): Rio de Janeiro: Topbooks. 2007.
AQUINO, Terri V. de; IGLESIAS, Marcelo M. P. Kaxinawá do Rio Jordão: história, território e desenvolvimento sustentado. Rio Branco, AC: Gráfica Kenê Hiwê/CPI-Acr, 1994.
HENIPABU MIYUI: HISTÓRIA DOS ANTIGOS. Editora UFMG. 2000.
CAPISTRANO DE ABREU (J.) Ra-txa Hu-ni-ku-i a Lingua dos Caxinauas do Rio Ibuacu ... Grammatica, Textos e Vocabulario Caxinauas [Paperback] Sociedade Capistrano de Abreu; 2nd edicao edition (January 1, 1941) ASIN: B001Y6519E
KENSINGER, Kenneth. How Real People Ought to Live: the Cashinahua of Eastern Peru. Prospect Heights, IL: Waveland Press. 1995.
MCCALLUM, Cecilia. Gender and Sociality in Amazonia: How Real People are Made. Oxford: Berg, 2001
DESHAYES, P. & KEIFENHIEM, B.Pensar el Otro. Entre los Huni Kuin de la Amazonia Peruana. 2003. Lima Instituto Francês de Estudios Andinos / CAAAP.

Wednesday, July 28, 2010

Resumo Café - 13/08/2010, 18:00

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade


Minério: Base material da trajetória humana

Haroldo Sá (IG-UFBA)

Durante milênios, os fragmentos de rocha, os galhos de árvores e o barro foram, praticamente, as únicas matérias primas que nossos antepassados sabiam utilizar para atender suas necessidades básicas: caçar a comida, cortar um alimento, fazer fogo, construir um abrigo, defender-se do inimigo ou atacá-lo. Mas, sua capacidade de observação e aprendizado - e alguns acasos iniciais - levaram o homem a descobrir que era possível extrair metais das rochas e, com eles, fabricar utensílios bem mais eficientes. A combinação do cobre com o estanho deu origem à liga conhecida como bronze e, assim, inaugurou-se um novo estágio no desenvolvimento da civilização, conhecida como a idade do bronze. Por volta de 1.300 a.c., em alguns lugares da Ásia, já se produziam armas, arados e outros objetos de ferro, bem mais resistentes que os equivalentes feitos de bronze.

No século XIX, mais de 30 elementos da tabela periódica eram extraídos de diversos tipos de minério para fabricar pontes, casas, veículos, armas etc. Hoje, praticamente todos os elementos químicos, inclusive os isótopos artificiais, estão, direta ou indiretamente, presentes em todos os objetos e recursos que nos cercam e que utilizamos na vida moderna: aviões, celulares, alimentos, embalagens, equipamentos médicos, próteses e outros exemplos que fariam uma lista interminável.

Para a maioria das pessoas, os termos idade da pedra lascada (paleolítico), idade da pedra polida (neolítico), idade do bronze, idade do ferro são bem entendidos como estágios do desenvolvimento da civilização. Hoje, fica difícil nomear o nosso tempo: idade do alumínio (?), do silício (?). Entretanto, todos esses estágios têm um vínculo essencial com a matéria prima mineral extraída de um minério, a base material da trajetória humana.

Projetando essa trajetória surge a pergunta:
Nosso planeta tem reservas de minério suficientes para atender as demandas futuras de uma crescente população mundial?


Referências básicas:

STREET, A. & ALEXANDER, W. – 1994 – “ Metals in the Service of Man”. 10th ed., 309 p., Penguin Books.

WEINER, J> - 1988 – “ O Planeta Terra” , trad., 361 p., Livraria Martins Fontes Editora Ltda.

TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M.; FAIRCHILD, T.R.; TAIOLI, F. – 2000 - “Decifrando a Terra” 557 p., Oficina de Textos.

BLAINEY, G. – 2004 – “Uma Breve História do Mundo” , trad. 2ª. ed., 342 p., Editora Fundamento.

Tuesday, July 06, 2010

Resumo Café - 12/07/2010, 18:30

Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade

Políticas Públicas de Ciência e Tecnologia no Brasil

Amilcar Baiardi (UFRB/UFBA)

A intervenção estatal em C&T da Colônia para o Império e do Império para a República. A visão da intervenção dirigida para o desenvolvimento científico-tecnológico, dos eruditos viajantes para os PBDCTs, na segunda metade do século XX. Formação do sistema Brasileiro de C&T e o papel de Anísio Teixeira. Os desequilíbrios regionais, os fundos setoriais, os editais induzidos e a CGEE. O papel da SBPC edas sociedades científicas. A matriz recente do sistema brasileiro de C&T&I e os INCTs.

Recomendações para leitura:

• BAIARDI, A. Sociedade e Estado no apoio à Ciência e à tecnologia. São Paulo: HUCITEC, 1997;
• BAIARDI, A. O desenvolvimento da atividade científica no Brasil. In: SCLIAR, M. Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil. São Paulo, Odysseus, 2002;
• MARCOVITCH, J. (org) Administração em Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro: FINEP/ EDGARD BLÜCHER, 1983.
• SICSU, A. B. Regionalização da política nacional de ciência e tecnologia. Recife: CNPq/Agencia do Nordeste, 1989.
• SCHWARTZMAN, S Formação da comunidade científica no Brasil. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional/FINEP, 1979.
• SCHWARTZMAN, S (coord.) Science and technology in Brazil: a new policy for a global world. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 1995.
• ______________________ A capacitação brasileira para a pesquisa científica e tecnológica. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 1996.

Monday, June 07, 2010

Resumo Café - 14/06/2010

Lévi-Strauss, o Brasil e a Etnologia Indígena

Edwin Reesink (CCH, UFPE) e Maria Rosário de Carvalho (FFCH, UFBA)

“O Brasil representa a experiência mais importante da minha vida, ao mesmo tempo pela distância e pelo contraste, mas também porque determinou minha carreira” (Folha de São Paulo, 22 de fev. de 2005: p. A14). Esta afirmação de Lévi-Strauss foi feita por ocasião do ano França - Brasil, mas afirmações sobre a sua “dívida muito profunda” com o país apareceram a cada vez que ele foi perguntado sobre esse período da sua vida e as conseqüências para sua carreira como antropólogo. Realmente, do seu livro mais conhecido – Tristes Tropiques – se depreende, facilmente, como a sociedade brasileira da época o impressionou e o conduziu a estudos de colonização e urbanização. Mas, é claro, o que de fato é lembrado e marcou a sua trajetória antropológica foram as expedições a povos indígenas no interior. Após testemunhar a situação de penúria dos Kaingang, que sofriam com a dominação por parte da sociedade nacional, seguiram-se pesquisas entre os Kadiweu e os Bororo. Os primeiros o impressionaram pelos desenhos corporais, os segundos por seus elaboradíssimos sistemas social e ritual. A publicação do material Bororo na França, a exposição dos objetos e os filmes produzidos facilitaram o acesso aos americanistas proeminentes da França e o tornaram mais conhecido. Ademais, possibilitaram o financiamento da expedição aos Nambikwara. Se o Brasil foi fundamental para a carreira do antropólogo iniciante, esta experiência foi o ápice e o cerne da iniciação.
Lévi-Strauss sempre considerou que sua passagem pelos cerrados da Chapada dos Paresis teve o peso de um “trabalho de campo” que o credenciou suficientemente, em termos antropológicos. De fato, ele trabalhou muito, teve uma grande empatia com os índios e chegou a afirmar se tratar da sociedade mais interessante que havia encontrado. Não é por acaso que nos primeiros artigos por ele publicados, decorrentes da sua expedição ao Brasil e aos Estados Unidos, durante a II Grande Guerra, os Nambikwara e os outros povos indígenas constituem a sua grande inspiração. Os temas aí tratados são inovadores por que tratam de terminologias de parentesco e afinidade, aliança, reciprocidade e hierarquia, e das relações dos grupos locais com o exterior. Se a primeira grande obra, Estruturas Elementares do Parentesco, pouco se ocupa das culturas indígenas, por falta de dados, em diversos momentos dos anos 1950 os povos indígenas aparecem: não são nem “arcaicos”, nem “simples”, e as aparências da sua organização social podem enganar, exibindo um dualismo dinâmico. Se estes artigos inspiraram pesquisas etnográficas, é com as Mitológicas, na década de 1960, que a etnologia indígena ocupa, pela primeira vez, o centro das atenções na antropologia mundial. Não é fortuito que esta mega-análise das qualidades concretas que revelam estruturas complexas do pensamento começa com um mito Bororo. A partir de então, a etnologia indígena toma, realmente, um impulso etnográfico e realiza um vôo teórico que redundarão no estado da arte atual, com um grau de conhecimento etnográfico e uma sofisticação teórica extremamente devedores às etnografias, intuições, inspirações e preocupações de Lévi-Strauss. O que, cabe assinalar, deixou-o, ao final da sua vida, muito satisfeito.

Referências:
Aspelin,P.
1976 “Nambicuara economic dualism: Lévi-Strauss in the garden, once again”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 132, nr. 1.
1978 “Comments by Aspelin”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 134, nr.1.
1979 “The Ethnography of Nambicuara Agriculture”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 135, nr.1.

Faria, Luiz de Castro
2001 Another Look. A diary of the Serra do Norte Expedition. Rio de Janeiro : Ouro Sobre Azul.

Lévi-Strauss, C.
1943 “The social use of kinship terms among Brazilian Indians”. In: American Anthropologist Vol.45, Issue 3, Part 1.
1944 “Reciprocity and Hierarchy”. In: American Anthropologist vol.46, Issue 2.
1946 “The name of the Nambikuara”. In: American Anthropologist Vol. 48, Issue 1.
1948a “The Nambicuara”. Em J.Steward (ed.), Handbook of South American Indians vol. 3. Washington: U. S. Government Printing Office.
1948b “La Vie familiale et sociale des Indiens Nambikwara”. In: Journal de la Société des Américanistes Tome XXXVII.
1957 Tristes Tropicos. São Paulo: Edições Anhembi.
1970 Antropologia Estrutural. Tempo Brasileiro: Rio de Janeiro.
1976a “Guerra e comércio entre os índios da América do Sul”. In: E. Schaden (ed.), Leituras de Etnologia brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional.
1994 Saudades do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.


Price, P. David
1978 “Real toads in imaginary gardens: Aspelin vs. Lévi-Strauss on Nambiquara nomadism”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 134, nr.1.
1991 “Nambiquara Nomadism: A Final Note”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 147, nr.1.

Reesink, Edwin
2008 “Lévi-Strauss e os Trópicos dos Nambikwara”. In: Revista Portuguesa da História do Livro, Ano XI (2007), No. 22.

Souza, Marcela Coelho de e C.Fausto
2004 “Reconquistando o campo perdido: o que Lévi-Strauss deve aos ameríndios”. In: Revista de Antropologia, vol. 47 no.1.

Viveiros de Castro, E.
2008 “Une société réduite à as plus simple expression”. In : (sem ed.) Le Siècle de Lévi-Strauss. Paris : Saint Simon e CNRS éditions.
2009 “Claude Lévi-Strauss”. Entrevista de Viveiros de Castro. In: Estudos Avançados vol.23 no.67.

Wednesday, May 19, 2010

Resumo Café - 28/05/2010

A ciência fala do real?

Charbel Niño El-Hani
(Instituto de Biologia, UFBA)

Partiremos da discussão dos modelos científicos como elementos centrais na construção do conhecimento que a ciência nos proporciona sobre o mundo. Distinguiremos modelos de escala, modelos analógicos, modelos matemáticos e modelos teóricos. Ao discutir modelos teóricos, nosso argumento se baseará na impossibilidade de os modelos maximizarem simultaneamente três características: generalidade, precisão e realismo. Mostraremos, então, que modelos nunca são a realidade, constituindo erro grave confundir um com o outro. Mais do que isso mostraremos que, de modo normativo, modelos devem ser distintos da realidade. De outro modo, não podem cumprir o papel que lhes cabe na ciência. Assim, contrariamente ao que muitas vezes se pensa, não é na preservação de toda informação sobre o real que está o poder dos modelos, mas, antes, na perda de informação orientada pela atenção seletiva que uma teoria científica nos fornece relativamente a variáveis relevantes e irrelevantes para a compreensão da situação modelada. À luz desse argumento, discutiremos o papel da abstração na construção de modelos, em particular, na obtenção de generalidade. Esta é uma característica das representações, incluindo os modelos, que não escapou ao escritor argentino Jorge Luís Borges, como podemos ver em seu “Del rigor de la ciencia”, onde ele descreve a vã busca de um mapa perfeito, destituído de utilidade (ver http://www.youtube.com/watch?v=zwDA3GmcwJU e http://www.youtube.com/watch?v=if0YH_PC02Y). Finalizaremos, então, com uma discussão sobre como podemos derivar, deste modo de compreender os modelos, uma conclusão mais geral sobre todo e qualquer conhecimento humano. Não temos como saber o que é o verdadeiro e o real, não importa de qual forma de conhecimento estejamos falando. Trataremos, então, de duas respostas a esta impossibilidade: de um lado, uma realista, na qual se busca formular uma noção consistente de verdade aproximada, entendida como uma correspondência entre a realidade e as entidades teóricas (inobserváveis) e empíricas (observáveis) de nossas teorias e modelos. De outro, uma anti-realista, que se restringe à possibilidade de uma correspondência entre as aparências da realidade, tal como presentes em nossa experiência (na forma de observações, medições, relatos experimentais), e as entidades empíricas de nossas teorias e modelos. Será importante discutir, então, qual o estatuto das entidades teóricas em tal visão anti-realista, em particular, a idéia de que elas são ficções úteis, às quais não é necessário adicionar qualquer hipótese de correspondência ao real.


Bibliografia

BLACK, Max. Models and Metaphors. Ithaca, NY: Cornell University Press, 1962.
BORGES, Jorge Luís. História Universal da Infâmia. Rio de Janeiro: Globo, 2001.
CHALMERS, Alan F. O que é Ciência Afinal? São Paulo: Brasiliense, 1995.
DUTRA, Luiz Henrique. Introdução à Teoria da Ciência (3a Ed.). Florianópolis: UFSC, 2009.
GODFREY-SMITH, Peter. Theory and Reality. Chicago: University of Chicago Press, 1993.
HACKING, Ian. Representing and Intervening. Cambridge: Cambridge University Press, 1983.
VAN FRAASSEN, Bas. A Imagem Científica. São Paulo: UNESP, 2007.