Thursday, January 17, 2008

Resumo apresentação 14/01/2008

O olhar de um químico sobre as coisas do mundo: ou como as substâncias reagem umas com as outras?

por José Luis de Paula Barros e Silva do Instituto de Química da UFBa

O mundo material nos é tão familiar que costumamos aceitá-lo naturalmente, sem questionamentos. Contudo, os materiais que compõem o mundo têm sido objeto de conjeturas e estudo desde tempos imemoriais. A ciência química e a indústria química atuais são herdeiras dessa longa tradição.
Os conceitos químicos de substância, mistura, átomo e molécula possibilitaram descrever os materiais e suas transformações de modo mais preciso e interpretá-los com maior profundidade, o que facilitou a reprodução dos processos químicos, a síntese artificial de materiais e sua produção em larga escala. Portanto, parece-nos que tais conceitos devam ser amplamente divulgados, possibilitando aos leigos em química uma compreensão mais profunda e precisa dessa dimensão do mundo.
Os materiais podem ser descritos como constituídos por substâncias que se apresentam em estado puro ou em misturas. Substâncias podem transformar-se em outras substâncias, no que se convencionou denominar reação química.
A partir do início do século XIX, desenvolveu-se a noção de que cada substância é composta por átomos indestrutíveis combinados em proporções características. Tal idéia levou à interpretação de uma reação química como uma mudança nas combinações dos átomos presentes nas substâncias iniciais. Então, do ponto de vista macroscópico, os materiais são constituídos por substâncias e as reações químicas são transformações de substâncias. Microscopicamente, as substâncias são constituídas por átomos e moléculas e reações químicas são entendidas como recombinações de átomos.
A aparente simplicidade dessas declarações, que aprendemos na escola, encobre uma grande riqueza conceitual que procuraremos apresentar aos participantes do Café Científico, como um convite à discussão dos fundamentos da química contemporânea.

Saturday, January 12, 2008

Café Científico Salvador apresenta :
O olhar de um químico sobre as coisas do mundo

por Débora Alcântara

O próximo Café Científico, que acontece no dia 14 deste mês, a partir das 18 horas, na Livraria Multicampi LDM, Piedade, faz um convite à discussão sobre os fundamentos da química contemporânea. A apresentação do tema ficará a cargo do professor do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (Ufba), José Luis de Paula e Silva.
A aparente simplicidade do assunto tratado pelas escolas, como as reações das substâncias, encobre, segundo o professor, uma grande riqueza conceitual. "Os materiais que compõem o mundo têm sido objeto de conjecturas e estudo desde tempos imemoriais. A ciência e a indústria química atuais são herdeiras dessa longa tradição", informa.
José Luis explica que os conceitos químicos de substância, mistura, átomo e molécula possibilitaram descrever os materiais e suas transformações de modo mais preciso e interpretá-los com maior profundidade, o que facilitou a reprodução dos processos químicos, a síntese artificial de materiais e sua produção em larga escala. "Tais conceitos devem ser amplamente divulgados, possibilitando aos leigos em química uma compreensão mais profunda e precisa dessa dimensão do mundo", defende.
Divulgar como as substâncias reagem umas com as outras de forma mais aprofundada, mas numa linguagem voltada para um público diverso, é justamente o objetivo do Café Científico deste mês. Para adiantar um pouco do assunto, de acordo com José Luis de Paula e Silva, os materiais são constituídos por substâncias que se apresentam em estado puro ou em misturas. "Substâncias – informa – podem transformar-se em outras, o que se convencionou denominar reação química".
A partir do início do século XIX, desenvolveu-se a noção de que cada substância é composta por átomos indestrutíveis combinados em proporções características. Tal idéia levou à interpretação de uma reação química como uma mudança nas combinações dos átomos presentes nas substâncias iniciais. "Do ponto de vista macroscópico, os materiais são constituídos por substâncias e as reações químicas são transformações de substâncias. Já microscopicamente, as substâncias são constituídas por átomos e moléculas e reações químicas são entendidas como recombinações de átomos", explica o professor.
Desde setembro de 2006, o Café Científico Salvador vem contribuindo com a popularização da ciência, levando a um público heterogêneo, num clima descontraído, o que é tratado no espaço acadêmico. O evento é uma iniciativa do programa de Pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências das Universidades Federal e Estadual da Bahia (Ufba e Uefs) e da Livraria Multicampi LDM. As sessões fazem parte do padrão
Café Scientifique , uma rede mundial, que já conta com quase duas centenas de cafés espalhados pelo mundo.
Inteiramente gratuito, o Café não necessita de inscrição e ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras, às 18 horas.

Indicações para leitura da sessão de janeiro:

BENSAUDE-VINCENT, Bernadette; STENGERS, Isabelle. História da química. Lisboa: Instituto Piaget, 1996.
FARADAY, Michael. História química de uma vela e As forças da matéria. Rio de Janeiro: Contraponto, 2003.
HOFFMANN, Roald. O mesmo e o não mesmo. São Paulo: Ed. Unesp, 2007.

Serviço:

O quê: Café Científico Salvador: O olhar de um químico sobre as coisas do mundo.
Quando: 14 de janeiro, a partir das 18 horas.
Onde: LDM – Livraria Multicampi, Rua Direita da Piedade, 20, Piedade.
Contato: Imprensa (Débora Alcântara – ** 71 8805-6292), Coordenação do Café (Charbel El-Hani - ** 71 3283-6568), LDM (Produtor Cultural - Vagner Rocha - ** 71 2101-8000).

Thursday, December 06, 2007

Resumo da apresentação do dia 10/12/2007

A mente está cada vez mais fora do corpo: sobre artefatos cognitivos e semióticos.

Por João Queiroz do Intituto de Biologia da UFBa.

João Queiroz (IB-UFBA) [www.semiotics.pro.br] explorará a tese de que a mente e a cognição humana são produto direto da construção e manipulação de artefatos semióticos, ou seja, de artefatos que permitem a ação mediada por signos. Trata-se de uma novidade entre cientistas cognitivos, cuja popularização se deve principalmente a um livro recente de Andy Clark, intitulado "Natural-born Cyborgs". Para Clark, seres humanos são uma espécie de "ciborgues inatos", que constroem um nicho cognitivo, tornando-se um tipo de simbionte tecnológico, cuja mente-corpo se encontra distribuída no espaço em queestá imersa. João Queiroz reinterpreta a tese de Clark, ao enfatizar características explicitamente semióticas dos artefatos e das tecnologias empregadas pelo homem, desde a linguagem verbal com propriedades simbólicas até as notações formais baseadas em diagramas, mapas etc.
Próximo Evento 10/12/2007 – 18 horas

A mente está cada vez mais fora do corpo: sobre artefatos cognitivos e semióticos.

Por João Queiroz do Intituto de Biologia da UFBa.

Tuesday, October 30, 2007

Próximo Evento 12/11/2007 – 18 horas


Evolução do comportamento sexual nos animais.

Por Aldo Malavasi – Professor Titular de Genética e Evolução (aposentado) do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociência da USP. Atualmente Presidente da Organização Social Biofábrica Moscamed Brasil em Juazeiro, Bahia e morador em Salvador desde início de 2005 .

Thursday, September 27, 2007

Resumo da apresentação do dia 08/10/2007

Comportamento de primatas não-humanos e comportamento humano: Entendendo semelhanças para compreender melhor as diferenças.

Por Charbel Niño El-Hani do Instituto de Biologia da UFBa

Quando tentamos compreender a natureza e origem da espécie humana, dois erros são fatais: primeiro, a idéia de uma descontinuidade completa, como se houvesse um abismo entre nossa espécie e os demais animais. O pensamento evolutivo é a base de todo o conhecimento biológico, a tal ponto que alguém que não pensa evolutivamente ou não aceita a evolução não tem como dizer que conhece biologia ou pensa biologicamente. Entre as teorias da evolução propostas ao longo da história da biologia, as teorias darwinistas são as que têm gozado de maior aceitação entre os cientistas desde a metade do século XIX. De uma perspectiva evolucionista, as espécies estão relacionadas por laços de parentesco ao longo da história da vida na Terra e uma parte significativa de suas características – mas não todas – são produtos de processos graduais de transformação. Assim, não há por que esperarmos que não existam importantes semelhanças – e, logo, continuidades – entre nossas características e as de nossos parentes mais próximos, em particular, chimpanzés, bonobos, gorilas e orangutangos. Não há também fundamentos, sejam teóricos ou empíricos, para sustentar que nossas características tenham surgido de uma só tacada em nossa espécie, Homo sapiens. A maioria da evolução das características que consideramos mais próprias de nossa espécie ocorreu, na verdade, em espécies anteriores à nossa e ao longo de milhões de anos. Parte da aparente descontinuidade que as pessoas imaginam ver entre nossa espécie e os outros animais resulta de não termos espécies de nosso mesmo gênero convivendo conosco, nem espécies de outros gêneros que fizeram parte da história de nosso clado, como os Australopithecus, Kenyanthropus, Paranthropus, Ardipithecus, Sahelanthropus, entre outros. Um segundo erro, contudo, seria postular uma completa continuidade entre nossa espécie e as demais espécies. Como qualquer espécie de animal, nós temos características que nos são próprias, entre elas, uma evidente diferença no grau em que exibimos características como a comunicação simbólica e a produção de cultura (a ponto de podermos dizer que produzimos uma hipercultura). Parece-me, assim, essencial construirmos uma visão da evolução da espécie humana que combine continuidade e descontinuidade, elucidando como mudanças contínuas, graduais em características de nossos ancestrais resultaram na emergência de novidades qualitativas em nossa espécie, ou seja, mudanças em nossas características que chegaram a alterar nosso modo de evolução. Afinal, é largamente reconhecido que nossa espécie tem se transformado principalmente por um processo de evolução cultural, pelo menos desde a invenção da agricultura. Para construir este retrato mais adequado da evolução humana, devemos deixar de lado a eleição de características que supostamente nos separariam dos demais animais, mas que não sobrevivem a um escrutínio mais cuidadoso do que sabemos sobre eles. Houve época em que se pensava que nós éramos o único animal que produzia ferramentas. Nós não somos. Já se pensou que nós éramos os únicos animais que exibiam comportamento social complexo. Nós também não somos. Ainda hoje, há autores que sustentam que somente nós exibimos comunicação simbólica. Há evidências convincentes de que este não é o caso e as características de nossa linguagem que a diferenciam da linguagem de outros animais dizem respeito mais a questões de grau do que de gênero. É fundamental entender nossas semelhanças para que possamos compreender nossas diferenças em relação a outros animais. Somente assim poderemos construir não somente uma compreensão mais apropriada de nossa natureza, mas também da história evolutiva contingente que resultou em nossa espécie. Exploraremos nessa conversa várias semelhanças que exibimos com outros animais, em particular, com os chimpanzés, mas também mencionando bonobos, gorilas e orangutangos. Veremos como chimpanzés têm sido produtores de ferramentas desde pelo menos 4.300 anos atrás, como eles caçam grandes mamíferos cooperativamente e com divisão de trabalho, como eles se reconhecem no espelho (um teste para desenvolvimento normal da consciência em crianças humanas), como eles lançam campanhas de guerra contra comunidades vizinhas (e exibem, assim, uma triste característica em que nós somos pródigos, matar nossos co-específicos), apresentam comunicação referencial e funcional (possivelmente, simbólica) e são, como nós, animais produtores de cultura.
Próximo Evento

08/10/2007 – 18 horas

Professor Charbel Niño El-Hani do Instituto de Biologia da UFBa - Comportamento de primatas não-humanos e comportamento humano: Entendendo semelhanças para compreender melhor as diferenças.
O Café Científico acontece sempre na segunda semana de cada mês, nas segundas-feiras, a partir das 18 horas, na sede da Livraria Multicampi LDM, Piedade, Centro. A participação no Café é inteiramente gratuita.
Resumos - Café Científico na Semana de Ciência e Tecnologia

- 1 de outubro de 2007 – 17 horas
Asher Kiperstok (UFBA) - Mudanças tecnológicas e comportamentais para a sustentabilidade ambiental: seremos capazes?

Discutiremos o conceito de sustentabilidade ambiental da forma como é divulgado, procurando definir o nível de mudança necessário para que este possa ser atingido. Uma rápida reflexão sobre o crescimento do padrão de consumo atual nos leva
a conclusão que mudanças tanto comportamentais como tecnológicas radicais são necessárias para se pensar em sustentabilidade, mudanças que vão muito além dos clichês atualmente aceitos. Para se construir caminhos no sentido da sustentabilidade, nos apoiamos nos conceitos de produção limpa e ecologia industrial, no plano tecnológico e na proposta das "comunidades criativas" de Ezio Manzini para o plano comportamental.


- 3 de outubro de 2007 – 17 horas
Emerson Sales (UFBA) - Panorama ambiental global, consumo consciente e tecnologias limpas.

O planeta Terra vem sofrendo contínuas alterações em seus ciclos vitais, causadas pela ação (agressão) do homem, num modelo de sociedade que o enxerga apenas como fonte de insumos. Em função da gravidade dos danos já causados, a humanidade enfrentará tempos muito difíceis, caso medidas drásticas não sejam tomadas imediatamente, em todos os níveis e instâncias da sociedade. Hoje, cada indivíduo é convidado a refletir sobre o impacto ambiental do seu modo de vida, sobre a responsabilidade de cada ato seu, e as conseqüências para as futuras gerações. Torna-se imperativa a racionalização do uso de todos os recursos naturais e insumos em geral, incorporando o conceito de consumo consciente e as técnicas de produção mais limpa, e apoiando projetos e atividades relacionadas com o desenvolvimento sustentável. O planeta está exigindo um novo ser humano, mais participante, atento e solidário, que consiga desfrutar de todo o progresso que conquistou, mas causando menos impacto ao sistema Terra. Sabe-se que o planeta tem seus ciclos naturais, e nunca se pode garantir a continuidade de nenhuma espécie, mas pode-se ter a responsabilidade de evitar que fatores antrópicos continuem a interferir tanto no equilíbrio deste planeta, e precipitem o fim das várias espécies, inclusive a humana.


- 4 de outubro de 2007 – 17 horas.
Leandro Nunes de Castro (UNISANTOS) - Computação Natural: A Computação no Novo Milênio.

No final do século XVIII e início do século XIX, o mundo testemunhou a revolução industrial como um marco da história social humana. As economias baseadas em trabalho braçal começaram a ser substituídas por economias baseadas em produção através de máquinas e processos industriais. Já o século XX foi marcado por grandes avanços científicos e tecnológicos, pela invenção e desenvolvimento dos computadores e por descobertas sem precedentes nas ciências biológicas. Para o século XXI, que também marca a virada do milênio, a computação passará por diversas transformações, sendo que uma das novas tendências do milênio é a Computação Natural. Esta palestra apresentará uma caricatura ilustrada da computação natural, destacando algumas de suas principais aplicações práticas e perspectivas de pesquisa e desenvolvimento.


- 5 de outubro de 2007 – 18 horas.
Ângelo Loula (UEFS) - Jogos eletrônicos inteligentes e robôs inteligentes.

Jogos eletrônicos e robótica são dois desafios para pesquisas científicas e aplicações tecnológicas provindos da área de Inteligência Artificial. Considerada como o futuro dos jogos eletrônicos, a Inteligência Artificial oferece possibilidades pouco exploradas nesta área, cujo mercado movimentou mais de U$ 7 bilhões em 2005, somente nos EUA. Tanto jogos de entretenimento como jogos educativos podem ser aprimorados com a utilização de técnicas avançadas de Inteligência Artificial, particularmente em jogos que envolvem personagens (oponentes, aliados ou mesmo figurantes) não controlados pelo jogador humano, em jogos de primeira/terceira-pessoa ou mesmo em jogos de simulação. Também na área de robótica encontramos importante contribuição na aplicação da Inteligência Artificial, frente às perspectivas do setor, em especial ligada à robótica autônoma. O mercado de robótica, que movimenta U$ 11 bilhões anualmente com previsão de duplicação deste valor em 2011, é tradicionalmente ligado à área industrial, mas aponta direções para o desenvolvimento de aplicações não industriais e popularização desta tecnologia que deverá ser vista em ambiente doméstico, educacional, de entretenimento, de saúde, e de transportes. Uma competição organizada pelo Departamento de Defesa americano envolvendo veículos terrestres autônomos (sem condutor ou controle remoto) oferece, em sua atual terceira edição, prêmios totalizando 3,5 milhões de dólares. Outras competições também têm objetivado o desenvolvimento tecnológico em robótica autônoma, como o Sumô de Robôs e o Futebol de Robôs, que coloca o desafio de, em 2050, ter um time de 'robôs humanóides totalmente autônomos' capazes de ganhar do time humano campeão mundial de futebol.
Café Científico na Semana de Ciência e Tecnologia

O Café científico promoverá uma série de palestras na Semana de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá de 1 a 7 de outubro de 2007, por convite da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) do Estado da Bahia. As palestras ocorrerão no Auditório do Palácio Rio Branco, na Praça Thomé de Souza (próximo ao Elevador Lacerda), s/n, nas seguintes datas e horários:

- 1 de outubro de 2007 – 17 horas
Asher Kiperstok (UFBA) - Mudanças tecnológicas e comportamentais para a sustentabilidade ambiental: seremos capazes?

- 3 de outubro de 2007 – 17 horas
Emerson Sales (UFBA) - Panorama ambiental global, consumo consciente e tecnologias limpas.

- 4 de outubro de 2007 – 17 horas.
Leandro Nunes de Castro (UNISANTOS) - Computação Natural: A Computação no Novo Milênio.

- 5 de outubro de 2007 – 18 horas.
Ângelo Loula (UEFS) - Jogos eletrônicos inteligentes e robôs inteligentes

Lembramos que o Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais. Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa atmosfera agradável. O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição.

Thursday, September 06, 2007

Café Científico Salvador comemora um ano
um ano contribuindo com a popularização da ciência na capital baiana

por Débora Alcântara

Na próxima segunda-feira (10), o Café Científico Salvador comemora o primeiro ano de existência. Desta vez, o médico e professor da Faculdade de Medicina da Ufba, Luiz Erlon Rodrigues, será o palestrante. Ele falará de verdades e mitos sobre o uso de vitaminas como drogas terapêuticas.
Desde setembro do ano passado, o evento vem contribuindo com a popularização da ciência, levando a um público heterogêneo, num clima descontraído, o que é tratado no espaço acadêmico. O evento é uma iniciativa do programa de Pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências das Universidades Federal e Estadual da Bahia (Ufba e Uefs) e da Livraria Multicampi LDM.
O Café Científico Salvador faz parte do padrão
Café Scientifique, uma rede mundial, que já conta com quase duas centenas de cafés espalhados pelo mundo. Surgido em 1998, em Leeds, Inglaterra, o evento tem o propósito de ofertar a diversos segmentos sociais a possibilidade de conhecer e discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos na sociedade. Salvador é uma das quatro cidades brasileiras onde acontece uma forma de divulgação científica diferente dos padrões da academia. Além da capital baiana, o Café Científico também é praticado no Rio de Janeiro, Porto Alegre e, a partir deste mês, em Florianópolis.
“Temos tido o privilégio de ver nosso Café contribuir para uma visão socialmente mais compromissada da pesquisa que fazemos”, disse o coordenador do Café Científico Salvador, doutor em Educação pela USP e professor da Ufba, Charbel El-Hani. O evento, segundo o professor, consegue desfazer a imagem estereotipada do cientista como um ser distante da sociedade e até mesmo da realidade. “Acreditamos que nossa audiência tem tido a oportunidade de ver os cientistas como gente de carne e osso, e isso é essencial para uma imagem adequada da ciência”, ressaltou.
No evento, a regra para os cientistas palestrantes é falar de modo acessível à platéia, formada de estudantes de ensino médio a idosos e profissionais liberais. A experiência em Salvador vem se destacando pela participação interativa do público, de onde surgem diversos questionamentos e até mesmo provocações.
O dono da filial LDM em Salvador, Primo Maldonado destaca o caráter “proativo” do evento, que consegue congregar cientistas, clientes e escritores “num processo de desmistificação da ciência”. A cada edição do Café, um estande é montado para amostra de livros referentes ao tema tratado. Muitos dos títulos divulgados fazem parte da produção acadêmica baiana.

O Café Científico acontece sempre na segunda semana de cada mês, nas segundas-feiras, a partir das 18 horas, na sede da Livraria Multicampi LDM, Piedade, Centro. A participação no Café é inteiramente gratuita.

Sunday, August 26, 2007

Próximo Evento

10/09/2007 – 18 horas

Professor Luiz Erlon Rodrigues da Faculdade de Medicina da UFBa - Vitaminas - Verdades e Mitos. Vale à pena tomá-las?

Um importante alerta médico foi feito em 2005 com o lançamento do livro Vitaminas Verdades e Mitos do Dr. Luiz Erlon Rodrigues, contra os abusos da indústria farmacêutica que promove o uso excessivo de vitaminas, sem que a população saiba dos prejuízos que tal uso pode acarretar à saúde humana.
O livro mostra cientificamente, que a ingestão de alimentos variados, a exemplo de vegetais, carnes, peixes, ovos, leite e derivados pode ser amplamente suficiente para garantir o suprimento diário todas as vitaminas.
Segundo Dr. Erlon, o uso de vitaminas como drogas terapêuticas, remédios para curar doenças, diferentes daquelas carenciais, não é uma boa conduta médica, e afirma que: “As vitaminas se constituem no maior placebo inventado no século vinte e trazido para o século vinte e um pelo poder econômico”. A indústria farmacêutica movimenta bilhões de dólares anuais com as vitaminas aproveitando-se da crendice, da hipocondria, da angústia e do estresse da população a qual prefere comer mal e rápido a investir numa refeição mais completa.
Doses dessas substâncias, maiores que as fisiológicas se constituem em desperdícios muitas vezes perigosos. Por exemplo: Um indivíduo adulto necessita diariamente de 60 mg de vitamina C. No entanto, um comprimido efervescente de um conhecido medicamento contém 1 grama. Quando tomado, os primeiros 60 mg absorvidos saturam as proteínas de transporte plasmático da citada vitamina e os 940 mg restantes não são aproveitados e, portanto eliminados, principalmente por via urinária dentro das duas horas seguintes. Isso sem considerar que mulheres grávidas que tomam vitamina C em altas doses e por períodos longos, podem induzir no feto uma enzima que destrói o excesso da vitamina C e, depois do nascimento, ao se alimentar do leite materno que é pobre nessa vitamina a criança continua a destruí-la, levando-a ao escorbuto.
As vitaminas ditas lipossolúveis (A D E K) são perigosas, quando tomadas em altas doses e por longos períodos. Um indivíduo adulto do sexo masculino necessita de 10 mg de vitamina E por dia. Contudo, a dose comumente encontrada nas cápsulas desta vitamina é de 400 mg. Isto corresponde a 40 vezes aquela que realmente necessária. Alguns profissionais da área de saúde receitam 2 a 3 cápsulas diárias. Nessas circunstâncias, se esse tratamento se prolongar por mais de duas semanas, podem surgir sinais decorrentes de superdosagens como: náuseas, cefaléia, fadiga muscular, sangramento facilitado e mesmo hemorragias.
Se grande parte dos médicos, principalmente aqueles ditos ortomoleculares, não receitassem esses placebos e, eticamente dissessem aos seus pacientes que eles deveriam alimentar-se melhor e, melhorassem suas qualidades de vida com atividades físicas e menos estresses, com certeza essas crendices tenderiam a diminuir aos poucos. Contudo, a pressão da indústria farmacêutica, aliada à crescente mercantilização da medicina, pervertem tudo. Finalmente, o dinheiro gasto na compra de vitaminas deveria ser investido na melhoria da própria alimentação, aliás, bem mais barata.
Polêmico, o livro Vitaminas Verdades e Mitos desafia o pensamento clínico corrente, desmascarando ícones vitamínicos da importância do ácido ascórbico e dos tocoferóis (vit. C e E).

Tuesday, August 07, 2007

Para saber mais - apresentação 13/08/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "Fractais", nos livros e revistas recomendados abaixo:


Será que Deus Joga Dados? A nova matemática do caos. Stewart, I. Jorge Zahar, 1991.

Caos: a criação de uma nova ciência. Gleick,J. Editora Campus, 1991.


Complexidade & Caos. Nussenzveig, H.M. UFRJ, 2003

Dos Ritmos ao Caos. Bergé, P.; Pomeau, Y.; Dubois-Gance. Unesp, 1996.


Caos, uma introdução. Ferrara, N.; Prado, C. Ed. Edgard Blucher, 1994.

The Fractal Geometry of Nature. B. B. Mandelbrot. W. H. Freeman and Company, 1977.


Comet: Jackson Pollock's Life and Work. Kirk Varnedoe in JacksonPollock, by KirkVarnedoe, with Pepe Karmel. Museum of Modern Art, 1998.

Fractal Analysis of Pollock's Drip Paint. R. P. Taylor, A. P.Micolich andD. Jonas in Nature, Vol. 399, pg 422; 1999.

Fractals of the Classroom. Part One: Introduction to Fractals and Chaos. PEITGEN, Heinz-Otto; JÜRGENS, H.; SAUPE, D. New York:Printer-Verlag, 1992.
Resumo da apresentação do dia 13/08/2007

Fractais

Por José Garcia Vivas Miranda do Instituto de Física da UFBa

A forma com que o homem representa a natureza, seja nas artes ou nasciências, sofreu diversas modificações ao longo da história. Emespecial, a representação do espaço, iniciando nas pinturas rupestres até os intrigantes quadros de Jackson Pollock. Em meados do séculopassado, em meio a uma revolução na forma em que a ciência revia seusmodelos cartesianos para o novo paradigma da complexidade, surge umanova representação do espaço, os fractais. Até então inúmeros sistemas naturais deixaram de ser estudados por serem demasiado complexos ou osmodelos possíveis de serem implementados, eram deveras simples paraserem úteis. Desde então se iniciou uma chuva de trabalhos científicosna busca de reconhecer este novo padrão nos mais inusitados sistemasnaturais; dentre eles: nuvens, alvéolos pulmonares, couve-flor, árvores,chuva, montanhas, estrelas e cidades. Basicamente se notou que o difícilera encontrar algo que não fosse fractal! Com isso ficou claro que setratava de um padrão natural de estruturação das formas, mas por que anatureza evolui nesta direção? O que de fato representa este padrão? Ocomportamento humano também segue este modelo? Em que podemos aplicareste conhecimento? Essas e outras perguntas serão discutidas em nossobreve encontro.
Próximo Evento

13/08/2007 – 18 horas

Fractais com o professor José Garcia Vivas Miranda do Instituto de Física da UFBa.

Monday, July 09, 2007

Para saber mais - apresentação 09/07/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais", nos livros e revistas recomendados abaixo:


CONTI, J. B. Clima e meio ambiente. 1 ed. São Paulo: Atual, 1998.

HARTMAN, D. Global physical climatology. San Diego: Academic Press, 1994.

MOLION, L. C. B. Aquecimento global: fato ou ficção? Revista do Instituto de Edições Pedagógicas, São Paulo, ano 1, nº 4, p. 6-9 nov. 2001.

NUNES, L. H. Mudanças climáticas globais. Revista Terra Livre, vol. 1, nº 18, AGB, São Paulo, 2002.
Resumo da apresentação do dia 09/07/2007

Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais

por Emanuel Fernando Reis de Jesus do Departamento de Geografia da UFBa

A preocupação em torno das mudanças climáticas globais e da degradação da natureza deixou de ser um tema exclusivo dos profissionais da área ambiental. O papel decisivo dessas condições sobre o futuro da humanidade vem despertando uma série de discussões em várias partes do mundo.
De forma direta ou indireta o clima sempre esteve presente em todas as atividades desenvolvidas pelo homem desde os primórdios, daí a sua extrema importância até os dias contemporâneos. O estudo do clima compõe um importante capítulo do estudo da natureza, sobretudo quando o seu enfoque encontra-se direcionado, principalmente, para uma perspectiva de interação entre a natureza e a sociedade.
O clima é um sistema extremamente complexo, regido por múltiplas interações entre os diversos subsistemas (hidrosfera, biosfera, criosfera e atmosfera). Um grande espectro de escalas temporais e espaciais nele intervém. O oceano mais particularmente, exerce um efeito considerável sobre o clima global do planeta, uma vez que, inúmeras trocas de massas e de energia - por meio de gases, água e calor - proporcionam assim, a existência de um sistema altamente integrado. Nesses complexos processos de trocas, os oceanos têm um papel relevante na manutenção do equilíbrio climático da Terra.
A história natural do clima é caracterizada pela alternância de períodos quentes intercalados por períodos mais frios, que marcaram profundamente inúmeros eventos ocorridos nas diversas eras geológicas. A variabilidade do clima é, portanto, um fenômeno natural que pode ser definido como a maneira pela qual os elementos climáticos (precipitações pluviométricas, temperatura, umidade do ar, dentre outros) variam no interior de um determinado período de registro de uma série temporal.
A expressão mudança global do clima é definida como o conjunto de alterações climáticas causadas pelo aquecimento adicional da superfície e atmosfera da Terra em função das concentrações atmosféricas de gases de “efeito estufa” resultantes das atividades humanas.
Os gases do efeito estufa existem naturalmente na atmosfera, sendo os principais o vapor d´água, o dióxido de carbono (CO2), o ozônio (O3), o metano (CH4), e o ôxido nitroso (N2O). Esses gases têm a propriedade de absorver parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre. Como conseqüências das atividades humanas, as concentrações de gases de “efeito estufa” vêm aumentando. Além dos gases já citados, novos gases com as mesmas propriedades, mas apenas produzidos pelo homem, passaram a ser também lançados na atmosfera, incluindo os clorofluorcarbonos (CFCs), hexafluoreto de enxofre (SF6) dentre inúmeros outros. Nos dias atuais a qualidade do ar sobretudo nas grandes metrópoles vem sendo cada vez comprometido, com sensíveis reflexos sobre à saúde humana.
Enfim, o aquecimento global é hoje uma realidade, suas repercussões se manifesta sob os mais diferentes aspectos, dentre os quais podemos citar: aumento do nível dos oceanos causado pelo derretimento das geleiras e pela expansão térmica do volume de água; elevação das temperaturas médias da superfície da ordem de 1,5º a 4,5ºC; derretimento dos gelos do mar; tendência a um aumento global das chuvas a partir da elevação dos níveis de vapor d´água presentes na atmosfera; aumento da ocorrência de furacões dentre inúmeras outras manifestações meteoroclimáticas.

Próximo Evento

09/07/2007 – 18 horas

Professor Emanuel Fernando Reis de Jesus do Departamento de Geografia da UFBa - Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais.

Tuesday, June 05, 2007

Resumo da apresentação do dia 11/06/2007

Dança na Cultura Digital: Quando a Metáfora de Frankenstein Assombra as Artes do Corpo

Por Ivani Santana da Escola de Dança da UFBa

Esta comunicação pretende suscitar uma reflexão sobre a relação arte-ciência-tecnologia dentro do escopo da dança. Considerando o momento vigente como a fase da Cultura Digital, o intuito é refletir sobre quais os olhares que recaem sobre as novas mídias e suas conseqüências no mundo e nas artes do corpo, estas principalmente por serem foco desta apresentação. Tais visões parecem estar ligadas ainda ao que denomino Metáfora de Frankenstein, a qual delata a existência dos tecnoclastas em contrapartida aos tecnomaníacos, respectivamente demarcando o grupo daqueles que percebem as tecnologias como nefastas e maléficas a humanidade, e os outros que as consideram a salvação de todos os tempos. Esses posicionamentos serão revistos em uma análise sobre os entendimentos e as produções existentes no campo da dança com mediação tecnológica.
Próximo Evento

11/06/2007 – 18 horas

Professora Ivani Santana da Escola de Dança da UFBa - Dança na Cultura Digital: Quando a Metáfora de Frankenstein Assombra as Artes do Corpo

Friday, May 04, 2007

Para saber mais - apresentação 14/05/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "O que você bebe em seucopo d’água?", nos livros e revistas recomendados abaixo:

Norma Felicidade, Rodrigo Constante Martins e Alessandro André Leme. Uso e Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil; Volume I; Velhos e Novos Desafios para a Cidadania.

José Galizia Tundisi. Água no Século XXI; Enfrentando a Escassez.

Carlos E. de M. Bicudo e Denise de C. Bicudo. Amostragem em Limnologia.

Aldo Rebouças, Benedito Braga e José Galizia Tundisi. Águas Doces no Brasil: Capital Ecológico, Uso e Conservação. Academia Brasileira de Ciência.

F.A. Estesves. Fundamentos de Limnologia. FINEP/Interciência. Recursos Hidroenergéticos: Usos, Impactos e Planejamento Integrado. Programa de Pós-graduação em Ciências da Engenharia AmbientalCRHEA-SHS-EESC-USP

Rodrigo Constante Martins e Norma Felicidade L. S. Valencio (organizadores). Uso e Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil; Volume II; Desafios Teóricos e Político-Institucionais.

Marcos Gomes Nogueira, Raoul Henry e Adriana Jorcin (organizadores). Ecologia de Reservatórios: Impactos Potenciais, Ações de Manejo e Sistemas em Cascata; Segunda Edição.