Friday, January 28, 2011
O Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, aprovado no Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq, e coordenado pelo Prof. Charbel El-Hani (IB-UFBA) promove, no dia 8 de Fevereiro de 2011, o Simpósio "Epistemologia, Modelagem Matemática e a Construção de Modelos Preditivos em Ecologia". O Simpósio reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros para debater as contribuições da epistemologia e da modelagem matemática para a construção de uma ecologia com maior poder preditivo e maior impacto sobre a gestão e o manejo de problemas ambientais.
O evento ocorrerá no Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA, no dia 8 de Fevereiro de 2011 nos turnos matutino e vespertino. A abertura do evento ocorrerá às 9 horas da manhã.
O simpósio é gratuito, mas necessita de inscrição, que deve ser feita através do email iv.simposio.pronex@gmail.com, informando o nome do simpósio em que está se inscrevendo
EPISTEMOLOGIA, MODELAGEM MATEMÁTICA E A CONSTRUÇÃO DE MODELOS PREDITIVOS EM ECOLOGIA
Promoção: Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq.
Organização: Profs. Charbel Niño El-Hani (IB-UFBA), Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA), Francisco Carlos Rocha de Barros Junior (IB-UFBA), Hilton Ferreira Japyassu (IB-UFBA), Blandina Felipe Viana (IB-UFBA), Leila Costa Cruz (IMS/UFBA), Raymundo José de Sá Neto (Depto. Ciências Naturais, UESB), Washington de Jesus Sant’Anna da Franca Rocha (Programa de Pós-Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente, UEFS).
Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA.
Manhã
09:00-10:00 – o Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”
Prof. Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA)
10:30-12:00 – Ecology and prediction: The case of biodiversity (Ecologia e Predição: O caso da Biodiversidade) – Esta palestra será proferida em inglês.
Julien Delord (Equipe de recherche: Patrimoine, Histoire des Sciences etTechniques – PaHST. Université de Bretagne Occidentale, France)
Tarde
14:00 – 15:30 – Generalizações na ecologia
Prof. Charbel Niño El-Hani (IB-UFBA)
15:30 – 16:00 – Coffee break
16:00 – 17:30 – Técnicas computacionais aplicadas a modelos em biologia e ecologia
Profa. Claudia Pio Ferreira ((UNESP, Botucatu)
17:30 – 19:00 – Persistence and extinction in mathematical biology (Persistência e Extinção na Biologia Matemática) – Esta palestra será proferida em inglês.
Prof. Herb Freedman (Dept. of Mathematical and Statistical Sciences, University of Alberta, Canada)
Tuesday, January 25, 2011
Restauração Ecológica e Reintrodução de Fauna
Plano Estadual de Combate à Desertificação
Problemas Ambientais da Baía de Todos os Santos
Conservação de Populações de Espécies Ameaçadas
O evento ocorrerá no Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA, no dia 7 de Fevereiro de 2011 nos turnos matutino e vespertino. A abertura do evento ocorrerá às 8 horas da manhã.
O simpósio é gratuito, mas necessita de inscrição, que deve ser feita através do email iv.simposio.pronex@gmail.com, informando o nome do simpósio em que está se inscrevendo
PROBLEMAS AMBIENTAIS DO ESTADO DA BAHIA E AS CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA ECOLÓGICA
Promoção: Projeto “Integrando Níveis de Organização em Modelos Ecológicos Preditivos: Aportes da Epistemologia, Modelagem e Investigação Empírica”, Programa de Apoio a Núcleos de Excelência PRONEX/FAPESB/CNPq.
Organização: Profs. Charbel Niño El-Hani (IB-UFBA), Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA), Francisco Carlos Rocha de Barros Junior (IB-UFBA), Hilton Ferreira Japyassu (IB-UFBA), Blandina Felipe Viana (IB-UFBA), Leila Costa Cruz (IMS/UFBA), Raymundo José de Sá Neto (Depto. Ciências Naturais, UESB), Washington de Jesus Sant’Anna da Franca Rocha (Programa de Pós-Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente, UEFS).
Local: Auditório do PAF III, Campus de Ondina, UFBA.
Manhã
08:00 – Abertura do evento.
08:30 – 10:30 – Mesa redonda: Restauração Ecológica e Reintrodução de Fauna
Participantes:
Pedro Luís Bernardo da Rocha (IB-UFBA)
Simone Souza Campos (IBAMA)
Samanta Levita Coutinho (IBAMA)
10:30-10:45 – Coffee break
10:45 – 12:45 – Mesa redonda: Plano Estadual de Combate à Desertificação
Washington de Jesus Sant’Anna da Franca Rocha (Programa de Pós-Graduação em Modelagem e Ciências da Terra e do Ambiente, UEFS).
José Augusto de Castro Tosato (Diretoria Socioambiental Participativa – DSP, INGÁ)
Luis de Lima Barbosa (Coordenação Socioambiental – COSAM, INGÁ)
Tarde
14:30-16:30 – Mesa redonda: Problemas Ambientais da Baía de Todos os Santos
Francisco Carlos Rocha de Barros Junior (IB-UFBA)
Erika Meireles Campos (Diretoria Geral de Projetos, IMA)
Eratóstenes de Almeida Fraga Lima (Coordenador da Universidade Popular das Águas – UNIHIDRO, INGÁ)
16:30-16:45 – Intervalo
16:45 – 18:45 – Mesa redonda: Conservação de Populações de Espécies Ameaçadas
Raymundo José de Sá Neto (Depto. Ciências Naturais, UESB)
Fátima Oliveira (ICMBio)
Gustave Lopez (Coordenador Regional-BA, Projeto Tamar)
Thursday, January 20, 2011
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
Violência Urbana em Salvador
Luiz Viana (IML)
Com o objetivo de analisar a evolução das desigualdades socioespaciais na mortalidade por causas externas e homicídios em Salvador (BA), 2000 e 2006, foi realizado estudo ecológico, tendo as zonas de informação (ZI) e estratos sociais como unidades de análise. O IBGE e Secretaria Municipal de Saúde foram fontes de dados. As causas básicas de óbito foram revisadas e reclassificadas com base em relatórios do IML. As ZIs foram classificadas em quatro estratos sociais a partir da renda e escolaridade. Calculou-se a razão entre as taxas de mortalidade (Razão de Desigualdade). Verificou-se aumento de 98,5% na taxa de homicídios no período. Em 2000, o risco de morte por causas externas e homicídios n o estrato de piores condições de vida foi, respectivamente, 1,40 e 1,94 vezes maior que no estrato de referência. Em 2006 estes valores foram de 2,02 e 2,24. Os autores discutem as implicações para as políticas publicas intersetoriais evidenciados pelos achados do presente estudo.
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
A Zona Costeira e O Dilúvio Universal
José Maria Landim Dominguez (IG-UFBA)
A zona costeira é a zona de interação entre os continentes e os oceanos. Sua origem na maior parte dos casos data da separação entre os continentes, que determinam seus principais traços geológicos, como os tipos litológicos que afloram nas praias, a orientação da linha de costa etc. Nos últimos milhões de anos perturbações na orbita da terra (inclinação do eixo de rotação, precessão dos equinócios e variação na ecentricidade da órbita terrestre) resultantes da atração gravitacional de planetas como Jupiter e Saturno, provocaram mudanças no grau de insolação do planeta principalmente nas regiões de alta latitude. Estas mudanças por sua vez resultaram em expansões e retrações de grandes lençois de gelo no hemisfério norte que tiveram como principal consequencia variações no nivel dos mares da ordem de várias dezenas de metros. Assim é que desde 120.000 anos atrás com a expansão destes lençóis de gelo, o nivel do mar desceu progressivamente, posicionando-se cerca de menos 120m abaixo do nível atual por volta de 20.000 anos atrás. Durante este prolongado periodo de abaixamento o homem se espalhou por todos os continentes. A partir de 20.000 anos atrás os grandes lençóis de gelo começaram a derreter e o nivel mar subiu rapidamente. Durante este periodo, algumas vezes o nível do mar subiu até 5 m em um século. Este foi o verdadeiro dilúvio universal que inundou as plataformas continentais e zonas costeiras de todo o mundo deslocando populações e mudando dramaticamente a geografia destas regiões. O objetivo desta palestra será portanto o de contar esta história da origem da zona costeira deste grande diluvio, com enfase principalmente na costa da Bahia.
Sunday, November 07, 2010
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
O que é um número? Das quantidades às estruturas algébricas abstratas:
uma história
André Luis Mattedi Dias (IHAC-UFBA)
O que é um número? Como pessoas com diferentes graus de escolaridade e diferentes perfis de formação profissional respondem a esta pergunta? Quando esta pergunta é apresentada para professores de matemática, formados ou prestes a se formar, normalmente é imensamente majoritária uma resposta: os números representam quantidades. Todavia, não é este o conceito moderno de número institucionalizado na comunidade científica-profissional dos matemáticos, que domina nos currículos dos cursos de matemática de graduação, licenciatura ou bacharelado. Apresentaremos uma brevíssima e sintética história sobre o assunto, destacando aspectos sobre a produção desta concepção tradicional de número, que o associa com quantidade, contrapondo-a à produção da concepção moderna e científica de número.
LEITURAS COMPLEMENTARES:
ALMEIDA, Manoel de Campos. Origens dos numerais. SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MATEMÁTICA, IV, Natal, 2001. Anais... Rio Claro: SBHMat,
2001, p. 119-130.
GERDES, Paulus. Sobre a origem histórica do conceito de número.
Boletim GEPEM. Rio de Janeiro, ano XVII, n. 30, p. 39-47, 1o sem.
1992.
DAMEROW, Peter. Números: herança biológica ou invenção humana? In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MATEMÁTICA, IV, Natal, 2001.
Anais... Rio Claro: SBHMat, 2001, p. 150-173.
RITTER, James. A cada um a sua verdade: as matemáticas no Egipto e na
Mesopotâmia. In: SERRES, Michel. (dir.). Elementos para uma história
das ciências, v. I. Lisboa: Terramar, 1996, p. 49-72.
ÁVILA , Geraldo. Grandezas incomensuráveis e números irracionais . RPM, n. 5.
ÁVILA , Geraldo. Eudoxo, Dedekind, números reais e ensino de
Matemática . RPM, n. 7
CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da matemática. Lisboa:
Sá da Costa, 1984.
GLAESER, Georges. Epistemologia dos números negativos. Boletim GEPEM.
Rio de Janeiro, n. 17, p. 29-124, 1985.
SCHUBRING, Gert. rupturas no estatuto matemático dos números
negativos. Boletim GEPEM. Rio de Janeiro, n. 37, p. 51 – 64, ago.
2002; n. 38, p. 73 – 93, fev. 2001.
BALDINO, Roberto Ribeiro. A ética de uma definição circular de número
real. Bolema. Rio Claro, a. 10, n. 9, p. 31-52,1994.
Wednesday, October 06, 2010
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
O Fascinante Mundo dos Fungos
Aristóteles Goés Neto (Depto. de Ciências Biológicas, UEFS)
Os fungos juntamente com os insetos são um dos grupos de organismos mais diversos da Terra. São conhecidos apenas cerca de 105.000 espécies de fungos, aproximadamente 7% do estimado de 1,5 milhões de espécies. Os fungos são organismos eucarióticos, quimioheterotróficos, de nutrição absortiva com digestão extracorpórea parcial, predominantemente aeróbicos ou fermentadores facultativos, que
apresentam estrutura corpórea pluricelular micelial (fungos filamentosos) ou unicelular leveduriforme (leveduras), com parede celular constituída de quitina, glicanos e proteínas tendo o ergosterol como principal esteróide constituinte da membrana plasmática. Os fungos são predominantemente sapróbios e a decomposição, particularmente em ambientes terrestres, é a principal função ecológica desempenhada por este grupo de organismos. Eles podem ainda viver associados a outros organismos como parasitas ou mutualistas, como também formarem associações que não compreendem nem relação de parasitismo estrito nem mutualismo estrito, como no caso
dos líquens e fungos endobióticos. A importância econômica dos fungos para as sociedades compreendem tanto aspectos negativos, ou danos que estes organismos podem causar à economia, quanto aspectos positivos, podendo ser aproveitados economicamente. Os aspectos positivos dos fungos na economia, entretanto, suplantam os negativos. No setor agropecuário, os fungos já são utilizados para a micorrização de
sementes de algumas plantas cultivadas e no controle biológico de animais, plantas e fungos parasitas de vegetais agricultáveis. O impacto positivo dos fungos na economia decorre principalmente do setor industrial, já que diversos produtos são o resultado direto da atividade biológica desses organismos. Toda a indústria de processos fermentativos, quer de bebidas ou de alimentos fermentados, baseia-se na utilização industrial do processo natural de fermentação realizado por fungos. Os fungos são ainda utilizados para a produção tanto de metabólitos primários, como enzimas, como de metabólitos secundários como antibióticos, alcalóides e pigmentos. Os fungos ainda têm sido utilizados na biorremediação de compartimentos ambientais (ex. solo) comprometidos por altos índices de poluentes, de forma que vêm sendo
utilizados para uma decomposição mais eficiente do lixo orgânico, de compostos naturais recalcitrantes e de xenobióticos, assim como na biosorção de metais pesados e compostos radioativos. Além disso, os fungos compreendem uma importante fonte de novos compostos bioativos.
Bibliografia (em português):
AZEVEDO, J. L. ESPOSITO, E. 2009. FUNGOS - UMA INTRODUÇAO A BIOLOGIA,
BIOQUIMICA E BIOTECNOLOGIA. Caxias do Sul: EDUCS, 2ª Edição.
Tuesday, September 07, 2010
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
Nanotecnologia e Nanociência: O que é? Como se faz? Para que serve? Que perigos encerra?
Caio Mário Castro de Castilho (Instituto de Física/UFBA)
Neste seminário serão apresentados alguns aspectos relativos ao que atualmente se denomina de Nanotecnologia e Nanociência. Após um brevíssimo histórico a respeito de alguns marcos do desenvolvimento destas áreas de atividade, serão discutidos o significado destes termos, como se realizam investigações e como se executam atividades relativas ao tema, quais os seus potenciais benefícios, algumas das suas aplicações e algumas perspectivas, inclusive a respeito dos perigos que potencialmente estas atividades podem encerrar.
A apresentação será feita numa linguagem simples, accessível a um público leigo mas com o necessário rigor no emprego na terminologia e na formulação dos conceitos.
Bibliografia sugerida (disponível na rede):
Parcerias Estratégicas/Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – no 18, (agosto de 2004) – Brasília: CGEE 2004.
Monday, August 16, 2010
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
UM DIÁLOGO COM DOIS LIDERES INDÍGENAS:
ISAKA HUNI KUIN (Osvaldo Kaxinawá) &
INKA MURU (Agustinho Manduca Kaxinawá)
Com participação da Professora Cecilia McCallum (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA/Depto. de Antropologia)
Professora Cecilia McCallum (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA/Depto. de Antropologia) introduzirá Isaka e Inka Muru Huni Kuin, os palestrantes principais, que discorrerão sobre o tema Conhecendo os Huni Kuin (Kaxinawá) do Acre: uma civilização indígena amazônica no Brasil do século XXI. A Profa. McCallum é antropóloga, pesquisadora e estudiosa da cultura Huni Kuin do Acre. Durante a sua breve apresentação, ela falará sobre o que aprendeu durante a sua vivência numa aldeia no alto Purus e introduzirá esse povo indígena, para o que utilizará uma amostra de imagens. Por fim, ela tratará da situação dos Huni Kuin no rio Jordão, área de onde procedem os palestrantes principais, os líderes Agostinho e Osvaldo Kaxinawá.
Quem são os Kaxinawá, Huni Kuin
Os Kaxinawá, que se autodenominam Huni Kuin, “Gente Verdadeira”, são falantes da família lingüística Pano Hãtxa Kuin, “língua verdadeira”. Eles habitam a floresta tropical desde o leste peruano até o Acre, constituindo a população indígena mais numerosa desse estado. Conquistaram o reconhecimento legal do seu posse de várias áreas indígenas, nas quais a sua população está crescendo e fortalecendo a sua antiga civilização, através do estabelecimento da sua independência econômica e cultural, o fortalecimento da sua organização política e o engajamento com o estado nacional e a civilização não-indígena. Em todas as terras Kaxinawá do Acre há escolas funcionando com professores indígenas bilíngües, um agente de saúde e um agente agroflorestal. Como professor bilingue, Isaka (Osvaldo) participa de um verdadeiro renascimento cultural; e Inka Muru (Agostinho), que participou da reconquista das terras do seu povo, nas décadas finais do século XX, segue liderando os Huni Kuin, social e culturalmente.
Entre novembro e dezembro de 2009, dois representantes da Organização Não-Governamental, a AMEI - Associação de Arte, Meio Ambiente, Educação e Idosos de Salvador-BA - conheceram a aldeia São Joaquim, no Rio Jordão, desencadeando, assim, uma parceria na área de educação. Agostinho e Osvaldo Kaxinawá visitam Salvador através dessa parceria.
Recomendações para leitura:
WEBER, Ingrid. Um copo de cultura: os Huni Kuin (Kaxinawá) do rio Humaitá e a escola. Rio Branco: Edufac. 2006.
LAGROU, Els M. A fluidez da forma: arte, alteridade e ação em uma sociedade amazônica (Kaxinawá, Acre): Rio de Janeiro: Topbooks. 2007.
AQUINO, Terri V. de; IGLESIAS, Marcelo M. P. Kaxinawá do Rio Jordão: história, território e desenvolvimento sustentado. Rio Branco, AC: Gráfica Kenê Hiwê/CPI-Acr, 1994.
HENIPABU MIYUI: HISTÓRIA DOS ANTIGOS. Editora UFMG. 2000.
CAPISTRANO DE ABREU (J.) Ra-txa Hu-ni-ku-i a Lingua dos Caxinauas do Rio Ibuacu ... Grammatica, Textos e Vocabulario Caxinauas [Paperback] Sociedade Capistrano de Abreu; 2nd edicao edition (January 1, 1941) ASIN: B001Y6519E
KENSINGER, Kenneth. How Real People Ought to Live: the Cashinahua of Eastern Peru. Prospect Heights, IL: Waveland Press. 1995.
MCCALLUM, Cecilia. Gender and Sociality in Amazonia: How Real People are Made. Oxford: Berg, 2001
DESHAYES, P. & KEIFENHIEM, B.Pensar el Otro. Entre los Huni Kuin de la Amazonia Peruana. 2003. Lima Instituto Francês de Estudios Andinos / CAAAP.
Wednesday, July 28, 2010
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
Minério: Base material da trajetória humana
Haroldo Sá (IG-UFBA)
Durante milênios, os fragmentos de rocha, os galhos de árvores e o barro foram, praticamente, as únicas matérias primas que nossos antepassados sabiam utilizar para atender suas necessidades básicas: caçar a comida, cortar um alimento, fazer fogo, construir um abrigo, defender-se do inimigo ou atacá-lo. Mas, sua capacidade de observação e aprendizado - e alguns acasos iniciais - levaram o homem a descobrir que era possível extrair metais das rochas e, com eles, fabricar utensílios bem mais eficientes. A combinação do cobre com o estanho deu origem à liga conhecida como bronze e, assim, inaugurou-se um novo estágio no desenvolvimento da civilização, conhecida como a idade do bronze. Por volta de 1.300 a.c., em alguns lugares da Ásia, já se produziam armas, arados e outros objetos de ferro, bem mais resistentes que os equivalentes feitos de bronze.
No século XIX, mais de 30 elementos da tabela periódica eram extraídos de diversos tipos de minério para fabricar pontes, casas, veículos, armas etc. Hoje, praticamente todos os elementos químicos, inclusive os isótopos artificiais, estão, direta ou indiretamente, presentes em todos os objetos e recursos que nos cercam e que utilizamos na vida moderna: aviões, celulares, alimentos, embalagens, equipamentos médicos, próteses e outros exemplos que fariam uma lista interminável.
Para a maioria das pessoas, os termos idade da pedra lascada (paleolítico), idade da pedra polida (neolítico), idade do bronze, idade do ferro são bem entendidos como estágios do desenvolvimento da civilização. Hoje, fica difícil nomear o nosso tempo: idade do alumínio (?), do silício (?). Entretanto, todos esses estágios têm um vínculo essencial com a matéria prima mineral extraída de um minério, a base material da trajetória humana.
Projetando essa trajetória surge a pergunta:
Nosso planeta tem reservas de minério suficientes para atender as demandas futuras de uma crescente população mundial?
Referências básicas:
STREET, A. & ALEXANDER, W. – 1994 – “ Metals in the Service of Man”. 10th ed., 309 p., Penguin Books.
WEINER, J> - 1988 – “ O Planeta Terra” , trad., 361 p., Livraria Martins Fontes Editora Ltda.
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M.; FAIRCHILD, T.R.; TAIOLI, F. – 2000 - “Decifrando a Terra” 557 p., Oficina de Textos.
BLAINEY, G. – 2004 – “Uma Breve História do Mundo” , trad. 2ª. ed., 342 p., Editora Fundamento.
Tuesday, July 06, 2010
Local: LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade
Políticas Públicas de Ciência e Tecnologia no Brasil
Amilcar Baiardi (UFRB/UFBA)
A intervenção estatal em C&T da Colônia para o Império e do Império para a República. A visão da intervenção dirigida para o desenvolvimento científico-tecnológico, dos eruditos viajantes para os PBDCTs, na segunda metade do século XX. Formação do sistema Brasileiro de C&T e o papel de Anísio Teixeira. Os desequilíbrios regionais, os fundos setoriais, os editais induzidos e a CGEE. O papel da SBPC edas sociedades científicas. A matriz recente do sistema brasileiro de C&T&I e os INCTs.
Recomendações para leitura:
• BAIARDI, A. Sociedade e Estado no apoio à Ciência e à tecnologia. São Paulo: HUCITEC, 1997;
• BAIARDI, A. O desenvolvimento da atividade científica no Brasil. In: SCLIAR, M. Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil. São Paulo, Odysseus, 2002;
• MARCOVITCH, J. (org) Administração em Ciência e Tecnologia. Rio de Janeiro: FINEP/ EDGARD BLÜCHER, 1983.
• SICSU, A. B. Regionalização da política nacional de ciência e tecnologia. Recife: CNPq/Agencia do Nordeste, 1989.
• SCHWARTZMAN, S Formação da comunidade científica no Brasil. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional/FINEP, 1979.
• SCHWARTZMAN, S (coord.) Science and technology in Brazil: a new policy for a global world. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 1995.
• ______________________ A capacitação brasileira para a pesquisa científica e tecnológica. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 1996.
Monday, June 07, 2010
Lévi-Strauss, o Brasil e a Etnologia Indígena
Edwin Reesink (CCH, UFPE) e Maria Rosário de Carvalho (FFCH, UFBA)
“O Brasil representa a experiência mais importante da minha vida, ao mesmo tempo pela distância e pelo contraste, mas também porque determinou minha carreira” (Folha de São Paulo, 22 de fev. de 2005: p. A14). Esta afirmação de Lévi-Strauss foi feita por ocasião do ano França - Brasil, mas afirmações sobre a sua “dívida muito profunda” com o país apareceram a cada vez que ele foi perguntado sobre esse período da sua vida e as conseqüências para sua carreira como antropólogo. Realmente, do seu livro mais conhecido – Tristes Tropiques – se depreende, facilmente, como a sociedade brasileira da época o impressionou e o conduziu a estudos de colonização e urbanização. Mas, é claro, o que de fato é lembrado e marcou a sua trajetória antropológica foram as expedições a povos indígenas no interior. Após testemunhar a situação de penúria dos Kaingang, que sofriam com a dominação por parte da sociedade nacional, seguiram-se pesquisas entre os Kadiweu e os Bororo. Os primeiros o impressionaram pelos desenhos corporais, os segundos por seus elaboradíssimos sistemas social e ritual. A publicação do material Bororo na França, a exposição dos objetos e os filmes produzidos facilitaram o acesso aos americanistas proeminentes da França e o tornaram mais conhecido. Ademais, possibilitaram o financiamento da expedição aos Nambikwara. Se o Brasil foi fundamental para a carreira do antropólogo iniciante, esta experiência foi o ápice e o cerne da iniciação.
Lévi-Strauss sempre considerou que sua passagem pelos cerrados da Chapada dos Paresis teve o peso de um “trabalho de campo” que o credenciou suficientemente, em termos antropológicos. De fato, ele trabalhou muito, teve uma grande empatia com os índios e chegou a afirmar se tratar da sociedade mais interessante que havia encontrado. Não é por acaso que nos primeiros artigos por ele publicados, decorrentes da sua expedição ao Brasil e aos Estados Unidos, durante a II Grande Guerra, os Nambikwara e os outros povos indígenas constituem a sua grande inspiração. Os temas aí tratados são inovadores por que tratam de terminologias de parentesco e afinidade, aliança, reciprocidade e hierarquia, e das relações dos grupos locais com o exterior. Se a primeira grande obra, Estruturas Elementares do Parentesco, pouco se ocupa das culturas indígenas, por falta de dados, em diversos momentos dos anos 1950 os povos indígenas aparecem: não são nem “arcaicos”, nem “simples”, e as aparências da sua organização social podem enganar, exibindo um dualismo dinâmico. Se estes artigos inspiraram pesquisas etnográficas, é com as Mitológicas, na década de 1960, que a etnologia indígena ocupa, pela primeira vez, o centro das atenções na antropologia mundial. Não é fortuito que esta mega-análise das qualidades concretas que revelam estruturas complexas do pensamento começa com um mito Bororo. A partir de então, a etnologia indígena toma, realmente, um impulso etnográfico e realiza um vôo teórico que redundarão no estado da arte atual, com um grau de conhecimento etnográfico e uma sofisticação teórica extremamente devedores às etnografias, intuições, inspirações e preocupações de Lévi-Strauss. O que, cabe assinalar, deixou-o, ao final da sua vida, muito satisfeito.
Referências:
Aspelin,P.
1976 “Nambicuara economic dualism: Lévi-Strauss in the garden, once again”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 132, nr. 1.
1978 “Comments by Aspelin”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 134, nr.1.
1979 “The Ethnography of Nambicuara Agriculture”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 135, nr.1.
Faria, Luiz de Castro
2001 Another Look. A diary of the Serra do Norte Expedition. Rio de Janeiro : Ouro Sobre Azul.
Lévi-Strauss, C.
1943 “The social use of kinship terms among Brazilian Indians”. In: American Anthropologist Vol.45, Issue 3, Part 1.
1944 “Reciprocity and Hierarchy”. In: American Anthropologist vol.46, Issue 2.
1946 “The name of the Nambikuara”. In: American Anthropologist Vol. 48, Issue 1.
1948a “The Nambicuara”. Em J.Steward (ed.), Handbook of South American Indians vol. 3. Washington: U. S. Government Printing Office.
1948b “La Vie familiale et sociale des Indiens Nambikwara”. In: Journal de la Société des Américanistes Tome XXXVII.
1957 Tristes Tropicos. São Paulo: Edições Anhembi.
1970 Antropologia Estrutural. Tempo Brasileiro: Rio de Janeiro.
1976a “Guerra e comércio entre os índios da América do Sul”. In: E. Schaden (ed.), Leituras de Etnologia brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional.
1994 Saudades do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
Price, P. David
1978 “Real toads in imaginary gardens: Aspelin vs. Lévi-Strauss on Nambiquara nomadism”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 134, nr.1.
1991 “Nambiquara Nomadism: A Final Note”. In: Bijdragen tot de Taal-, Land- en Volkenkunde, vol. 147, nr.1.
Reesink, Edwin
2008 “Lévi-Strauss e os Trópicos dos Nambikwara”. In: Revista Portuguesa da História do Livro, Ano XI (2007), No. 22.
Souza, Marcela Coelho de e C.Fausto
2004 “Reconquistando o campo perdido: o que Lévi-Strauss deve aos ameríndios”. In: Revista de Antropologia, vol. 47 no.1.
Viveiros de Castro, E.
2008 “Une société réduite à as plus simple expression”. In : (sem ed.) Le Siècle de Lévi-Strauss. Paris : Saint Simon e CNRS éditions.
2009 “Claude Lévi-Strauss”. Entrevista de Viveiros de Castro. In: Estudos Avançados vol.23 no.67.
Wednesday, May 19, 2010
A ciência fala do real?
Charbel Niño El-Hani
(Instituto de Biologia, UFBA)
Partiremos da discussão dos modelos científicos como elementos centrais na construção do conhecimento que a ciência nos proporciona sobre o mundo. Distinguiremos modelos de escala, modelos analógicos, modelos matemáticos e modelos teóricos. Ao discutir modelos teóricos, nosso argumento se baseará na impossibilidade de os modelos maximizarem simultaneamente três características: generalidade, precisão e realismo. Mostraremos, então, que modelos nunca são a realidade, constituindo erro grave confundir um com o outro. Mais do que isso mostraremos que, de modo normativo, modelos devem ser distintos da realidade. De outro modo, não podem cumprir o papel que lhes cabe na ciência. Assim, contrariamente ao que muitas vezes se pensa, não é na preservação de toda informação sobre o real que está o poder dos modelos, mas, antes, na perda de informação orientada pela atenção seletiva que uma teoria científica nos fornece relativamente a variáveis relevantes e irrelevantes para a compreensão da situação modelada. À luz desse argumento, discutiremos o papel da abstração na construção de modelos, em particular, na obtenção de generalidade. Esta é uma característica das representações, incluindo os modelos, que não escapou ao escritor argentino Jorge Luís Borges, como podemos ver em seu “Del rigor de la ciencia”, onde ele descreve a vã busca de um mapa perfeito, destituído de utilidade (ver http://www.youtube.com/watch?v=zwDA3GmcwJU e http://www.youtube.com/watch?v=if0YH_PC02Y). Finalizaremos, então, com uma discussão sobre como podemos derivar, deste modo de compreender os modelos, uma conclusão mais geral sobre todo e qualquer conhecimento humano. Não temos como saber o que é o verdadeiro e o real, não importa de qual forma de conhecimento estejamos falando. Trataremos, então, de duas respostas a esta impossibilidade: de um lado, uma realista, na qual se busca formular uma noção consistente de verdade aproximada, entendida como uma correspondência entre a realidade e as entidades teóricas (inobserváveis) e empíricas (observáveis) de nossas teorias e modelos. De outro, uma anti-realista, que se restringe à possibilidade de uma correspondência entre as aparências da realidade, tal como presentes em nossa experiência (na forma de observações, medições, relatos experimentais), e as entidades empíricas de nossas teorias e modelos. Será importante discutir, então, qual o estatuto das entidades teóricas em tal visão anti-realista, em particular, a idéia de que elas são ficções úteis, às quais não é necessário adicionar qualquer hipótese de correspondência ao real.
Bibliografia
BLACK, Max. Models and Metaphors. Ithaca, NY: Cornell University Press, 1962.
BORGES, Jorge Luís. História Universal da Infâmia. Rio de Janeiro: Globo, 2001.
CHALMERS, Alan F. O que é Ciência Afinal? São Paulo: Brasiliense, 1995.
DUTRA, Luiz Henrique. Introdução à Teoria da Ciência (3a Ed.). Florianópolis: UFSC, 2009.
GODFREY-SMITH, Peter. Theory and Reality. Chicago: University of Chicago Press, 1993.
HACKING, Ian. Representing and Intervening. Cambridge: Cambridge University Press, 1983.
VAN FRAASSEN, Bas. A Imagem Científica. São Paulo: UNESP, 2007.
Tuesday, May 04, 2010
Da intuição ao cálculo na ciência das construções
Mário Mendonça
(Escola Politécnica, UFBA)
Argumento relevante na história da ciência é o conhecimento de como os antigos enfrentavam o desafio de elevar construções gigantescas sem o apoio da moderna ciência das construções. Através desta exposição pretende-se demonstrar como, no passado a intuição muitas vezes preenchia a lacuna das elucubrações matemáticas e a ciência empírica experimental, desenvolvida pela prática da ars mecânica, alimentava o conhecimento dos limites do possível e da segurança dos edificados.
São discutidas as causas pelas quais o mundo medieval nos deixa reduzidas informações sobre os aspectos técnicos da edificação e de outros misteres exercidos pelos burgueses das comunas, procurando entender os segredos da scientia das corporações de ofício guardados ciosamente pelos mestres, companheiros e aprendizes a elas afiliados.
Mostra-se o primeiro passo dado por Galileu na procura de entender através de expressões matemáticas o comportamento dos fabricados e como este processo evoluiu durante os séculos que se sucederam. Destaca-se a grande contribuição da engenharia militar e das escolas militares que nos legaram figuras fundamentais para os estudos da teoria da elasticidade das estruturas até a sua articulação final no século XIX. Nesta trajetória é enfatizado o fato de que o empirismo e a intuição nunca abandonaram o desenvolvimento da ciência desde a grande contribuição metodológica cartesiana até os dias atuais.
Bibliografia
CROCI, Giorgio. Intuizione e calcolo nella progetazione delle strutture: Prevenzione dei dissesti e consolidamento. Milano: Hoepli, 1977.
CROCI, Giorgio. I dissesti ed i crolli nell’evoluzione delle costruzioni, della scienza e della tecnica: prevenzione e criteri d’íntervento. In: Corso di Informazione ASSIRCCO, 1., Perugia, 6-8 nov. 1979. Atti...: La conservazzione dei monumenti: metodogia di ricerca e tecniche di consolidamento contro il degrado. Roma: Kappa, 1981. p. 65-100.
HEYMAN, Jacques. La ciencia de las estructuras. Madrid: Instituto Juan de Herrera, 2001. Traducción de Gema M. Lopes Manzanares.
OLIVEIRA, Mário M. Reabilitação de estruturas antigas: uma visão histórica: In: Congresso Internacional sobre o Comportamento de estruturas Danificadas, jul. 3, 2002, Rio de Janeiro. Anais..., 2002. Rio de Janeiro: UFF, 2002. Registro digital.
SANTIAGO, Cybèle C.; MIRANDA, Murilo A. Caracterização de madeiras brasileiras: um estudo de caso do Século XVIII. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, 6., 22-24 jul. p.77-89, 1998, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 1998. p. 77-89.
TIMOSHENKO, Stephen P. History of strength of materials. New York: Dover, 1983.
Saturday, May 01, 2010
O Clima em Copenhague e depois
Maíra Azevêdo, Bióloga
Um panorama sobre as discussões, encaminhamentos e possibilidades que vão se desenhando a respeito dos efeitos da ação humana sobre o clima do planeta e os efeitos das alterações climáticas na vida humana. Os Fóruns Climáticos pontuam a construção de um caminho, mas a ausência de uma posição arrojada por parte dos governos não condiz com a urgência exigida pela situação. Como a sociedade civil vem se organizando para mostrar seu posicionamento e levar novas idéias aos tomadores de decisão do mundo.
SUGESTÕES DE LEITURA
1- Klimaforum Declaration, disponível em várias línguas em http://declaration.klimaforum.org/declaration?page=1
2- Política Nacional sobre Mudança do Clima, Lei 12.187 /29 de dezembro de 2009, em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12187.htm
3- Permaculture, From Disasters to solution – The greenest planet on the earth, proposta do Conselho Internacional de Permacultura para criação e gestão de um fundo direcionado ao reflorestamento respeitando os princípios da biodiversidade e segurança alimentar (levarei alguns exemplares p distribuir)
4- Manfrinato, Warwick, Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal no contexto da mitigação de mudanças climáticas, o código florestal o Protocolo de Quioto e o mecanismo de desenvolvimento limp / coordenação de Warwick Manfrinato, coautores Maria José Zakia ... et al. – Rio de Janeiro. The Nature Conservancy; Piracicaba: Plant Planejamento e Ambiente Ltda, 2005.Administrando a água como se fosse importante: gestão ambiental e sustentabilidade / Ladislau Dowbor, Renato Arnaldo Tagnin (organizadores) – São Paulo: Eitora SENAC São Paulo, 2005
5- Gonçalves, Carlos Walter Porto, O desafio Ambiental / Carlos Walter Porto Gonçalves, organizador Emir Sader – Rio de Janeiro: Record, 2004. – (Os porquês da desordem mundial. Mestres explicam a globalização)
6- Lynas, Mark, 1973- 1,996s. Seis Graus: o aquecimento global e o que você pode fazer para evitar uma catástrofe / Mark Lynnas, tradução Roberto Franco Valente; revisão técnica Mariana Viveiros – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008
7- Nova Lei das Águas do Estado da Bahia Lei 11.612/09
8- Mollinson Bill e Saly, Reny Mia, Introdução `a Permacultura, tradução de André Luis Jaeger Soares. Tagari Publications-Tyalgum-Australia
9- Série Soluções Sustentáveis: Permacultura Urbana, Uso da Água na Permacultura, Permacultura na Agricultura Familiar e
10- Livraria Tapioca: http://www.livrariatapioca.net/
Thursday, March 11, 2010
Calangos – Um jogo eletrônico para ensinar ecologia e evolução
Angelo Loula e Antonio Apolinário (UEFS), Pedro Luís Bernardo da Rocha (UFBA), Leandro Nunes de Castro (Mackenzie), Charbel El-Hani (UFBA).
Há três anos decidimos enfrentar esses desafios, com um financiamento obtido junto à FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e bolsas fornecidas pela FAPESB (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia). Montamos uma equipe reunindo pessoas das áreas de educação, biologia e computação para desenvolver um jogo eletrônico educacional que pudesse contribuir para o ensino de dois assuntos centrais da biologia, evolução e ecologia.
Nossa pesquisa continua e pretendemos nos próximos meses lançar a segunda fase do jogo, em que os estudantes construíram seus próprios lagartos, e então a terceira e quarta fases, no ano seguinte, em que o jogo passa a ser jogado no nível populacional (terceira fase), e não individual, e então no tempo evolutivo (quarta fase), e não apenas ecológico.
BIBLIOGRAFIA ADICIONAL PARA LEITURA
Ausubel, D. P.; Novak, J. D. & Hanesian, H. 1983. Psicologia Educacional. 2°ed.. Rio de Janeiro: Interamericana.
Gee, J. P. (2007) What Video Games Have to Teach Us About Learning and Literacy (2nd ed.). New York: Palgravre Macmillan.
Kishimoto, T. M. 1993. Jogos tradicionais infantis: o jogo, a criança, a educação (8a ed.). Petrópolis: Vozes.
Mendes, C. (2006). Jogos eletrônicos: diversão, poder e subjetivação. Campinas: Papirus.
Moreira, M. A. 1999. Aprendizagem Significativa. Brasília: Ed. UnB.
Spigolon, R. 2006. A importância do lúdico no aprendizado. Campinas: Universidade Estadual de Campinas.
Prensky, M. (2006). Don't Bother Me Mom—I'm Learning!: How computer and video games are preparing your kids for 21st century success and how you can help! St. Paul: Paragon House Publishers.
Prensky, M. 2007, Digital Game-Based Learning, Paragon House Publishers.
Sunday, March 07, 2010
Resumo Café - 08/03/2010
Os Parasitas e o Homem
A relação parasita-hospedeiro já foi descrita como paradoxal. O parasita depende do hospedeiro para sua sobrevivência, ou seja a sobrevivência do parasita depende da sobrevivência do hospedeiro. Ainda assim, o parasita inflige dano e pode chegar a comprometer a sobrevivência do hospedeiro. Como entender esta relação é o foco central da discussão.
A discussão das estratégias de sobrevivência (transmissão) dos patógenos ajuda a compreender os padrões de virulência. Um patógeno cuja disseminação depende da mobilidade do seu hospedeiro, pode ter vantagem na seleção de variantes menos virulentas o que leva a menor comprometimento da sobrevivência do hospedeiro. Por outro lado, um patógeno capaz de disseminação através de vetores, pode ter maior possibilidade de sobrevivência pela seleção de variantes mais virulentas, capazes de infectar grande número de indivíduos de forma rápida.
Evidentemente, que os modelos desta relação não são simples e as estratégias indicadas acima sofrem um grande influência do número de hospedeiros susceptíveis que estão disponíveis no meio ambiente.
Além das infecções, os parasitas podem modular outras enfermidades. Pode ocorrer, como é mais fácil de imaginar, um agravamento de algumas doenças em decorrência do parasitismo. Contudo, pode ocorrer também uma melhora de enfermidades, incluindo inclusive, em alguns casos, efeitos benéficos sobre a saúde do hospedeiro afetado por enfermidades não-parasitárias.
Não há conclusões definitivas, o campo necessita ainda de maior conhecimento antes do desenvolvimento de um modelo que explique as relações complexas entre os parasitas e seus hospedeiros de forma completa.
LEITURA RECOMENDADA
Em português:
Luis Rey – Parasitologia.
David Neves - Parasitologia Humana (11ª Ed.)
Medipedia http://bit.ly/9ECYXB
Crossing the Line: Selection and Evolution of Virulence Traits Brown, N., Wickham, M., Coombes, B., & Finlay, B. (2006). Crossing the Line: Selection and Evolution of Virulence Traits PLoS Pathogens, 2 (5)
Sunday, January 31, 2010
A constituição do método experimental no século XVIII: as experiências de Lazzaro Spallanzani sobre a reprodução de anfíbios
Maria Elice Brzezinski Prestes
IB/USP
O século XVIII testemunhou uma grande expansão dos estudos sobre os seres vivos na Europa. Egressos dos cursos universitários da época, como Medicina, Artes, Filosofia Natural ou Teologia, dedicaram-se a estudos específicos em áreas que se desenvolviam desde o Renascimento, como a Anatomia e a Botânica e Zoologia – estas últimas voltadas especialmente ao inventário, nomeação e classificação dos organismos. Além disso, os então chamados “naturalistas” ou “filósofos naturais” também aprofundaram conhecimentos sobre a recém descoberta vida microscópica, bem como sobre o funcionamento dos seres vivos. Em torno a este último tema, encontramos o desenvolvimento do método experimental, talvez o menos conhecido da história da biologia daquele século.
Desde as últimas décadas do século XVII e ao longo do século XVIII houve um aumento bastante importante no número de naturalistas dedicados aos estudos fisiológicos das diferentes espécies, seja de plantas, seja de animais, incluindo os corpos vivos microscópicos. Desenvolveu-se ali, portanto, uma fisiologia que não é a fisiologia humana, intimamente relacionada à Medicina, como aquela que consagrou o método experimental de Claude Bernard em meados do século XIX.
Nesta apresentação, discutiremos a constituição do método de pesquisa utilizado nessas investigações sobre funções vitais de plantas, animais e corpos microscópicos. Identificaremos componentes que foram sendo selecionados e validados pela comunidade de filósofos naturais ocupados em promover a “interrogação à natureza”. A então chamada “arte de observar e fazer experiências” será exemplificada em estudos sobre a reprodução de anfíbios realizados por um dos expoentes dessa tradição, o padre naturalista italiano Lazzaro Spallanzani (1729-1799).
Leituras recomendadas:
Alfonso-Goldfarb, A. M. et al. O saber fazer e seus muitos saberes: experimentos, experiências e experimentações. São Paulo: Editora e Livraria da Física / Educ, 2006.
Filosofia e História da Biologia, volumes 1, 2 e 3. São Paulo: ABFHiB, 2006, 2007 e 2008.
Russo, Marisa e Caponi, Sandra. Estudos de filosofia e história das ciências biomédicas. São Paulo: Discurso Editorial, 2006.