Sunday, August 26, 2007

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10/09/2007 – 18 horas

Professor Luiz Erlon Rodrigues da Faculdade de Medicina da UFBa - Vitaminas - Verdades e Mitos. Vale à pena tomá-las?

Um importante alerta médico foi feito em 2005 com o lançamento do livro Vitaminas Verdades e Mitos do Dr. Luiz Erlon Rodrigues, contra os abusos da indústria farmacêutica que promove o uso excessivo de vitaminas, sem que a população saiba dos prejuízos que tal uso pode acarretar à saúde humana.
O livro mostra cientificamente, que a ingestão de alimentos variados, a exemplo de vegetais, carnes, peixes, ovos, leite e derivados pode ser amplamente suficiente para garantir o suprimento diário todas as vitaminas.
Segundo Dr. Erlon, o uso de vitaminas como drogas terapêuticas, remédios para curar doenças, diferentes daquelas carenciais, não é uma boa conduta médica, e afirma que: “As vitaminas se constituem no maior placebo inventado no século vinte e trazido para o século vinte e um pelo poder econômico”. A indústria farmacêutica movimenta bilhões de dólares anuais com as vitaminas aproveitando-se da crendice, da hipocondria, da angústia e do estresse da população a qual prefere comer mal e rápido a investir numa refeição mais completa.
Doses dessas substâncias, maiores que as fisiológicas se constituem em desperdícios muitas vezes perigosos. Por exemplo: Um indivíduo adulto necessita diariamente de 60 mg de vitamina C. No entanto, um comprimido efervescente de um conhecido medicamento contém 1 grama. Quando tomado, os primeiros 60 mg absorvidos saturam as proteínas de transporte plasmático da citada vitamina e os 940 mg restantes não são aproveitados e, portanto eliminados, principalmente por via urinária dentro das duas horas seguintes. Isso sem considerar que mulheres grávidas que tomam vitamina C em altas doses e por períodos longos, podem induzir no feto uma enzima que destrói o excesso da vitamina C e, depois do nascimento, ao se alimentar do leite materno que é pobre nessa vitamina a criança continua a destruí-la, levando-a ao escorbuto.
As vitaminas ditas lipossolúveis (A D E K) são perigosas, quando tomadas em altas doses e por longos períodos. Um indivíduo adulto do sexo masculino necessita de 10 mg de vitamina E por dia. Contudo, a dose comumente encontrada nas cápsulas desta vitamina é de 400 mg. Isto corresponde a 40 vezes aquela que realmente necessária. Alguns profissionais da área de saúde receitam 2 a 3 cápsulas diárias. Nessas circunstâncias, se esse tratamento se prolongar por mais de duas semanas, podem surgir sinais decorrentes de superdosagens como: náuseas, cefaléia, fadiga muscular, sangramento facilitado e mesmo hemorragias.
Se grande parte dos médicos, principalmente aqueles ditos ortomoleculares, não receitassem esses placebos e, eticamente dissessem aos seus pacientes que eles deveriam alimentar-se melhor e, melhorassem suas qualidades de vida com atividades físicas e menos estresses, com certeza essas crendices tenderiam a diminuir aos poucos. Contudo, a pressão da indústria farmacêutica, aliada à crescente mercantilização da medicina, pervertem tudo. Finalmente, o dinheiro gasto na compra de vitaminas deveria ser investido na melhoria da própria alimentação, aliás, bem mais barata.
Polêmico, o livro Vitaminas Verdades e Mitos desafia o pensamento clínico corrente, desmascarando ícones vitamínicos da importância do ácido ascórbico e dos tocoferóis (vit. C e E).

Tuesday, August 07, 2007

Para saber mais - apresentação 13/08/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "Fractais", nos livros e revistas recomendados abaixo:


Será que Deus Joga Dados? A nova matemática do caos. Stewart, I. Jorge Zahar, 1991.

Caos: a criação de uma nova ciência. Gleick,J. Editora Campus, 1991.


Complexidade & Caos. Nussenzveig, H.M. UFRJ, 2003

Dos Ritmos ao Caos. Bergé, P.; Pomeau, Y.; Dubois-Gance. Unesp, 1996.


Caos, uma introdução. Ferrara, N.; Prado, C. Ed. Edgard Blucher, 1994.

The Fractal Geometry of Nature. B. B. Mandelbrot. W. H. Freeman and Company, 1977.


Comet: Jackson Pollock's Life and Work. Kirk Varnedoe in JacksonPollock, by KirkVarnedoe, with Pepe Karmel. Museum of Modern Art, 1998.

Fractal Analysis of Pollock's Drip Paint. R. P. Taylor, A. P.Micolich andD. Jonas in Nature, Vol. 399, pg 422; 1999.

Fractals of the Classroom. Part One: Introduction to Fractals and Chaos. PEITGEN, Heinz-Otto; JÜRGENS, H.; SAUPE, D. New York:Printer-Verlag, 1992.
Resumo da apresentação do dia 13/08/2007

Fractais

Por José Garcia Vivas Miranda do Instituto de Física da UFBa

A forma com que o homem representa a natureza, seja nas artes ou nasciências, sofreu diversas modificações ao longo da história. Emespecial, a representação do espaço, iniciando nas pinturas rupestres até os intrigantes quadros de Jackson Pollock. Em meados do séculopassado, em meio a uma revolução na forma em que a ciência revia seusmodelos cartesianos para o novo paradigma da complexidade, surge umanova representação do espaço, os fractais. Até então inúmeros sistemas naturais deixaram de ser estudados por serem demasiado complexos ou osmodelos possíveis de serem implementados, eram deveras simples paraserem úteis. Desde então se iniciou uma chuva de trabalhos científicosna busca de reconhecer este novo padrão nos mais inusitados sistemasnaturais; dentre eles: nuvens, alvéolos pulmonares, couve-flor, árvores,chuva, montanhas, estrelas e cidades. Basicamente se notou que o difícilera encontrar algo que não fosse fractal! Com isso ficou claro que setratava de um padrão natural de estruturação das formas, mas por que anatureza evolui nesta direção? O que de fato representa este padrão? Ocomportamento humano também segue este modelo? Em que podemos aplicareste conhecimento? Essas e outras perguntas serão discutidas em nossobreve encontro.
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13/08/2007 – 18 horas

Fractais com o professor José Garcia Vivas Miranda do Instituto de Física da UFBa.

Monday, July 09, 2007

Para saber mais - apresentação 09/07/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais", nos livros e revistas recomendados abaixo:


CONTI, J. B. Clima e meio ambiente. 1 ed. São Paulo: Atual, 1998.

HARTMAN, D. Global physical climatology. San Diego: Academic Press, 1994.

MOLION, L. C. B. Aquecimento global: fato ou ficção? Revista do Instituto de Edições Pedagógicas, São Paulo, ano 1, nº 4, p. 6-9 nov. 2001.

NUNES, L. H. Mudanças climáticas globais. Revista Terra Livre, vol. 1, nº 18, AGB, São Paulo, 2002.
Resumo da apresentação do dia 09/07/2007

Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais

por Emanuel Fernando Reis de Jesus do Departamento de Geografia da UFBa

A preocupação em torno das mudanças climáticas globais e da degradação da natureza deixou de ser um tema exclusivo dos profissionais da área ambiental. O papel decisivo dessas condições sobre o futuro da humanidade vem despertando uma série de discussões em várias partes do mundo.
De forma direta ou indireta o clima sempre esteve presente em todas as atividades desenvolvidas pelo homem desde os primórdios, daí a sua extrema importância até os dias contemporâneos. O estudo do clima compõe um importante capítulo do estudo da natureza, sobretudo quando o seu enfoque encontra-se direcionado, principalmente, para uma perspectiva de interação entre a natureza e a sociedade.
O clima é um sistema extremamente complexo, regido por múltiplas interações entre os diversos subsistemas (hidrosfera, biosfera, criosfera e atmosfera). Um grande espectro de escalas temporais e espaciais nele intervém. O oceano mais particularmente, exerce um efeito considerável sobre o clima global do planeta, uma vez que, inúmeras trocas de massas e de energia - por meio de gases, água e calor - proporcionam assim, a existência de um sistema altamente integrado. Nesses complexos processos de trocas, os oceanos têm um papel relevante na manutenção do equilíbrio climático da Terra.
A história natural do clima é caracterizada pela alternância de períodos quentes intercalados por períodos mais frios, que marcaram profundamente inúmeros eventos ocorridos nas diversas eras geológicas. A variabilidade do clima é, portanto, um fenômeno natural que pode ser definido como a maneira pela qual os elementos climáticos (precipitações pluviométricas, temperatura, umidade do ar, dentre outros) variam no interior de um determinado período de registro de uma série temporal.
A expressão mudança global do clima é definida como o conjunto de alterações climáticas causadas pelo aquecimento adicional da superfície e atmosfera da Terra em função das concentrações atmosféricas de gases de “efeito estufa” resultantes das atividades humanas.
Os gases do efeito estufa existem naturalmente na atmosfera, sendo os principais o vapor d´água, o dióxido de carbono (CO2), o ozônio (O3), o metano (CH4), e o ôxido nitroso (N2O). Esses gases têm a propriedade de absorver parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre. Como conseqüências das atividades humanas, as concentrações de gases de “efeito estufa” vêm aumentando. Além dos gases já citados, novos gases com as mesmas propriedades, mas apenas produzidos pelo homem, passaram a ser também lançados na atmosfera, incluindo os clorofluorcarbonos (CFCs), hexafluoreto de enxofre (SF6) dentre inúmeros outros. Nos dias atuais a qualidade do ar sobretudo nas grandes metrópoles vem sendo cada vez comprometido, com sensíveis reflexos sobre à saúde humana.
Enfim, o aquecimento global é hoje uma realidade, suas repercussões se manifesta sob os mais diferentes aspectos, dentre os quais podemos citar: aumento do nível dos oceanos causado pelo derretimento das geleiras e pela expansão térmica do volume de água; elevação das temperaturas médias da superfície da ordem de 1,5º a 4,5ºC; derretimento dos gelos do mar; tendência a um aumento global das chuvas a partir da elevação dos níveis de vapor d´água presentes na atmosfera; aumento da ocorrência de furacões dentre inúmeras outras manifestações meteoroclimáticas.

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09/07/2007 – 18 horas

Professor Emanuel Fernando Reis de Jesus do Departamento de Geografia da UFBa - Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais.

Tuesday, June 05, 2007

Resumo da apresentação do dia 11/06/2007

Dança na Cultura Digital: Quando a Metáfora de Frankenstein Assombra as Artes do Corpo

Por Ivani Santana da Escola de Dança da UFBa

Esta comunicação pretende suscitar uma reflexão sobre a relação arte-ciência-tecnologia dentro do escopo da dança. Considerando o momento vigente como a fase da Cultura Digital, o intuito é refletir sobre quais os olhares que recaem sobre as novas mídias e suas conseqüências no mundo e nas artes do corpo, estas principalmente por serem foco desta apresentação. Tais visões parecem estar ligadas ainda ao que denomino Metáfora de Frankenstein, a qual delata a existência dos tecnoclastas em contrapartida aos tecnomaníacos, respectivamente demarcando o grupo daqueles que percebem as tecnologias como nefastas e maléficas a humanidade, e os outros que as consideram a salvação de todos os tempos. Esses posicionamentos serão revistos em uma análise sobre os entendimentos e as produções existentes no campo da dança com mediação tecnológica.
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11/06/2007 – 18 horas

Professora Ivani Santana da Escola de Dança da UFBa - Dança na Cultura Digital: Quando a Metáfora de Frankenstein Assombra as Artes do Corpo

Friday, May 04, 2007

Para saber mais - apresentação 14/05/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "O que você bebe em seucopo d’água?", nos livros e revistas recomendados abaixo:

Norma Felicidade, Rodrigo Constante Martins e Alessandro André Leme. Uso e Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil; Volume I; Velhos e Novos Desafios para a Cidadania.

José Galizia Tundisi. Água no Século XXI; Enfrentando a Escassez.

Carlos E. de M. Bicudo e Denise de C. Bicudo. Amostragem em Limnologia.

Aldo Rebouças, Benedito Braga e José Galizia Tundisi. Águas Doces no Brasil: Capital Ecológico, Uso e Conservação. Academia Brasileira de Ciência.

F.A. Estesves. Fundamentos de Limnologia. FINEP/Interciência. Recursos Hidroenergéticos: Usos, Impactos e Planejamento Integrado. Programa de Pós-graduação em Ciências da Engenharia AmbientalCRHEA-SHS-EESC-USP

Rodrigo Constante Martins e Norma Felicidade L. S. Valencio (organizadores). Uso e Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil; Volume II; Desafios Teóricos e Político-Institucionais.

Marcos Gomes Nogueira, Raoul Henry e Adriana Jorcin (organizadores). Ecologia de Reservatórios: Impactos Potenciais, Ações de Manejo e Sistemas em Cascata; Segunda Edição.
Resumo da apresentação do dia 14/05/2007

O que você bebe em seucopo d’água?
Por Eduardo Mendes da Silva do Instituto de Biologia da UFBa

O ser humano sempre buscou viver próximo às águas. As antigas e as atuais civilizações sempre buscaram locais onde houvesse água em abundância. Água para beber, água para dispor os resíduos da sociedade. Com o crescimento populacional, associado ao crescimento tecnológico, uma crise de conflitos passou a existir. Vários setores da sociedade apresentam suas demandas por água, afetando sua quantidade e qualidade. Em termos de quantidade podemos apenas gerir o problema aos níveis local e regional, pois o volume de água no planeta é fixo. A água é um recurso reciclável sim, mas não renovável. Com relação à qualidade temos um problema também de grande dimensão. O uso múltiplode água na sociedade atual fez com que os conflitos se acentuassem: água para beber, água para a indústria, água para a agricultura e água para diluir os esgotos. Olhando o problema brasileiro temos uma questão legal que desintegra a gestão da água. Ao inventarmos a expressão recursos hídricos e termos ma lei específica para isto, apropriamo-nos apenas do que nos interessa para abastecimento e uso humano, deixando as outras águas de lado. A gestão das águas no Brasil é desintegrada, desconectada da proteção dos ecossistemas e busca apenas prover água de mais longe para as populações ávidas em gastar mais água. Ao nível doméstico temos um outro problema gritante, não confiamos na água que nos é servida na torneira, embora a compremos como potável. A questão da eutrofização das águas com as florações indesejáveis e a inviabilidade do uso dessas águas para o consumo humano tem despertado muito interesse por parte da comunicação social é sim uma realidade que temos que conviver. Enfim, um mundo de problemas ainda para ser resolvido dentro do nosso copo d'água.
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14/05/2007 – 18 horas

Professor Eduardo Mendes da Silva do Instituto de Biologia da UFBa - O que você bebe em seucopo d’água?

Sunday, April 08, 2007

Café Científico na Mídia 4 - Correio da Bahia







08/04/2004

Salvador Ganha Café Científico

Salvador entrou desde o ano passado na rota do Café Científico, atividade de divulgação científica que ocorre em vários países, incluindo Japão, Argentina, Coréia do Sul, Estados Unidos, Inglaterra e Bangladesh. Criado em Leeds, na Inglaterra, em 1998, há atualmente cerca de 180 versões. No Brasil, além da capital baiana, o evento acontece no Rio de Janeiro e Porto Alegre. O Programa de Pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (Ufba/Uefs) e a LDM – Livraria Multicampi são os promotores do Café Científico em Salvador, uma vez por mês.
O Café Científico é uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem para discutir questões científicas, num ambiente agradável e descontraído. No dia 12 de fevereiro, às 18h, aconteceu mais uma edição do evento, com o tema: “Por que comemorar o dia Darwin? A importância da teoria darwinista da evolução”. O palestrante foi o professor Charbel Niño El-Hani, do Instituto de Biologia/Ufba, coordenador do programa.
O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM – Livraria Multicampi, localizada na Rua Direita da Piedade, nº 20. “O envolvimento da LDM é muito importante, não apenas como espaço para os debates. É fundamental que essas discussões aconteçam fora da universidade, para aproximar mais a sociedade da ciência”, faz questão de frisar El-Hani. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras. No primeiro encontro participaram 40 pessoas, público que foi se ampliando até chegar a 130 na última edição.
Em fevereiro, excepcionalmente, foram programados dois encontros. O segundo, dia 26, com o tema “Fontes Alternativas de Energia: Seus Benefícios e seus Impactos”, teve como palestrante o professor Jailson Bittencourt, do Instituto de Química da UFBA.
O primeiro Café Científico realizado em Salvador foi em setembro de 2006, com o professor Saulo Carneiro, do Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, abordando o tema “De onde viemos, para onde vamos? As velhas perguntas e os recentes avanços da cosmologia”. Entre os temas abordados nas demais sessões destaque para a Síndrome de Down e para o projeto Universidade Nova. Em maio o coordenador participará de um encontro dos cafés científicos de todos os países que aderiram ao programa, na Inglaterra, para analisar os eventos e identificar novas temáticas.

Tuesday, April 03, 2007

Para saber mais - apresentação 09/04/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "O mundo quântico", nos livros e revistas recomendados abaixo:

Fernanda Ostermann, et al, “Desenvolvimento de um software para o ensino de fundamentos de Física Quântica.” Física na Escola, v. 07, p. 22-25, 2006.

Ivan Oliveira – Física moderna para iniciados, interessados e aficionados, Livraria da Física, 2005, Caps. 3, 5 e 7.

Olival Freire e Rodolfo Carvalho – O Universo dos quanta, Editora FTD, 1997.

Olival Freire, “As interpretações conflitantes da mecânica quântica”, Scientific American Brasil, edição especial “Os grandes erros da ciência, pp.86-91, 2006.

Osvaldo Pessoa, Conceitos de Física Quântica, 2 vols., Livraria da Física, 2006.

Robert Gilmore - Alice no País do Quantum, Jorge Zahar Editor, 1998.

Quânticos – Os homens que mudaram a Física, edição especial da Scientific American Brasil, série Gênios da Ciência, número 13, 2006.
Resumo da apresentação do dia 09/04/2007

O mundo quântico
Por Olival Freire Jr. do Instituto de Física da UFBa

A idéia de que o mundo microscópico (átomos, moléculas, partículas subatômicas) tem propriedades muito estranhas, quando comparadas com o mundo da nossa experiência cotidiana (mundo macroscópico) surgiu com o advento da teoria quântica, criada entre 1925 e 1927. Desde então, a idéia de um mundo quântico (descrito pela nova teoria física) em contraposição a um mundo clássico (descrito pelas teorias físicas clássicas) se tornou moeda corrente na cultura da física. Contudo, a transição entre o quântico e o clássico, longe de ser um fenômeno bem resolvido, tem sido objeto de investigação sistemática nas últimas décadas, e essa investigação tem trazido novos elementos para a compreensão da própria teoria quântica. Explorar qualitativamente a idéia de um mundo quântico, e de sua conexão com o mundo clássico, será o tema do Café Científico.
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09/04/2007 – 18 horas

Professor Olival Freire Jr. do Instituto de Física da UFBa –
O Mundo Quântico.

Wednesday, March 07, 2007

Para Saber Mais - apresentação 12/03

é possivel saber mais sobre o tema, “Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura”, nos livros recomendados abaixo:

Ellen, R. F. 1996. The cognitive geometry of nature: a contextual approach. In Descola, Ph. e Pálsson, Gísli, orgs. Nature and Society. Anthropological perspectives. Londres: Routledge

Descola, P. 1996. Constructing natures: symbolic ecology and social practice. In Descola, Ph. e Pálsson, Gísli, orgs. Nature and Society. Anthropological perspectives. Londres: Routledge

Lenoble, R. 1990. História da Idéia de Natureza. Lisboa: Ed. 70.

Gusdorf, G. 1985. Le Savoir Romantique de la Nature. Paris, Payot.

Nichols, A. 2004. Romanticism & Ecology. The Loves of Plants and Animals: Romantic Science and the Pleasures of Nature. Romantic Circles Praxis Series (Ed.: Wang, Orrin), University of Maryland.

Bateson, G. 1980. Mind and Nature. A necessary Unity: Fontan/Collins.

Ingold, T. 2000. The Perception of the Enviroment. essays on livelihood, dwelling and skill, Londres: Routledge Cap. 1 - Culture, Nature, environment. Steps to an ecology of life.

Thomas, K. 1988 [1983]. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e os animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras. 454 pp.

Schama, S. 1995. Paisagem e Memória. São Paulo: Companhia das Letras. 627 pp.

Viveiros de Castro, E. 2002. A inconstância da alma selvagem - e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify. 552 pp.

Lévi-Strauss, C. 1970. O pensamento selvagem. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional.

Atran, S. 1993. Cognitive Foundations of Natural History. Towards an anthropology of Science. Paris / Cambridge, MSH/Cambridge Univ. Press.

Descola, P. 1986. La Nature Domestique: Symbolisme et praxis dans l' écologie des Achuar. Paris: Ed. MSH; ou a versão em inglês: Descola, Philippe 1996. In the society of nature: a native ecology in Amazonia, Cambridge: Cambridge University Press.

Serra, O. 2006. Um tumulto de asas: apocalipse no Xingu. Breve estudo de mitologia Kamayurá. EDUFBA. Salvador. 212 pp.
Resumo da apresentação do dia 12/03

“Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura”

Por Fábio Pedro de Souza Ferreira Bandeira do Departamento de Biologia da UEFS


A oposição entre natureza e cultura é fundadora de uma tradição intelectual que marca profundamente o pensamento moderno, já nos indicava o historiador Keith Thomas em seu livro “O homem e o mundo natural”. Ela alimenta o chamado “mito da natureza intocada” que alicerça o paradigma dominante da corrente mais ortodoxa da biologia da conservação, aquele que rejeita um modelo de preservação onde a sociedade esteja incluída como um dos elementos dos ecossistemas.

O pensamento moderno trata a natureza separada da cultura e designa prioridade ontológica para a primeira. Para Peter Dwyer, antropólogo australiano, isto é análogo à separação do organismo do ambiente que caracteriza a biologia. A verdade pode ser que a idéia de selvagem, que supõe o último refúgio da natureza, não é mais do que uma tentativa de representar um lugar imaginário como um símbolo concreto. Segundo Dwyer, ´Natureza´ como conhecem os ocidentais é uma invenção, um artefato. Para ele, prova disso é que se por um lado natureza e cultura são opostas como categorias discretas, por outro, elas aparecem como momentos num continuum que pode ser de desenvolvimento ou evolutivo. O paradoxo é bem conhecido; ele se refere à tensão entre produto e processo, entre entidade e relação. Não haveria outras possibilidades epistemológicas? A mente “selvagem” nos convida a essa reflexão.

Nessa palestra vamos explorar, tangencialmente, o esboço do que poderia ser a cosmovisão de um povo indígena da caatinga, os Pankararé, com quem aprendemos a ver o Raso da Catarina com outros olhares; não como um ambiente inóspito, de paisagem monótona e morfologia plana, mas como um lugar povoado de nomes, seres encantados, habitado por signos e seres diversos, monumentos; não uma natureza intocada mas transformada e totalmente mapeada. Ai se forja uma etnicidade, uma diferenciação dos não-índios, sertanejos bem parecidos com eles nas roupas, nos rostos, no modo de produção, nos costumes alimentares; isto porque no pensamento Pankararé não há cultura sem natureza nem natureza sem cultura, não há uma linha divisória definida, ai talvez esteja a diferenciação, a construção de sua própria identidade.

Como veremos, as cosmovisões indígenas não trazem em seu bojo esta antinomia, natureza/cultura. Elas lançam outros olhares, como bem exemplificam os Pankararé, e com isso estabelecem tanto no plano simbólico quanto no material uma série de inter-relações entre o que o pensamento moderno separa, fragmenta, institui como definitivo e real. Explorar tais cosmovisões e buscar entendê-las não é apenas um exercício de etnografia minucioso e imprevisível, isto pode nos levar a reformular, ou pelo menos refletir sobre, nossas próprias idéias, valores e atitudes em relação ao ambiente e aos outros seres vivos; quem sabe ai estão os fundamentos de uma ética ambiental universal, que integre as diversidades de visões sobre nosso lugar e nosso papel nesse (s) mundo (s).
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12/03/2007 - 18:00 horas

Fábio Pedro de Souza Ferreira Bandeira (Departamento de Biologia/UEFS) - Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura.

Wednesday, February 28, 2007

Café Científico na Mídia 3 - Correio da Bahia






27/02/2007


Cientista faz palestra em livraria

O Café Científico, uma iniciativa inusitada, vem chamando cada vez mais a atenção da população de Salvador. Uma vez por mês, o público fica cara a cara com um cientista baiano para ouvir e debater temas atuais e recentes pesquisas sobre as mais variadas áreas do conhecimento humano. Ontem, foi a vez dos baianos ouvirem uma palestra sobre fontes alternativas de energia e seus benefícios e impactos sobre a vida de todos nós, ministrada pelo doutor em química Jailson Bittencourt, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Os encontros, realizados sempre no auditório da LDM - Livraria Multicampi, na Piedade, fazem parte do Programa em Ensino, Filosofia e História das Ciências, da Ufba e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Na platéia, uma diversidade de perfis, de acadêmicos a estudantes e clientes da própria livraria, revela que o interesse sobre a ciência é latente e aparece sempre que estimulado. “É hora da Bahia se orgulhar também de seus cientistas e não apenas da axé music”, afirmou Charbel el-Nani, coordenador do Café Científico. A palestra de ontem, por exemplo, apresentou dados e conjecturas que justificam a necessidade de encontrar novas fontes de energia e diminuir a dependência dos combustíveis fosséis, responsáveis por 70% de toda energia que consumimos.