Monday, July 09, 2007

Próximo Evento

09/07/2007 – 18 horas

Professor Emanuel Fernando Reis de Jesus do Departamento de Geografia da UFBa - Mudanças Climáticas e suas Implicações Espaciais.

Tuesday, June 05, 2007

Resumo da apresentação do dia 11/06/2007

Dança na Cultura Digital: Quando a Metáfora de Frankenstein Assombra as Artes do Corpo

Por Ivani Santana da Escola de Dança da UFBa

Esta comunicação pretende suscitar uma reflexão sobre a relação arte-ciência-tecnologia dentro do escopo da dança. Considerando o momento vigente como a fase da Cultura Digital, o intuito é refletir sobre quais os olhares que recaem sobre as novas mídias e suas conseqüências no mundo e nas artes do corpo, estas principalmente por serem foco desta apresentação. Tais visões parecem estar ligadas ainda ao que denomino Metáfora de Frankenstein, a qual delata a existência dos tecnoclastas em contrapartida aos tecnomaníacos, respectivamente demarcando o grupo daqueles que percebem as tecnologias como nefastas e maléficas a humanidade, e os outros que as consideram a salvação de todos os tempos. Esses posicionamentos serão revistos em uma análise sobre os entendimentos e as produções existentes no campo da dança com mediação tecnológica.
Próximo Evento

11/06/2007 – 18 horas

Professora Ivani Santana da Escola de Dança da UFBa - Dança na Cultura Digital: Quando a Metáfora de Frankenstein Assombra as Artes do Corpo

Friday, May 04, 2007

Para saber mais - apresentação 14/05/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "O que você bebe em seucopo d’água?", nos livros e revistas recomendados abaixo:

Norma Felicidade, Rodrigo Constante Martins e Alessandro André Leme. Uso e Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil; Volume I; Velhos e Novos Desafios para a Cidadania.

José Galizia Tundisi. Água no Século XXI; Enfrentando a Escassez.

Carlos E. de M. Bicudo e Denise de C. Bicudo. Amostragem em Limnologia.

Aldo Rebouças, Benedito Braga e José Galizia Tundisi. Águas Doces no Brasil: Capital Ecológico, Uso e Conservação. Academia Brasileira de Ciência.

F.A. Estesves. Fundamentos de Limnologia. FINEP/Interciência. Recursos Hidroenergéticos: Usos, Impactos e Planejamento Integrado. Programa de Pós-graduação em Ciências da Engenharia AmbientalCRHEA-SHS-EESC-USP

Rodrigo Constante Martins e Norma Felicidade L. S. Valencio (organizadores). Uso e Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil; Volume II; Desafios Teóricos e Político-Institucionais.

Marcos Gomes Nogueira, Raoul Henry e Adriana Jorcin (organizadores). Ecologia de Reservatórios: Impactos Potenciais, Ações de Manejo e Sistemas em Cascata; Segunda Edição.
Resumo da apresentação do dia 14/05/2007

O que você bebe em seucopo d’água?
Por Eduardo Mendes da Silva do Instituto de Biologia da UFBa

O ser humano sempre buscou viver próximo às águas. As antigas e as atuais civilizações sempre buscaram locais onde houvesse água em abundância. Água para beber, água para dispor os resíduos da sociedade. Com o crescimento populacional, associado ao crescimento tecnológico, uma crise de conflitos passou a existir. Vários setores da sociedade apresentam suas demandas por água, afetando sua quantidade e qualidade. Em termos de quantidade podemos apenas gerir o problema aos níveis local e regional, pois o volume de água no planeta é fixo. A água é um recurso reciclável sim, mas não renovável. Com relação à qualidade temos um problema também de grande dimensão. O uso múltiplode água na sociedade atual fez com que os conflitos se acentuassem: água para beber, água para a indústria, água para a agricultura e água para diluir os esgotos. Olhando o problema brasileiro temos uma questão legal que desintegra a gestão da água. Ao inventarmos a expressão recursos hídricos e termos ma lei específica para isto, apropriamo-nos apenas do que nos interessa para abastecimento e uso humano, deixando as outras águas de lado. A gestão das águas no Brasil é desintegrada, desconectada da proteção dos ecossistemas e busca apenas prover água de mais longe para as populações ávidas em gastar mais água. Ao nível doméstico temos um outro problema gritante, não confiamos na água que nos é servida na torneira, embora a compremos como potável. A questão da eutrofização das águas com as florações indesejáveis e a inviabilidade do uso dessas águas para o consumo humano tem despertado muito interesse por parte da comunicação social é sim uma realidade que temos que conviver. Enfim, um mundo de problemas ainda para ser resolvido dentro do nosso copo d'água.
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14/05/2007 – 18 horas

Professor Eduardo Mendes da Silva do Instituto de Biologia da UFBa - O que você bebe em seucopo d’água?

Sunday, April 08, 2007

Café Científico na Mídia 4 - Correio da Bahia







08/04/2004

Salvador Ganha Café Científico

Salvador entrou desde o ano passado na rota do Café Científico, atividade de divulgação científica que ocorre em vários países, incluindo Japão, Argentina, Coréia do Sul, Estados Unidos, Inglaterra e Bangladesh. Criado em Leeds, na Inglaterra, em 1998, há atualmente cerca de 180 versões. No Brasil, além da capital baiana, o evento acontece no Rio de Janeiro e Porto Alegre. O Programa de Pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (Ufba/Uefs) e a LDM – Livraria Multicampi são os promotores do Café Científico em Salvador, uma vez por mês.
O Café Científico é uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem para discutir questões científicas, num ambiente agradável e descontraído. No dia 12 de fevereiro, às 18h, aconteceu mais uma edição do evento, com o tema: “Por que comemorar o dia Darwin? A importância da teoria darwinista da evolução”. O palestrante foi o professor Charbel Niño El-Hani, do Instituto de Biologia/Ufba, coordenador do programa.
O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM – Livraria Multicampi, localizada na Rua Direita da Piedade, nº 20. “O envolvimento da LDM é muito importante, não apenas como espaço para os debates. É fundamental que essas discussões aconteçam fora da universidade, para aproximar mais a sociedade da ciência”, faz questão de frisar El-Hani. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras. No primeiro encontro participaram 40 pessoas, público que foi se ampliando até chegar a 130 na última edição.
Em fevereiro, excepcionalmente, foram programados dois encontros. O segundo, dia 26, com o tema “Fontes Alternativas de Energia: Seus Benefícios e seus Impactos”, teve como palestrante o professor Jailson Bittencourt, do Instituto de Química da UFBA.
O primeiro Café Científico realizado em Salvador foi em setembro de 2006, com o professor Saulo Carneiro, do Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, abordando o tema “De onde viemos, para onde vamos? As velhas perguntas e os recentes avanços da cosmologia”. Entre os temas abordados nas demais sessões destaque para a Síndrome de Down e para o projeto Universidade Nova. Em maio o coordenador participará de um encontro dos cafés científicos de todos os países que aderiram ao programa, na Inglaterra, para analisar os eventos e identificar novas temáticas.

Tuesday, April 03, 2007

Para saber mais - apresentação 09/04/2007

é possivel saber mais sobre o tema, "O mundo quântico", nos livros e revistas recomendados abaixo:

Fernanda Ostermann, et al, “Desenvolvimento de um software para o ensino de fundamentos de Física Quântica.” Física na Escola, v. 07, p. 22-25, 2006.

Ivan Oliveira – Física moderna para iniciados, interessados e aficionados, Livraria da Física, 2005, Caps. 3, 5 e 7.

Olival Freire e Rodolfo Carvalho – O Universo dos quanta, Editora FTD, 1997.

Olival Freire, “As interpretações conflitantes da mecânica quântica”, Scientific American Brasil, edição especial “Os grandes erros da ciência, pp.86-91, 2006.

Osvaldo Pessoa, Conceitos de Física Quântica, 2 vols., Livraria da Física, 2006.

Robert Gilmore - Alice no País do Quantum, Jorge Zahar Editor, 1998.

Quânticos – Os homens que mudaram a Física, edição especial da Scientific American Brasil, série Gênios da Ciência, número 13, 2006.
Resumo da apresentação do dia 09/04/2007

O mundo quântico
Por Olival Freire Jr. do Instituto de Física da UFBa

A idéia de que o mundo microscópico (átomos, moléculas, partículas subatômicas) tem propriedades muito estranhas, quando comparadas com o mundo da nossa experiência cotidiana (mundo macroscópico) surgiu com o advento da teoria quântica, criada entre 1925 e 1927. Desde então, a idéia de um mundo quântico (descrito pela nova teoria física) em contraposição a um mundo clássico (descrito pelas teorias físicas clássicas) se tornou moeda corrente na cultura da física. Contudo, a transição entre o quântico e o clássico, longe de ser um fenômeno bem resolvido, tem sido objeto de investigação sistemática nas últimas décadas, e essa investigação tem trazido novos elementos para a compreensão da própria teoria quântica. Explorar qualitativamente a idéia de um mundo quântico, e de sua conexão com o mundo clássico, será o tema do Café Científico.
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09/04/2007 – 18 horas

Professor Olival Freire Jr. do Instituto de Física da UFBa –
O Mundo Quântico.

Wednesday, March 07, 2007

Para Saber Mais - apresentação 12/03

é possivel saber mais sobre o tema, “Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura”, nos livros recomendados abaixo:

Ellen, R. F. 1996. The cognitive geometry of nature: a contextual approach. In Descola, Ph. e Pálsson, Gísli, orgs. Nature and Society. Anthropological perspectives. Londres: Routledge

Descola, P. 1996. Constructing natures: symbolic ecology and social practice. In Descola, Ph. e Pálsson, Gísli, orgs. Nature and Society. Anthropological perspectives. Londres: Routledge

Lenoble, R. 1990. História da Idéia de Natureza. Lisboa: Ed. 70.

Gusdorf, G. 1985. Le Savoir Romantique de la Nature. Paris, Payot.

Nichols, A. 2004. Romanticism & Ecology. The Loves of Plants and Animals: Romantic Science and the Pleasures of Nature. Romantic Circles Praxis Series (Ed.: Wang, Orrin), University of Maryland.

Bateson, G. 1980. Mind and Nature. A necessary Unity: Fontan/Collins.

Ingold, T. 2000. The Perception of the Enviroment. essays on livelihood, dwelling and skill, Londres: Routledge Cap. 1 - Culture, Nature, environment. Steps to an ecology of life.

Thomas, K. 1988 [1983]. O homem e o mundo natural: mudanças de atitude em relação às plantas e os animais, 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras. 454 pp.

Schama, S. 1995. Paisagem e Memória. São Paulo: Companhia das Letras. 627 pp.

Viveiros de Castro, E. 2002. A inconstância da alma selvagem - e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify. 552 pp.

Lévi-Strauss, C. 1970. O pensamento selvagem. Rio de Janeiro: Cia Editora Nacional.

Atran, S. 1993. Cognitive Foundations of Natural History. Towards an anthropology of Science. Paris / Cambridge, MSH/Cambridge Univ. Press.

Descola, P. 1986. La Nature Domestique: Symbolisme et praxis dans l' écologie des Achuar. Paris: Ed. MSH; ou a versão em inglês: Descola, Philippe 1996. In the society of nature: a native ecology in Amazonia, Cambridge: Cambridge University Press.

Serra, O. 2006. Um tumulto de asas: apocalipse no Xingu. Breve estudo de mitologia Kamayurá. EDUFBA. Salvador. 212 pp.
Resumo da apresentação do dia 12/03

“Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura”

Por Fábio Pedro de Souza Ferreira Bandeira do Departamento de Biologia da UEFS


A oposição entre natureza e cultura é fundadora de uma tradição intelectual que marca profundamente o pensamento moderno, já nos indicava o historiador Keith Thomas em seu livro “O homem e o mundo natural”. Ela alimenta o chamado “mito da natureza intocada” que alicerça o paradigma dominante da corrente mais ortodoxa da biologia da conservação, aquele que rejeita um modelo de preservação onde a sociedade esteja incluída como um dos elementos dos ecossistemas.

O pensamento moderno trata a natureza separada da cultura e designa prioridade ontológica para a primeira. Para Peter Dwyer, antropólogo australiano, isto é análogo à separação do organismo do ambiente que caracteriza a biologia. A verdade pode ser que a idéia de selvagem, que supõe o último refúgio da natureza, não é mais do que uma tentativa de representar um lugar imaginário como um símbolo concreto. Segundo Dwyer, ´Natureza´ como conhecem os ocidentais é uma invenção, um artefato. Para ele, prova disso é que se por um lado natureza e cultura são opostas como categorias discretas, por outro, elas aparecem como momentos num continuum que pode ser de desenvolvimento ou evolutivo. O paradoxo é bem conhecido; ele se refere à tensão entre produto e processo, entre entidade e relação. Não haveria outras possibilidades epistemológicas? A mente “selvagem” nos convida a essa reflexão.

Nessa palestra vamos explorar, tangencialmente, o esboço do que poderia ser a cosmovisão de um povo indígena da caatinga, os Pankararé, com quem aprendemos a ver o Raso da Catarina com outros olhares; não como um ambiente inóspito, de paisagem monótona e morfologia plana, mas como um lugar povoado de nomes, seres encantados, habitado por signos e seres diversos, monumentos; não uma natureza intocada mas transformada e totalmente mapeada. Ai se forja uma etnicidade, uma diferenciação dos não-índios, sertanejos bem parecidos com eles nas roupas, nos rostos, no modo de produção, nos costumes alimentares; isto porque no pensamento Pankararé não há cultura sem natureza nem natureza sem cultura, não há uma linha divisória definida, ai talvez esteja a diferenciação, a construção de sua própria identidade.

Como veremos, as cosmovisões indígenas não trazem em seu bojo esta antinomia, natureza/cultura. Elas lançam outros olhares, como bem exemplificam os Pankararé, e com isso estabelecem tanto no plano simbólico quanto no material uma série de inter-relações entre o que o pensamento moderno separa, fragmenta, institui como definitivo e real. Explorar tais cosmovisões e buscar entendê-las não é apenas um exercício de etnografia minucioso e imprevisível, isto pode nos levar a reformular, ou pelo menos refletir sobre, nossas próprias idéias, valores e atitudes em relação ao ambiente e aos outros seres vivos; quem sabe ai estão os fundamentos de uma ética ambiental universal, que integre as diversidades de visões sobre nosso lugar e nosso papel nesse (s) mundo (s).
Próximo Evento

12/03/2007 - 18:00 horas

Fábio Pedro de Souza Ferreira Bandeira (Departamento de Biologia/UEFS) - Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura.

Wednesday, February 28, 2007

Café Científico na Mídia 3 - Correio da Bahia






27/02/2007


Cientista faz palestra em livraria

O Café Científico, uma iniciativa inusitada, vem chamando cada vez mais a atenção da população de Salvador. Uma vez por mês, o público fica cara a cara com um cientista baiano para ouvir e debater temas atuais e recentes pesquisas sobre as mais variadas áreas do conhecimento humano. Ontem, foi a vez dos baianos ouvirem uma palestra sobre fontes alternativas de energia e seus benefícios e impactos sobre a vida de todos nós, ministrada pelo doutor em química Jailson Bittencourt, da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Os encontros, realizados sempre no auditório da LDM - Livraria Multicampi, na Piedade, fazem parte do Programa em Ensino, Filosofia e História das Ciências, da Ufba e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Na platéia, uma diversidade de perfis, de acadêmicos a estudantes e clientes da própria livraria, revela que o interesse sobre a ciência é latente e aparece sempre que estimulado. “É hora da Bahia se orgulhar também de seus cientistas e não apenas da axé music”, afirmou Charbel el-Nani, coordenador do Café Científico. A palestra de ontem, por exemplo, apresentou dados e conjecturas que justificam a necessidade de encontrar novas fontes de energia e diminuir a dependência dos combustíveis fosséis, responsáveis por 70% de toda energia que consumimos.

Sunday, February 25, 2007

Resumo da apresentação do dia 26/02

“Fontes Alternativas de Energia: Seus Benefícios e seus Impactos”

Por Jailson Bittencourt do Instituto de Química da UFBa

Dentre os grandes desafios atuais e futuros da humanidade, Energia e Ambiente ocupam posições de destaque. Vários estudos recentes têm demonstrado que as questões energética e ambiental são os maiores desafios da humanidade na primeira metade do século XXI. O crescimento atual da demanda energética é significativo e não poderá ser suprido apenas pelas atuais fontes, em especial os combustíveis fosseis, ao passo que a queima de petróleo, carvão e gás natural tem contribuído fortemente para o crescimento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera refletindo de forma danosa no clima global do planeta. Ou seja, muitos dos problemas ambientais dependem diretamente da forma como a energia é produzida e/ou usada. Certamente, que outras questões relacionadas com água, alimentos e pobreza desafiam a humanidade e também estão relacionadas com Energia e Ambiente.

Nos próximos 50 anos as necessidades de energia atingirão cerca de 30 a 60 Terawatts e a sustentabilidade ambiental requer que as fontes sejam limpas e de baixo custo. Atualmente, os principais componentes da matriz energética são óleo, carvão e gás natural, que representam mais de 75% da matriz (Figura 1). Estimativas demonstram que em cinqüenta anos estes componentes representarão cerca de 30 % da matriz resultando na necessidade de incremento da produção de energia através de outras fontes, tais como: biomassa, fissão e fusão nuclear, hidroelétrica, geotérmica, eólica e, especialmente, solar.

Figura 1. Matriz energética em 2003.


No cenário energético atual um novo conceito emergiu: “segurança energética”, que significa muito mais do que proteger refinarias e oleodutos contra ataques terroristas, mas sim a capacidade de manter a máquina global funcionando, isto é, produzindo combustíveis e eletricidade suficientes, a preços acessíveis, para que todos os países possam, pelo menos, manter sua economia operando e o seu povo alimentado. No caso das economias emergentes como Brasil, Índia e China a demanda de energia está aumentando tão rápido que pode dobrar até 2020, o que coloca a questão energética e ambiental como uma questão global onde um dos principais desafios é produzir, estocar e transportar combustíveis derivados de biomassa (e.g. etanol e biodiesel), hidrogênio e metanol, de forma sustentável, bem como captar, estocar e transportar energia solar.

A amplitude do desafio energético e ambiental atual e futuro não permitem o desenho de uma solução, mas requer várias soluções. No caso do Brasil combustíveis derivados de biomassa podem ser a alternativa mais viável atualmente e num futuro próximo.

Próximo Evento

26/02/2007 - 18:00 horas

Jailson Bittencourt (Instituto de Química/UFBa) – Fontes Alternativas de Energia: Seus Benefícios e seus Impactos.

Saturday, February 03, 2007


Resumo da apresentação do dia 12/02
“Por que comemorar o dia Darwin? A importância da teoria darwinista da evolução”

Por Charbel Niño El-Hani do Instituto de Biologia da UFBa


A busca pela construção de uma explicação naturalística do mundo ao nosso redor, bem como de nós mesmos, pode ser vista como uma das grandes aventuras do intelecto humano. O naturalista inglês Charles Robert Darwin, nascido em 12 de fevereiro de 1809 e falecido em 19 de abril de 1882, foi uma das figuras centrais na construção de tal explicação. Assim, nada mais justo do que comemorarmos no dia 12 de fevereiro de cada ano o Dia Darwin, como meio de homenagear este grande personagem na história do conhecimento humano.


A teoria darwinista da evolução tornou possível pela primeira vez explicar de maneira convincente a diversidade da vida e as adaptações dos organismos de uma perspectiva naturalista. Com esta realização, o darwinismo surgiu como um contraponto poderoso ao argumento do planejamento dos seres vivos por algum tipo de inteligência superior, mais notadamente, por alguma divindade. Este feito se mantém controverso até os nossos dias. Estas controvérsias seriam diminuídas, contudo, se em vez de engajar-se em combates entre distintas formas de compreender a realidade, os seres humanos reconhecessem e, inclusive, celebrassem a capacidade de nosso intelecto de conceber uma diversidade de explicações para o mundo ao nosso redor e para nossa própria existência. Entre estas explicações, certamente o darwinismo figura como uma grande realização, bem como a narrativa da história do mundo e de suas características desde uma perspectiva naturalista, falando em termos gerais.

Embora geralmente reduzida à seleção natural, a teoria darwinista da evolução inclui mais quatro outras idéias: a idéia de que a evolução ocorre; de que os seres vivos partilham ancestrais comuns; de que a variação dentro de uma espécie origina as diferenças entre espécies; e de que a evolução é gradual. É fundamental compreender este ponto, bem como a natureza do mecanismo de seleção natural, de maneira que dedicaremos a estes dois aspectos considerável atenção em nossa fala. A compreensão de que há várias idéias combinadas no darwinismo torna possível deixar de lado alguns equívocos que são recorrentes nos debates sobre a teoria evolutiva, como, por exemplo, o de que uma crítica a um determinado aspecto da teoria darwinista implica que esta tenha sido ou esteja em vias de ser abandonada pela comunidade científica. De fato, há notáveis debates na comunidade científica sobre a teoria darwinista da evolução, como, por exemplo, aqueles que dizem respeito à natureza gradual do processo evolutivo. Estes debates não implicam, contudo, que se esteja pondo em questão a idéia de que a evolução ocorre (virtualmente consensual entre os biólogos atuais), ou de que a seleção natural tem um papel importante neste processo (embora seja cada vez mais aceita a participação igualmente importante de outros mecanismos). Estes debates também não implicam que o caráter naturalista da explicação do processo evolutivo esteja sendo, ou deva ser, de algum modo deixado de lado pela comunidade científica. Para esclarecer estes pontos, buscaremos mostrar que o próprio darwinismo evoluiu ao longo do tempo, de modo que a teoria evolutiva aceita atualmente não é idêntica à teoria elaborada por Darwin. Este é outro equívoco recorrente nos debates sobre o darwinismo, assim como o de que, supostamente, a teoria darwinista nunca teria sido questionada pela comunidade científica. Ela foi e continua sendo ativamente questionada. Assim, daremos atenção também aos debates contemporâneos na biologia evolutiva, destacando avanços recentes na compreensão das relações entre desenvolvimento e evolução, e suas conseqüências para a questão do gradualismo do processo evolutivo.

Wednesday, January 31, 2007

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12/02/2007 - 18:00 horas

Charbel Niño El-Hani (Instituto de Biologia/UFBA) – Por que comemorar o dia Darwin? A importância da teoria darwinista da evolução.

26/02/2007 - 18:00 horas

Jailson Bittencourt (Instituto de Química/UFBa) – Fontes Alternativas de Energia: Seus Benefícios e seus Impactos.

O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM – Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras. O telefone da livraria é (71)2101-8000.

Informações podem ser conseguidas também no telefone (71) 3263-6568. Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org.

Saturday, January 06, 2007

Resumo da apresentação do dia 08/01
Projeto Universidade Nova: Reinventando a Universidade. “

por Naomar Monteiro de Almeida Filho
Reitor da Universidade Federal da Bahia

A proposta da Universidade Nova compreende uma reestruturação curricular radical dos programas de formação universitária que vem ganhando adeptos em todo o país. A principal alteração prevista é a implantação de Bacharelados Interdisciplinares (BI), cursos de pré-graduação que serão requisitos para a graduação de carreiras profissionais e para a formação acadêmica de pós-graduação. O BI deve durar três anos, abrangendo grandes áreas do conhecimento: Artes & Humanidades, Ciências & Tecnologias. Seu currículo será predominantemente optativo, com três componentes: cursos-tronco, formação geral, formação específica. Os módulos gerais poderão incluir filosofia (lógica, ética e estética), história, antropologia, literatura e estudos clássicos, pensamento matemático, princípios e uso de informática, política e cidadania, ecologia, além de uso instrumental da língua brasileira e língua estrangeira moderna. Os módulos específicos serão optativos e oferecidos aos que concluíram a formação geral e pretendem antecipar cursos básicos das carreiras profissionais. Como a prioridade de matrícula será concedida por rendimento, haverá permanente estímulo ao bom desempenho dos alunos que pretendem usar o BI como via de entrada à formação profissional ou à pós-graduação acadêmica. O diploma do BI dará ao egresso maior flexibilidade no acesso ao mercado de trabalho. Haverá opções de prosseguimento para formação profissional, se o aluno for aprovado em processos seletivos específicos, em licenciaturas e carreiras específicas, e ingresso diretamente no Mestrado, e daí ao Doutorado, caso pretenda tornar-se professor ou pesquisador.
A estrutura curricular da Universidade Nova permitirá a captação de estudantes vocacionados para certas áreas de formação (como, por exemplo, as artes e as ciências com forte componente lógico) por meio de iniciativas de esclarecimento, sedução e recrutamento. Docentes, pesquisadores e atuantes (no sentido latouriano) de cada área de conhecimento e setor de inserção profissional terão maiores chances de lançar suas redes e suas iscas, ainda no momento interdisciplinar do BI, para pescar os latentes talentos desconhecidos. Assim, aptidões ocultas poderão ser reveladas a tempo de direcionar de modo adequado as carreiras profissionais, científicas e artísticas dos estudantes universitários.
A Universidade Nova inspira-se fortemente na obra de Anísio Teixeira. Anísio analisou com lucidez o que Boaventura Santos depois veio a chamar de crise de identidade da instituição universitária, considerando os dilemas cruciais da Universidade ao longo da sua história. Anísio foi também premonitório na detecção dos problemas estruturais da universidade brasileira que levaram ao processo de expansão desenfreada ocorrida nos anos 1990. Por uma dessas ironias históricas, entre tantas perseguições que sofreu por parte de setores políticos conservadores, foi por causa de projetos de reforma universitária que seus adversários conseguiram afastá-lo da vida pública, em duas oportunidades: em 1935, com a Universidade do Distrito Federal, por ele concebida e implantada, e em 1964, quando o governo militar reprimiu brutalmente a experiência da Universidade de Brasília, onde Anísio ocupava o cargo de Reitor.
De fato, há grandes convergências ideológicas, formais e operacionais entre a proposta de Anísio Teixeira (com o sistema de cursos universitários propedêuticos) e a arquitetura curricular do projeto Universidade Nova (como Bacharelado Interdisciplinar). Entretanto, há diferenças flagrantes entre ambas as propostas e o college norte-americano ou o Bachelor europeu. Por um lado, a pré-graduação da universidade norte-americana é mais longa que o BI e aceita desde programas com estrutura curricular totalmente aberta até cursos pré-profissionais. Por outro lado, o Bachelor do primeiro ciclo do Processo de Bolonha resulta profissionalizante e especializado, o que é contraditório com a essência interdisciplinar do nosso BI. Nesse caso, apesar de, por diversas razões, haver semelhanças entre o modelo europeu atual e a proposta da Universidade Nova (duração trienal equivalente, caráter predominantemente público da educação superior, manutenção de cursos profissionais no segundo ciclo etc.), as diferenças de contexto entre os espaços universitários europeu e latino-americano são grandes o bastante para desaconselhar uma adesão formal ao Processo de Bolonha. Embora uma ampla compatibilidade seja positiva, neste mundo globalizado, qualquer submissão será fatal (como tem sido em todos estes anos de história da educação superior brasileira) para o cumprimento do mandato humboldtiano da universidade como lugar de concepção e construção da identidade nacional.

Friday, December 15, 2006

Próximos Eventos
08/01/2007 - 18:00 horas
Naomar Monteiro de Almeida Filho (Reitor da Universidade Federal da Bahia) - Projeto Universidade Nova: Reinventando a Universidade.
12/02/2007 - 18:00 horas
Jailson Bittencourt (Instituto de Química/UFBa) – Fontes Alternativas de Energia: Seus Benefícios e seus Impactos.
12/03/2007 - 18:00 horas
Fábio Pedro de Souza Ferreira Bandeira (Departamento de Biologia/UEFS) - Cosmovisões indígenas: novos olhares sobre a natureza e a cultura.

O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM – Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras. O telefone da livraria é (71)2101-8000. Informações podem ser conseguidas também no telefone (71) 3263-6568. Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescientifique.org.